<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409</id><updated>2012-01-25T17:18:24.795Z</updated><category term='3º esq.'/><category term='1º esq.'/><category term='3º dto.'/><category term='2º dto.'/><category term='2º esq.'/><category term='1º dto.'/><category term='Narrador'/><title type='text'>Edifício Magnólia</title><subtitle type='html'>Esta é a residência onde todas as fantasias eróticas são possíveis. Como um desabrochar de uma magnólia, os segredos de cada um dos inquilinos abrem-se  espontaneamente à imaginação de quem os quiser espreitar.
Das seis vidas relatadas, cinco são FICÇÃO, uma é REAL. Consegue descobrir qual?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>131</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-8622903683916534380</id><published>2009-05-15T17:23:00.001+01:00</published><updated>2009-06-08T22:34:05.425+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2º esq.'/><title type='text'>Trespassa-se</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 09-02-2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É uma emoção tão forte que trespassa. O coração. A alma. O corpo. O ar. É uma sensação tão imensa que trespassa. O lugar que ocupamos. O sitio onde vivemos. O mundo que nos abriga. É um pensamento tão surreal que trespassa. O que fomos. O que somos. O que queremos ser. É um estado passageiro que se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;enraíza&lt;/span&gt; nos nossos pertences. No material. No sentimental. No &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;inconsciente&lt;/span&gt;. No subconsciente. E quase conseguimos vislumbrar uma outra representação de nós mesmos, quando algo tão intenso nos trespassa como esse estado. Julgar que se está a amar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dois copos. Vidro frágil erguido numa base que sustenta um pé. A duplicar. Gotas que caem. Gotas finas que jazem no liquido tinto. E o chão molha-se numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;vagarosidade&lt;/span&gt; agraciada a quem se quer esconder do resto do mundo. No topo do Edifício Magnólia, a chuva de Maio cai com uma leveza praticamente redentora. No terraço do prédio, é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;possível&lt;/span&gt; avistar as nuvens carregadas a sobreporem-se a um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;tímido&lt;/span&gt; céu azul, que não se decide sobre o que quer fazer. Lúcia e Luísa partilham. Um copo de vinho tinto pousado no chão. Um olhar silencioso que não cessa. Um sorriso inebriante que as aproxima em câmara lenta, mas que as mantém separadas pela certeza do que ainda se tem. As gotas de chuva vão caindo sobre a cabeça delas, sobre os seus ombros, sobre as mãos que se pousam no colo das pernas, sobre as pernas que se dobram de forma a sentar o rabo no chão. Não está frio. Está morno. Não está desagradável. Sabe muito bem estar ali.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Achas que um mês é muito tempo? -&lt;/em&gt; pergunta Luísa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Conheço casais que estiveram separados anos a fio. -&lt;/em&gt; responde Lúcia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Um mês é pouco tempo?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ainda o amas?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Isso não chega...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tem que chegar... Se o amares, talvez não tenha que haver um fim...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elas ainda continuam a encontrar-se. Conseguiram segurar algo que as mantém unidas. Lúcia confirmou que aquela mulher não pode ser uma mera aventura passageira. Parece achar que descobriu nela aquilo que precisa. Ela quer tornar Luísa no seu refúgio apaixonante. Uma mulher fascinante, fotógrafa polivalente - entre as imagens urgentes das noticias do dia e as capturas profundas a preto e branco de nus - e uma amante madura e misteriosa. Casada, sim. Mãe, sim. Fora de um contexto de mulher solteira, descomprometida... sim. Absolutamente. Mas Lúcia gosta deste fascínio. Mesmo que seja demasiado arriscado. Mesmo que só lhe possa trazer dissabores. Mesmo que se sinta a entrar numa corda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;bamba&lt;/span&gt; e que do outro lado, estivesse o amor que ambiciona. Vestida casualmente, Luísa apresenta-se no espaço da sua amante de uma forma descontraída. Como se quisesse evadir-se do seu mundo e vê-lo por outro prisma. Está sentada no chão, ciente do redor distante. Tem a máquina fotográfica do seu lado direito e o copo de vinho do lado esquerdo. Mantendo o olhar em Lúcia, ela pega na bebida e dá um trago forte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que sentes tu?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu?!...&lt;/em&gt; - pergunta Lúcia, surpreendida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim, o que sentes tu neste momento?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não é fácil falar sobre isso.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Porquê?...Tens alguém na tua vida?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tenho-te a ti...agora...aqui...e isso sabe-me bem...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...mas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Achas que estou iludida?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não... E mesmo que estivesses... Talvez isso fosse bom sinal...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gera-se um novo silêncio. Luísa aprecia o vinho. Lúcia pega também no copo e procura copiar o gesto da mulher. A jovem olha para a sua parceira e tenta capacitar-se do que conquistou. Como conquistou. Porque conquistou. As duas mulheres tentam entender-se mutuamente. Começou numa conversa sobre o marido da fotógrafa, mas ainda assim não é sobre isso que Luísa queria falar. Ela quer conhecer a sua amante. Saber quais os desejos e as fantasias da jovem. Desvendar o que poderá ela conceber sobre uma aventura que se vai transformando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eras capaz de amar uma mulher casada?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu nunca disse que te amava...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Pois não... Mas também não disseste que não amavas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Sim...era capaz... Porque não?... Não estás casada...Estás separada...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tenho um filho...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Seria possível... Só quero que saibas isso... Seria possível criar um sentimento tão forte que conseguisse suportar tudo isso.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais um gole, mais um espaço de tempo em que há capacidade para raciocinar. Mas o vinho é forte e a chuva vai caindo. Lúcia quer beber o vinho que a sua amante trouxe para partilhar. Mas ela apenas consegue molhar os lábios. Elas estão tranquilas, ainda que influenciadas pelas circunstâncias. As de tempo. As de espaço. As de consciência. Luísa olha fixamente para a anfitriã e parece ela própria tirar-lhe uma fotografia com os seus olhos escuros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Doeu muito? -&lt;/em&gt; pergunta Luísa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O quê?!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Aquilo que te magoou aí dentro...Doeu muito?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Trai...fui &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;traída&lt;/span&gt;... fui amante e cúmplice... E tudo isto por causa de uma única pessoa...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Já perdoaste?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ainda não fui perdoada...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...E o que sou eu para ti no meio de tudo isso, Lúcia?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luísa é uma mulher perspicaz. Cria atalhos para chegar ao que pretende. Mergulha no olhar da jovem com astúcia e arranca dela os sentimentos fortes, crus e violentos que estão presos dentro dela. Lúcia não é ingénua. Entende que a mulher já percebeu. A fotógrafa estará a tentar descodificar se diante de si tem uma menina que se ilude na sensação de a poder vir a amar ou se está uma mulher ferida por alguém que julgou amar e ainda não conseguiu esquecer. De uma forma ou de outra, Lúcia está no limite do seu desejo, distante das suas certezas, mas ciente do que pode ter.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Faz&lt;/span&gt; amor comigo... Por favor, eu quero que faças amor comigo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentada no chão, entregue a um arrebatamento voluptuoso, Lúcia pende o seu tronco para a frente, na busca de sentir a boca, a pele, o corpo de Luísa. A mulher aceita-a. Ainda com o copo na mão esquerda, escorrega o seu rabo e com essa mão, traz a cabeça da jovem para junto de si. Na chuva que cai, na quietude do lugar, na improbabilidade de alguém surgir, na indefinição do tempo previsto, as mulheres beijam-se, afirmando a convicção de desejarem os lábios mutuamente. Os braços envolvem-se. O esquerdo de Luísa envolve todo o pescoço da jovem e o direito avança pela barriga da amante. O direito de Lúcia quer aproximar a fotógrafa, puxando as coxas com força, e o esquerdo faz levar a mão até ao peito da mulher. A postura de Luísa avança ligeiramente sobre o peito da inquilina. É a sede que a move. É a efervescência que ela sente quando prova os lábios fofos de Lúcia. A jovem quer ser consumida. Quer experimentar o fervor de novidade que ainda resta em Luísa, ao assumir a aventura lésbica. Atrás da moradora do 2º esquerdo está a parede do terraço do Edifício. Serve de resguardo, de esconderijo, de refúgio inusitado e perverso para aquele desejo que agora se derrete. O beijo é forte. Pressiona as bocas, inflama os lábios e cola as línguas que se misturam no deleite de um gesto tão simples mas complexamente profundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não pares...não pares de me beijar....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas Luísa pára. A sua boca de lábios finos, já gastos do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;baton&lt;/span&gt; vermelho com que se apresentou na morada da amante. Beija a maçã do rosto da jovem, lambe a orelha, desviando os cabelos negros molhados. Goteja por cima dos corpos febris, mas elas não sentem. Ouve-se o ruído vindo da rua, que antecipa a hora de ponta na cidade. Sente-se uma tesão inigualável a invadir os corpos femininos. Finalmente, Luísa pousa o copo no chão, libertando a mão para cariciar toda a face de Lúcia e olhá-la frontalmente. São as mãos carinhosas da mulher que fazem a jovem voar. Estão frias mas vibrantes. Os dedos longos e finos atravessam o pescoço para o envolver e finalmente fazer colar as palmas das mãos na pele meiga de Lúcia. Um beijo doce na testa, uma sucção leve no nariz, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;chupão&lt;/span&gt; no lábio inferior da morena lésbica. Luísa apodera-se da leveza da jovem. A fotógrafa já está no colo da amante. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Põe&lt;/span&gt; os joelhos no chão ligeiramente molhado e sente as mãos de Lúcia deslizarem pelas suas costas. Luísa veste uma camisola castanha justa ao corpo, deixando salientar as formas sensuais da mulher de trinta e três anos. É o que está oculto por debaixo das peças de roupa da amante que Lúcia começa a querer desvendar com as próprias mãos. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Quando&lt;/span&gt; os dedos tocam no rabo da mulher casada, coberto com as gangas, Lúcia volta a subir. Puxa a camisola para cima, ao sabor da forma como ela a beija. Porque Luísa adora beijá-la. Derrete a rapariga com beijos pelos lábios, pelo queixo, pelo pescoço. A camisola da fotógrafa vai sendo despida e a excitação aumenta. E quando ela sente que o seu peito é descoberto, ficando apenas um soutien branco a envolvê-lo, Luísa fica fora de si. A sua boca fina mas impetuosa chupa a pele do pescoço da jovem, próximo do peito e não larga. É como se o vampiro domasse a sua presa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ohhh...Luísaaahh...uhmmm...estás a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;exc&lt;/span&gt;....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lúcia já não se contém. O veneno acaba de ser expelido e ela sabe que vai deixar marca. O tom de pele ligeiramente moreno dela vai ruborizar com aquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;chupão&lt;/span&gt; supremo. Entusiasmada pela entrega de paixão, a jovem esquece a camisola de Luísa e volta a arrastar as mãos pelo tronco da mulher. Toca-lhe na pele macia. Porque Luísa tem uma pele de menina. Muito pálida e muito gentil. Ser tocada por umas mãos meigas é uma conjunção que cria tesão em todo o íntimo da fotógrafa. Mas Lúcia quer alcançar mais. Os dedos fecham-se e agarram as calças. Com alguma veemência, a jovem puxa a peça de roupa inferior para baixo, desguarnecendo as nádegas tímidas mas sensuais da amante. Apenas a peça íntima da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;lingerie&lt;/span&gt; branca salva o rabo apertado de ficar absolutamente exposto na sua nudez às gotas de água que teimam em cair. Luísa arrepia-se. De uma forma tão intensa que fecha as mãos no peito da amante. As mamas de Lúcia são envoltas pelas palmas dos membros da mulher. E Luísa volta a beijá-la. E Luísa suga a língua dela. E Luísa aperta os seios voluptuosos da jovem com um tamanho querer, que quase rasga a camisola preta, bem decotada. Sem roupa interior, o relevo mamário de Lúcia desnuda-se e apresenta-se com imponência perante o olhar da convidada. Um sorriso abre-se no rosto terno de Luísa. O seu gesto agressivo desvendou aquele peito ansiado. Porque a fotógrafa tinha a imagem desconcertante dos seios da jovem, fixados na sua mente. Ela precisava de os olhar. De os sentir. De lhes tocar com os dedos e apertar os bicos. De envolver as mãos e vibrar com a pele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;sedosa&lt;/span&gt;. De enterrar impetuosamente a face no vale apertado do peito de Lúcia. Os gemidos da lésbica são apenas um sinal de que também ela ansiava por poder voltar a sentir a paixão de Luísa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu só te quero...ohhh...eu só te quero sentir....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das mãos de Lúcia empurra a nuca da amante em direcção ao seu peito avantajado. A outra mão, aquela que está mais frenética, faz deslizar os dedos pelas nádegas da mulher. Passeiam na pele suave do rabo firme. Deslizam pela brecha apertada, ainda assim coberta por umas pequenas cuecas. Empurram o tecido puro dessa peça de roupa interior, na procura de alcançar algo mais. Mergulham na carne quente, ansiando por chegar a bom porto. E neste processo, dois dedos resistem ao espaço que é concedido. O polegar decide avançar por outro caminho. Luísa também é inusitada, atrevida, ambiciosa. Ao mesmo tempo que saboreia o deleite das mamas da jovem, ela faz percorrer a sua mão esquerda pelo corpo da amante. Lúcia ainda está vestida, mas a fotógrafa consegue sentir a leveza da carne do seu corpo. De tal forma que ela sente uma vibração a percorrer o abdómen de Lúcia. E ao chegar à cintura dela, Luísa entende que toca um corpo vulnerável. Porque o ambiente, a chuva, um pedaço de álcool frenético, a ânsia de querer aquilo que sempre se desejou, faz trespassar pela roupa de Lúcia uma sensação única, a ponto de se apoderar do seu desejo. E a mão fria de Luísa irrompe pelas calças de ganga dela, já depois de ter aberto o botão que colava a peça de roupa à cintura. Ao sentir a mão gélida e húmida da amante a envolver o seu íntimo meigo e quente, a jovem solta um suspiro, comovida pelo toque gentil mas incisivo nos seus lábios vaginais. Unidas mutuamente por um desejo manipulador, absorvidas na sensação de poderem ser divinamente tocadas, as mulheres olham-se compenetradamente. Corroem o cristalino dos olhos da parceira e invadem o seu interior. Atiram-se na profundidade do ser que lascivamente necessitam e escorregam pelos meandros desse querer. E num abraço surreal, numa simbiose transcendente, numa fundição metafísica, Luísa e Lúcia trespassam o limite do desejo. Porque depois deste olhar, elas embarcam num beijo sublime, com os olhos cerrados e com a convicção de que até acordarem, estão entregues ao instinto do tacto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Beija-me!... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Faz&lt;/span&gt;-me sentir que queres ser minha....Beija-me, Lúcia!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A chuva purifica a voluptuosidade. O cheiro da cidade desperta a fantasia. A vibração dos corpos latejantes torna-as mais vivas do que nunca. No momento em que as duas amantes alcançam o orgasmo simultâneo, tanto Lúcia como Luísa sentem-se mais vivas do que nunca. Como se um rugido brotasse do mais íntimo que detém e se impusesse na necessidade de serem discretas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Ohhh&lt;/span&gt;...não pares....Ohhh...Lúcia...estás a pôr-me louca...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;oohh&lt;/span&gt;, siiimmm...aahhh...és &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;lindaaa&lt;/span&gt;!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Uhmmm...sim...és minha!...Eu sinto que és minha!...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Oohhhh&lt;/span&gt;!!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque os dedos da jovem masturbam Luísa com afinco pelo facto de o braço dela sugar toda a energia e vibração &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;proporcionada&lt;/span&gt; pela tesão da sua rata. A fotógrafa movimenta três dedos finos por entre os lábios vaginais de Lúcia até ao limite. De cada vez que os tira, traz a palpitação e os sucos intensos que jorram abundantemente da vulva dela. E nesta transformação, o corpo de Lúcia é uma fonte de deleite, que faz a sua pele, os seus músculos e o seu coração vibrar com um magnetismo quase incontrolável. Assim, para além dos lábios dela que tremem compulsivamente, para além do olhar que brilha genuinamente, Lúcia sente as mãos a quererem suportar aquela excitação. É neste jeito que os dedos da mão direita da anfitriã se dividem entre a perfuração na rata da amante e a carícia com o polegar no ânus de Luísa. E tal gesto só pode deixar a mulher bissexual completamente fora de si.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Praticamente, elas não estão nuas. Decididamente, elas envolvem-se carinhosamente. Decididamente, este auge tornou-se um expoente máximo na vivência sexual e íntima de cada uma delas. Lúcia recebe o corpo da amante com carinho, com estima, com dedicação. Luísa embrulha-se no corpo quente e carnudo da jovem, com a certeza de se sentir amada, acarinhada, valorizada. Lúcia redefiniu a sua visão sobre o amor e incorporou uma nova confiança acerca da possibilidade de resgatar o coração feminino, numa mulher única e singular. Luísa redescobriu uma nova forma de procurar paixão, numa pessoa do mesmo sexo. Naquele abraço, naquelas caricias que eram trocadas, naqueles beijos repartidos entre os lábios e os seios, as mulheres guardam cada instante como eterno. Cedo Luísa tem que regressar à sua vida e esforçar-se para não ceder à tentação de dormir no 2º direito. Cedo Lúcia tem que acordar para a realidade e voltar para o seu lar, ainda vazio de algo mais duradouro. Mas até lá, existe algo de sublime na união destas duas mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não sei se te amo... neste mesmo instante... Mas sei que é de ti que preciso... É contigo no pensamento que adormeço e que acordo....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E aquilo que te magoa?... Não vai interferir?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás aqui comigo, Luísa... É só isso que te posso demonstrar... Estares aqui comigo é mais importante do que qualquer coisa que me pudesse ser concedida...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Mesmo se eu voltar para ele?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Quero que sejas feliz... Não quero prejudicar a tua vida...Se isso implica teres a tua família... Se achares que o melhor é voltar para ele....Eu irei entender. Eu irei apoiar-te... Só quero que saibas que eu continuarei aqui...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Isso parece-me tão forte...Até para alguém tão madura como tu, Lúcia.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Fazes&lt;/span&gt;-me bem...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Acho que consigo acreditar em ti...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vais voltar para ele?.....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ainda não..... Para já, ainda não....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luísa fixa o olhar da amante jovem. Liberta um sorriso reconfortante e prova os lábios inchados de Lúcia. Toda esta realidade parece uma fantasia imensa. A fotógrafa ainda se sente casada. Separada, certamente. Mas com um compromisso pendente. E qualquer decisão seria comprometedora a esta fase. Mas ela não quer perder isto. Não quer deixar dissipar aquele pedaço de tempo, com a mulher mais apaixonante que já teve a possibilidade de sentir, num terraço inusitado, debaixo de uma chuva mágica. Não sente nenhuma razão para abandonar aquele sentimento. Luísa quer acreditar nela, quer sentir que tudo o que está a acontecer tem uma razão de ser. Mesmo que trespasse a sensação de infidelidade. Mesmo que trespasse a ordem natural que o mundo devia seguir. Mesmo que trespasse qualquer ideia de racionalidade. A sua amante lésbica pode até estar iludida por um amor quase impossível de concretizar. Mas por um instante, Luísa quer-se sentir tão fascinada quanto ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-8622903683916534380?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/8622903683916534380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=8622903683916534380&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/8622903683916534380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/8622903683916534380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/trespassa-se.html' title='Trespassa-se'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-5624032155961271128</id><published>2008-05-14T16:52:00.001+01:00</published><updated>2009-02-03T16:52:05.024Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3º dto.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3º esq.'/><title type='text'>Aluga-se</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 03-02-2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem define o verdadeiro valor &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;intrínseco&lt;/span&gt; das coisas? Porque as coisas têm obrigatoriamente que conter um valor. Material, simbólico, contratual, íntimo. A objectividade das coisas que pensamos ou detemos incorporam uma valia, um preço, um custo. E todos nós somos negociadores do que nos apropriamos. Nada nos pertence. Mesmo quando compramos algo ou conquistamos alguém, não nos pertence. Por isso, partilhamos. E a partilha é um jogo de dar e receber. Dar e receber têm implicitos a questão do valor. E o que tem valor, tem preço. E o que tem preço permite obter margens. De perca ou de ganho. Assim, o que define quanto vale o que possuímos? O nosso bom senso ou a necessidade de partilharmos o que, afinal de contas, não nos pertence? Quando uma mulher decide anunciar o aluguer de um pedaço da sua alma e um tempo delimitado do seu corpo, que valor dá ela a si mesma?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana sai da casa de banho apressadamente. O seu cabelo ainda está molhado e o seu corpo tem dificuldade em envolver-se na toalha branca. O telemóvel que lhe pertence está a tocar incessantemente em cima da cómoda do seu quarto. Com a água tépida a escorrer nas suas pernas despidas, com a mão esquerda a segurar a toalha com força junto ao peito, a jovem atende o aparelho com a mão direita, sem sequer verificar quem está a ligar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim?!... Ah!...Olá...como está? Não esperava que me ligasse tão cedo....Não, não está a incomodar... Eu é que não contava que ganhasse coragem tão cedo... Eu?! Receio? Não, está enganado... Este é o meu trabalho e entre nós dois eu sou a pessoa que tem menos a perder...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tom de voz de Ana espelha a máscara nocturna que ela colocou momentaneamente para falar ao telemóvel. Calmo, quase a sussurrar, ainda assim perfeitamente compreensível. Directo e conciso. Assertivo mas sensual. No entanto, ela ainda tem a sua alma vestida com a máscara diurna. Dentro da casa de banho, a presença masculina terminou o seu banho. Com a toalha envolta na cintura, ele troca o passo avançando para o quarto da inquilina. Ao mesmo tempo, não deixa de prestar atenção às palavras soltas por ela. A alma de Rafael treme com a ideia de Ana estar ao telefone com um cliente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ....Como lhe disse ontem, precisamos de acertar todos os pormenores. E não tenho por hábito fazê-lo ao telefone com visitas novas...... Só depende de si... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Diga&lt;/span&gt;-me o dia e a hora em que possa estar mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;disponível&lt;/span&gt; e tratamos de todos os detalhes.....&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rafael assiste incrédulo à atitude da sua vizinha. Ana tem mesmo coragem de fazer uma marcação com um cliente, enquanto ele está ali. Porque Ana consegue fazer uma negociação por telefone enquanto aponta os detalhes essenciais num caderno preto pessoal, aproveitando ainda para secar a pele húmida do seu corpo, com a toalha macia. Sentado na cama, Rafael olha para Ana sobre dois pontos de vista. A perspectiva traseira, frontal, sem filtros, em que Ana está meiga, já sem a toalha, com o rabo desconcertante a mover-se gentilmente, ao sabor das acções do seu corpo. A perspectiva frontal, espelhada no vidro da cómoda que reflecte a sua postura, a sua máscara, o seu olhar concentrado, o seu peito lascivo, esbelto e acariciado pela toalha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim.... E onde quer encontrar-se?.... Não, como lhe disse...Não tenho receio de nada... Com certeza.... Fica então combinado... Fique descansado... Se teve a ousadia de me propor, saberá certamente que guardo sigilo.... Uma Boa Noite então...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao mesmo tempo que desliga o telefone, Ana olha para o espelho, confrontando a atenção do instrutor na sua pose. Ela questiona se o olhar dele deseja as suas nádegas mornas e redondas ou se a questiona, cara a cara. A jovem deixa cair a toalha no chão, pousa o telemóvel na cómoda e pega num creme hidratante, elemento fundamental no seu processo de mutação. Gera-se um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;silêncio&lt;/span&gt; perturbante. Ana sabe que ele a está a questionar. Rafael hesita em questioná-la. O momento passado debaixo da água quente soube-lhe demasiado bem, para agora estragar tudo numa discussão sem fundamento e sem conclusão. Ana estava a fazer uma marcação com um cliente, ao mesmo tempo que se prepara para encarnar o seu papel de acompanhante. Ele sabe que naquele mundo, ele não entra. Por isso, engole qualquer provocação da qual se iria arrepender assim que a fúria se dissipasse. Mas a sua amante entende o seu incómodo. Molda os lábios num sorriso ténue, quase trocista. As palmas das suas mãos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;contornam&lt;/span&gt; a face, o pescoço e vagamente o peito, espalhando o creme branco que lhe entrega uma nova aura. Todos aqueles movimentos com o corpo nu parecem excitar o homem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que se passa, Neves?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Nada...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Nada?!... É só isso que vês diante de ti?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vejo-te linda... Vejo-te poderosa... Vejo-te a mulher mais sensual que já se despiu diante de mim... E vejo que daqui a pouco deixas de ser minha...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana gira o seu corpo. O elogio de Rafael ultrapassa o mero conforto das palavras no ego sedento da jovem. A afirmação do homem que está no seu quarto pretende servir de desabafo para a impossibilidade de controlar o querer da acompanhante. O seu vizinho é um cristal frágil quando exposto à voluptuosidade dela. Nem sempre foi assim. Mas hoje assim o é. Rafael é um homem insegura quando confrontado com o olhar e o desejo de Ana. Ela aproxima-se da cama, nua e formosa. Ele está sentado no fundo da cama, ansioso. A jovem abre gentilmente as pernas para as colocar ao lado das coxas dele. Quase que se senta no colo do homem. Quase que encosta o seu peito à face dele. Quase que exige um abraço tenso de Rafael. Ela acaricia os cabelos do amante e olha-o com meiguice. Ele sustém a respiração quando vê os mamilos excitados dela tão próximos dos seus lábios. Ergue a cabeça, comunicando com ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Mas por agora sou tua... Não sou?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não... Não és minha... Só me pertences quando tens algum valor para mim...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E agora?... Tenho algum valor para ti?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela não espera uma resposta. Não aguarda sequer uma reacção da alma que se esconde na incompreensão. Ana quer apenas agir. Porque o desejo iniciado há cerca de uma hora, quando a jovem abriu a porta do 3º direito ao seu vizinho e se entregou a ele sem hesitação, ainda está latejante. Aproximando um pouco mais os seios firmes e sedosos, ela obriga Rafael a envolver as suas mãos no seu rabo delicioso. As caricias são doces, atenciosas, convidativas. Um leve gemido solta-se por entre os lábios de Ana que sorriem. Os bicos dos mamilos escorregam nas maçãs do rosto masculino. E quando ele se preparava para beijar o vale do peito, Ana agarra os cabelos com os dedos da mão direita e puxa a cabeça do amante para trás. A mão esquerda dela empurra o corpo dele para o deitar na cama. A inquilina dobra os joelhos e coloca-se sobre o colchão. A sua postura é excitante. Denota-se claramente a procura em obter o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;domínio&lt;/span&gt; sobre o homem que a deseja. É evidente o jogo que Ana demonstra ao caminhar ajoelhada em direcção ao peito do negociador que lhe quer dar um valor inestimável. Nua e excitada, Ana faz escorregar levemente a sua vulva pelo tronco rígido de Rafael. Ele sente o toque. Ele apercebe-se da excitação. Ele aguarda que a valia do seu elogio lhe traga sensações imensas. No trajecto que Ana prossegue, as suas coxas e as suas nádegas são acariciadas com paixão. E não tarda, ela prende os braços esticados de Rafael, deixando que o seu corpo repouse ligeiramente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Isso é meu?&lt;/em&gt; - sussurra ele, entusiasmado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Isto é um pedaço daquilo que te posso dar enquanto me deres o valor que sabes que mereço.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Três segundos servem para Rafael reflectir sobre aquelas palavras docemente soltas. Ana cola as palmas das mãos na parede e sabe o que quer dar. Sabe o que quer receber. E anseia que tudo isso a recompense de um ansiado prazer. Rafael levanta ligeiramente a cabeça e esse movimento basta para que a sua boca toque nos lábios grandes da vagina da sua amante. Ela sorri, ao sentir esse toque terno. Ela deixa a cabeça cair. Apesar de saber que detém o controlo do que acontece, Ana está completamente rendida à fome do seu vizinho. O homem usa a boca com gosto. Espalha o lábio inferior em toda a largura da rata dela. Franze o lábio superior para acariciar o clítoris da jovem. E a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;língua&lt;/span&gt; é intrometida, ao querer arrepiar caminho por entre a delicia da fenda feminina. Rafael adquire agora a certeza de que realmente, naquele pedaço de tempo, naquele recanto, Ana lhe pertence &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;autênticamente&lt;/span&gt;. O gemido que ela solta sem inibição demonstra que ele pode prosseguir. A sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;língua&lt;/span&gt; é longa o suficiente para se intrometer entre os lábios vaginais. As saliências encarnadas da sua boca procuram agora focar-se em chupar o gosto e o aconchego do sexo da jovem. Ana volta a gemer. Procura controlar o seu ímpeto fervoroso, mas o preço que lhe pagam para este instante parece não ter nenhuma cláusula que obrigue à sua reserva. Por isso, Ana geme. Cerra brevemente os olhos e abre a boca. Diante do seu olhar está escuro, está um espaço perdido, do qual ela já não consegue assentar os pés. Dentro de si, está a certeza de que o seu corpo vibra com cada gesto que a língua e os lábios do amante exercem. Debaixo de si não está um cliente. Este encontro não foi marcado detalhadamente, sem margem para erro. Este momento é rebelde, é inesperado, é fruto de uma vontade que ultrapassa qualquer contratualização. Ainda assim, Rafael sabe que o tempo e o espaço contam. Sabe o preço que paga por ter a sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;voluptuosa&lt;/span&gt; vizinha sobre a sua face. E ela sabe o quanto recebe. Não existe um envelope branco, mas há um valor guardado dentro de si. Ana guarda-o então no cofre mais apaixonante de si mesma. O coração dela palpita e aperta com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;minete&lt;/span&gt; feito pelo seu amante. Os membros dela tremem e começam a perder força. Rafael consegue soltar os braços e invade as nádegas quentes dela com as suas mãos. Ela está a ser possuída. As ancas femininas movem-se, procurando tornar mais frenético o ritmo das lambidelas que ele pinta na sua rata. Ana move a cabeça, em sintonia com a melodia dos seus gemidos. O clítoris da inquilina torna-se rijo e molhado. A boca de Rafael já prova o verdadeiro sabor que flui dentro dela. E enquanto ele finca a ponta dos dedos na carne do rabo tenro dela, Ana apresenta o seu orgasmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Neves!...Ohhh...Dá-me...Por favor...uhmmm...dá-me!... Sou tua...Sentes que sou tua?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela morde o lábio inferior. Ela cerra os olhos com força. Ela pende a cabeça para frente. Ela arrasta as mãos pela parede. Porque ela acaba de sentir toda a energia que foi solta da boca dele, directamente pelo seu sexo, até alcançar as profundezas do seu deleite. E estes orgasmos, só Ana sabe o valor que têm. Rafael ainda segura ambas as nádegas redondas da amante. Também ele procura confirmar que tal gozo foi possível. Como se tentasse perceber se o seu tempo tinha acabado exactamente no instante em que proporcionou uma viagem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;inesquecível&lt;/span&gt;. Ana volta a compor-se. Senta-se levemente sobre o peito dele e abre corajosamente os olhos. Enfrenta-o, como que a querer confirmar que Rafael sentiu o mesmo que ela. Indiscutivelmente, isso aconteceu. Mas Ana não se considera uma mulher resignada ou satisfeita com tão pouco. Toda a boca de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Rafael&lt;/span&gt; despertou a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;libido&lt;/span&gt; interior do seu corpo, que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;foda&lt;/span&gt; no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;hall&lt;/span&gt; de entrada, que a penetração no chuveiro, e que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;minete&lt;/span&gt; na cama, por si só, não conseguiram satisfazer. Ana sai de cima do corpo do seu vizinho. Atrás de si está um pénis erecto, inchado, indiscutivelmente sedento de voltar a ser presenteado com uma forte acção sexual.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Fica aqui... -&lt;/em&gt; pede ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não vou a lado nenhum... Ainda temos tempo...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu quero-te!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não te mexas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deitado na cama, Rafael obedece. O espectáculo ainda lhe está reservado e Ana ainda não sucumbiu às exigências do seu tempo. Ao invés disso, segura a carne &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;erógena&lt;/span&gt; do seu amante, com firmeza e convicção, como se lhe sobrasse o tempo de uma vida para se deliciar com aquele capricho. Com o rabo empinado e virado para ele, Ana agarra o pénis e abre um sorriso de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;satisfação&lt;/span&gt; na sua face. Aquilo pertence-lhe. Tem um valor. Foi alugado pela vontade dela, misturado no desejo dele. Assim, Ana pode dar-se ao luxo de decidir o que fazer com a volúpia que segura na sua mão fechada. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;picha&lt;/span&gt; dele está quente. Dura, escaldante e com uma sagacidade que poucas vezes a jovem teve possibilidade de assistir. Prová-lo é uma hipótese viável. Rafael sempre foi saboroso e assim ela teria a certeza que tinha dado o melhor de si para recompensar este momento. Quando Rafael deixa que a sua mão atrevida escorregue pelo rabo convidativo, Ana percebe que tem de agir. Os dedos dele fazem cócegas no seu ânus e acariciam os lábios vaginais inchados. Sim, mais do que a vontade de pôr o sexo dentro da sua boca, Ana precisa de afogar a sua sede, matar a sua fome, libertar aquela tesão continuamente palpitante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rafael volta a ter duas perspectivas. Deitado na cama completamente nu, com o peito ofegante e com os dedos fincados no lençol, ele envolve-se com a sua amante em dois prismas distintos. Ana está sentada em cima da cintura dele, com as costas viradas para o homem, exibindo a sua pele a suar e as costelas tensas, a moverem-se com excitação. Ela é uma mulher doce, atenciosa, apaixonada, quando sente a carne dele entrar dentro de si. Ana está a saltar sobre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;picha&lt;/span&gt; dele freneticamente, com as suas mãos seguras às mamas que pulam a cada salto e o olhar fixo no espelho da cómoda. Ela é uma mulher selvagem, possuída e praticamente mergulhada numa máscara nocturna oculta, quando sente que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;picha&lt;/span&gt; dele tem que explodir de prazer. E ambas as perspectivas de Rafael proporcionam um prazer alucinante. E ambos os pontos de vista fazem-no entender que de uma ou outra forma, Ana quer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;foder&lt;/span&gt; com ele até à exaustão. É amor, quando ela se entrega assim, esperando receber tanto como está a tentar dar? É paixão, quando ela sufoca o pénis dele com todo o peso do seu corpo e o aperto da sua rata? É loucura, toda a devoção que ela despeja nos seus gemidos e nos seus movimentos, assim que aumenta o ritmo dos seus pulos sobre a postura dele? É convicção, toda a certeza dela em estar a levá-lo a um prazer inquestionável e absoluto, assim que ela deixa que todo o seu sexo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;entesado&lt;/span&gt; entre profundamente na rata. Porque é forte o jeito com que ele a penetra. É intenso o deleite que ela solta quando se sente cheia. É tudo tão confuso que Rafael não sabe o papel que ocupa ali. É tudo tão incandescente que ele sabe que está prestes a vir-se, quando os dedos meigos da mão de Ana acariciam os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;testículos&lt;/span&gt; saltitantes do homem, ainda inchados. Ela está louca, excitada, imparável. E a jovem encontra nas bolas dele uma forma de descarregar a vibração que todo o seu corpo sente. Ela é meiga no gesto efectuado mas demasiado suave. Ela é carinhosa na acção que entrega mas intensamente excitante. E no exacto momento em que Ana admite o cansaço do seu corpo, ela deixa o pénis dele enterrado e sente ele a vir-se dentro de si. Os dentes trincam o lábio inferior com violência, os olhos fecham &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;impulsivamente&lt;/span&gt; e ela só quer aproveitar toda a ejaculação de Rafael.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...sente-me!!!...Ohhh...És linda!!...Ohhhh...não consigo parar!...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Anaaaahhh&lt;/span&gt;!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vontade dela é recolher forças do mais profundo de si, para se suster naquela posição. O seu anseio é prolongar aquela sensação quente dentro de si. Mas ela não domina o seu corpo e parece desfalecer em cima de Rafael. Ouve-se a respiração da jovem, misturada nos suspiros fortes do homem. As mãos dele envolvem o peito da acompanhante. Ela quer sentir-se acarinhada e confortada, mas o tempo vai escasseando. O casal de amantes entrelaça-se, consumado o derradeiro prazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Confessa... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Uhm&lt;/span&gt;... Confessa que te dá prazer saber que por este pedaço de tempo, eu fui só tua.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E que não importa o que eu faço na minha vida...sabes que nunca ninguém te deu tanta luta... sabes que nunca ninguém te respeitou tanto como eu...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não sei...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu não sou de ninguém, Neves... Apenas entrego um pouco de mim a quem me dá o valor certo...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Solta-se um suspiro de resignação das narinas de Rafael. Ela percebe que não consegue encontrar forma de colocar o vizinho na mesma ideologia que a sua e liberta-se dos braços e das pernas dele. Levanta-se da cama e abre o armário. Retira um vestido cinza de algodão e umas botas. De uma gaveta, retira uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;collants&lt;/span&gt; pretos e com um pé empurra umas botas para fora do sapateiro. Senta-se novamente na cama, perante o olhar atento do homem que lhe acabou de proporcionar um fim de tarde delicioso. Coloca gentil e cuidadosamente os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;collants&lt;/span&gt; nas pernas, ainda com o seu corpo praticamente despido. Insere o vestido que lhe deixa parte do peito saliente. O banho refrescou-a, o creme hidratou-a, mas a sua pele tem agora uma tez ruborizada, viva, acesa. Ana calça as botas e já praticamente composta dirige-se à casa de banho. Com o cabelo vagamente arranjado e perfumada, a jovem regressa ao quarto. Rafael ainda está nu na cama, confuso sobre o que irá acontecer. No entanto, ele sabe que o aluguer terminou. Foi esse o tempo permitido pelo valor que ele entregou a Ana. Ela coloca um joelho em cima do colchão e pende o seu corpo para entregar um beijo meigo nos lábios do homem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tenho o direito de perguntar onde vais?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tens...Vou ter com uma amiga minha... Uma boa amiga... Marquei encontro com ela para daqui a vinte minutos do outro lado da cidade.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E o que vais fazer com ela?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desculpa?...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Posso saber o que vão fazer?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ....Deixo isso entregue à tua imaginação.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O carácter irónico da deixa de Ana coloca Rafael, naturalmente, numa dúvida imensa. Se de uma certa forma, ela não parece ter vestida a sua máscara nocturna, ao mesmo tempo a jovem detém uma ansiedade por ir de encontro a essa suposta amiga. Acreditando Rafael que é mesmo com uma amizade que ela tem marcação, ele não consegue deixar de ficar inquieto à ideia de que o seu tempo de aluguer terminou ali e que brevemente Ana poderá ir, nesta mesma noite, procurar valor noutra negociadora da vida da acompanhante. Informal, descontraída mas sensual, Ana leva o seu passo para fora do quarto. Irá fechar a porta do seu apartamento, descer as escadas do Edifício e apanhar o primeiro táxi que atravessar a rua, com a certeza de que Rafael ficará bem dentro do seu lar. Numa possibilidade demasiado remota concebida pela sua consciência, se ela regressar nesta mesma noite, o homem poderá ainda estar a dormir na sua cama.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-5624032155961271128?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/5624032155961271128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=5624032155961271128&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/5624032155961271128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/5624032155961271128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/aluga-se.html' title='Aluga-se'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-5057467682331550871</id><published>2008-05-13T17:57:00.003+01:00</published><updated>2009-01-20T18:04:55.945Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2º dto.'/><title type='text'>Cede-se</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 20-01-2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;possível&lt;/span&gt; ceder que não seja material? Pode ceder-se um espaço comercial, cobrar um valor por uma posição contratual que se mantenha num negócio, colocar um objecto à disposição para posterior dividendo. Colocam-se anúncios em jornais, na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;internet&lt;/span&gt; ou em locais estratégicos, de forma a dar a conhecer a cedência a um possível interessado. E se quisermos ceder a nossa alma? Não é algo material. Não é algo que possa deter um valor comercial. Não é algo que seja passível de negociação para a sua cedência. Se quisermos ceder a nossa alma e por inerência o corpo acarretado, de que forma o anunciamos? E a quem o queremos anunciar? Porque o amor não se cede. Partilha-se. Assim como a amizade ou até mesmo a fraternidade. Mas quando não conseguimos suportar o peso e a responsabilidade de nós mesmos, não partilhamos. Cedemos. Talvez procuremos dividendos de retorno. No entanto, acima de tudo, é o alivio e a redenção que queremos obter. E aí, cedemos. Por isso, não é de mais insistir numa ideia. Quando queremos ceder a nossa alma, a quem e de que forma o queremos anunciar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Tania&lt;/span&gt; enfrenta um peso. Que se distribui por entre a sua alma e progressivamente pelo seu corpo. Dentro da casa de banho do 2º direito, a jovem vai despindo as calças, ao mesmo tempo que a água a escaldar corre freneticamente do chuveiro. Enquanto retira a camisola, ela olha-se ao espelho e confronta-se com as formas do seu corpo, coberto apenas pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;lingerie&lt;/span&gt; branca. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Tania&lt;/span&gt; vive um dilema. Dentro de si, tudo se transforma e ela simplesmente não quer mudar. Tal não quer dizer que ela afaste a ideia de prosseguir a concepção criada pelo seu próprio íntimo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Tania&lt;/span&gt; está grávida de três meses e procura encontrar a melhor forma de aceitar um futuro já quase escrito. Encerrada num espaço que lhe é cedido e não dado, ela aproveita aqueles instantes para confirmar as transformações do seu corpo e idealizar objectivos. Entra dentro da banheira, já depois de ter solto o soutien e as cuecas que lhe parecem apertadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na sala de estar do 2º direito, Laura e Afonso saboreiam o momento após o jantar. Sentados no sofá vermelho, eles olham para as últimas reportagens do bloco noticioso, percebendo que olham sem a mínima atenção para o que é exposto. O jantar terminou em algum silêncio. A filha de Laura saiu apressadamente para mergulhar nas brincadeiras constantes que o seu quarto permite. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Tania&lt;/span&gt; mantinha um semblante carregado, algo distante, demasiado ansioso. Por um par de vezes, a namorada de Afonso procurou chegar a ela, mas sem sucesso. A encarregada de loja sabia de antemão que nem sempre era possível alcançar a alma da sua funcionária. Por isso, o casal deixou-a sair da mesa, deixando a arrumação do que sobrou do jantar para eles. Laura e Afonso percorreram o corredor entre a sala e a cozinha por um punhado de vezes e aperceberam-se dos movimentos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Tania&lt;/span&gt;. Ela entrou na casa de banho, encerrando a porta. A noite ainda agora tinha começado e eles preferiram ficar na expectativa, aguardando pela reacção da jovem. Encostaram-se no sofá, com os braços envoltos, com beijos meigos escondidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estive a falar com a Sofia... -&lt;/em&gt; solta Laura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E então?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Oh!...É o que nós dizemos. Têm andado distantes, com muito trabalho...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Com o Gustavo...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Diz&lt;/span&gt; que sim... Que têm saído quase todos os fins-de-semana...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Era o que nós &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;tínhamos&lt;/span&gt; perspectivado.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O Diogo tem saudades das nossas noites...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não me vais dizer que eles vão aparecer cá hoje.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Afonso...temos que combinar qualquer coisa...eu também tenho saudades deles.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Deles ou do Gustavo?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tu sabes o que é que eu gosto, amor...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que é que tu gostas?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- De te ver dentro da boca dela...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Da boca dele na tua rata...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- De me vir ao lado dela.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Para depois ele te possuir?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu quero, Afonso...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu não disse que não!...Ou disse?! Como é que ficamos?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Bom...eu não quero trair a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Tania&lt;/span&gt;... Mas eu vou voltar a falar com a Sofia e...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Laura!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouve-se um pedido vindo do interior da casa de banho do apartamento. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Tania&lt;/span&gt; já terminou o banho e clama pela presença da sua colega de trabalho. A mulher sorri e olha para o seu namorado com desejo. Afinal, este casal dispõe de uma amiga intensamente íntima a morar debaixo do mesmo tecto. Sim, eles respeitam a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;novel&lt;/span&gt; condição da jovem grávida. Mas acima de tudo, eles percebem que progressivamente conseguem um afecto particular por uma pessoa que até há bem pouco tempo era vizinha deles. Laura entrega um beijo veemente na boca de Afonso, suscitando alguma excitação, mas também curiosidade pelo pedido da rapariga. Ela levanta-se e segue até à casa de banho. Bate à porta levemente e aguarda que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Tania&lt;/span&gt; a deixe entrar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Precisas de alguma coisa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Tania&lt;/span&gt;?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não... Não, não preciso, mas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que foi?...Fala comigo...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não é preciso, Laura... Tu estavas com o Afonso...eu não queria interromper...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ele fica bem... Eu estou aqui contigo...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laura encerra a porta da casa de banho e ao mesmo tempo invade o pescoço da amiga com a sua mão. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Tania&lt;/span&gt; está nua. Nem sequer uma toalha envolve o seu corpo. A água do banho ainda escorre pela sua pele e o seu cabelo está completamente ensopado. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Tania&lt;/span&gt; apresenta-se pura e limpa. Trancadas nos lavabos, as duas mulheres sentem-se protegidas. Como se precisassem daquela intimidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tenho medo, Laura...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Do quê?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Disto!...Tenho medo desta barriga, tenho medo de o trazer ao mundo...Tenho receio de que não esteja preparada para ser mãe...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Já falámos sobre isso... Nenhuma mulher está pronta quando está grávida... E tu não és diferente. Ainda falta muito tempo e até lá é só uma questão de te habituares à ideia.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A minha barriga vai crescer. Eu vou ficar uma gorda e ninguém me vai querer.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu quero-te... O Afonso também te quer... E certamente que haverá um homem à tua espera para desejar essa tua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;barriguinha&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As mãos de Laura são atrevidas. Depois de acariciarem o pescoço de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Tania&lt;/span&gt;, deslizam pelos ombros molhados dela. A jovem gosta do gesto duplicado. As mãos da inquilina têm o condão de espalharem ternura e ao mesmo tempo sentimentos ocultos. Os olhares entre as duas mulheres querem tocar-se. Querem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;comunicar&lt;/span&gt; e dizer o que pensam naquele instante uma à outra. Ouvem-se as respirações. A de Laura é calma mas impulsiva. A de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Tania&lt;/span&gt; é nervosa mas expectante. A &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;palma&lt;/span&gt; das mãos da namorada de Afonso apertam a carne dos braços de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Tania&lt;/span&gt;. A jovem deixa descair ligeiramente a cabeça para sua esquerda, demonstrando o arrebatamento pela presença da amiga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Nós precisamos que relaxes... Tu precisas de relaxar...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Agora já me sinto um pouco mais calma...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sentes?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laura solta um sorriso. Percebe que consegue aproximar-se da amiga. Denota na forma como os ombros dela libertam a tensão que se evidencia no corpo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Tania&lt;/span&gt;. A água continua a escorrer pela derme até pingar no mosaico branco do chão. Os braços da jovem encolhem-se, apertando o seu peito volumoso, húmido e rijo. Num único gesto, ela consegue demonstrar a Laura que se sente confortada e ao mesmo tempo desejada. E enquanto aconchega as mamas, a rapariga cerra ligeiramente as pálpebras, procurando manter o olhar em Laura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que vai acontecer amanhã não interessa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Tania&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não... Vais ter o bebé, de uma forma ou de outra... Isso eu tenho a certeza e tu também tens que ter... Mas até lá, quero que penses que fazemos parte de ti.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Como assim?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Hoje...e nos próximos dias, estes seios são nossos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mulher gira os pulsos e move as suas mãos em direcção aos mamilos redondos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Tania&lt;/span&gt;. Enche os dedos com as glândulas mamárias da jovem e acaricia ternamente a zona &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;erógena&lt;/span&gt; feminina. Ligeiramente surpreendida, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Tania&lt;/span&gt; inspira ferozmente e fecha os olhos. Dilate a sua boca, deixando evidente o seu deleite por aquelas mãos apalparem as suas mamas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- São?!!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim... Tens que nos confiar estas mamas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Porquê?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Porque nós gostamos delas... Sentimos que cuidamos delas com toda a devoção. Sentes como eu as aprecio?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Siiim&lt;/span&gt;.....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Quero que aceites entregar-nos o teu peito.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Com que intuito?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vais sentir-te a mulher mais sensual que alguma vez imaginaste.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E Laura continua a deliciar-se com aquele fantástico peito. É &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;visível&lt;/span&gt; a excitação da jovem ao sentir as carícias que percorrem a pele macio dos seus seios. É evidente a forma com os bicos se tornam mais rijos, quando as falanges dos dedos de Laura esfregam os mamilos. E a pressão que as mãos da mulher exerce é simplesmente arrebatadora. A namorada de Afonso aproxima-se um pouco mais da sua amante. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Tania&lt;/span&gt;, por sua vez, recua ligeiramente, até tocar com as nádegas húmidas na cerâmica fria do lavatório.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- São vossas... Eu confio em vocês, Laura...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu quero mais do que isso...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Mais?!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim... quero que não tenhas pudor...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu não tenho pudor...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Quero que andes nua em frente ao Afonso...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não sei se...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;uhmmm&lt;/span&gt;... estou a engordar na barriga...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A tua barriga está linda... Vai ficar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;irresistível&lt;/span&gt;...dia após dia...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Laura...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Tania&lt;/span&gt;... Eu quero que nos dês tesão ao mostrares o teu corpo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após excitar as mamas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Tania&lt;/span&gt;, Laura volta a prosseguir o trajecto com as mãos. Desta vez, toca ao de leve na barriga da jovem, que naturalmente se vai modificando. Nota-se uma pequena saliência, conjugada com umas ancas ligeiramente mais cheias. O contorno que as mãos de Laura desenvolvem nas curvas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Tania&lt;/span&gt; pretendem demonstrar exactamente isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- És uma grávida excitante... Eu e o Afonso queremos isso...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Uhmmm&lt;/span&gt;...isso o quê?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A tua provocação...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Pára com isso, Laura!.... Estás a deixar-me....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O quê?...Estou a deixar-te molhada?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mão direita de Laura é curiosa. Escorrega pelo ventre de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Tania&lt;/span&gt; e perfura entre as coxas torneadas da jovem. Inicialmente, a rapariga grávida recua a cintura, cerra as pernas e abre os olhos. Mas depois, ao perceber que já não há retorno, que Laura lhe cinge um olhar de tesão e que ela própria se descontrola perante a sucessão de acções, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Tania&lt;/span&gt; cede. A mão direita de Laura é atrevida. Os dedos penetram por entre as coxas e friccionam os lábios vaginais encharcados da jovem. O corpo de Laura está praticamente colado ao da amiga. O braço direito de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Tania&lt;/span&gt; envolve-se no tronco da mulher e a mão esquerda segura-se ao lavatório. Os lábios grandes da rata da grávida estão inchados e escondem um clitóris rijo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Isto.... Isto, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Tania&lt;/span&gt;... É tanto teu....como nosso...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Isso é posse...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;oohh&lt;/span&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não... é uma cedência... Eu sei que tu precisas...eu sei que tu queres...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Diz&lt;/span&gt;-me o que eu quero, Laura!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tu queres que nos te &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;possuímos&lt;/span&gt;....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ohhh...siiimmm...Quero... Laura... A minha rata é tua... A minha rata é do Afonso... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Ohhh&lt;/span&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O polegar de Laura domina o interior da vagina da jovem. O braço de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Tania&lt;/span&gt; já clama pelo abraço e aperta a amiga contra o seu corpo húmido. A masturbação enfeitiça-a e deixa-a completamente fora de si. Ainda assim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Tania&lt;/span&gt; está consciente. Ela deseja tudo aquilo. O seu corpo vibra e ela sabe porquê. A volúpia das suas formas ganha consistência e ela sabe por quem pode suar todo aquela sensualidade. E enquanto Laura segura o seu clitóris, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Tania&lt;/span&gt; senta-se no lavatório, sabendo que quer mais. Sabendo que precisa de ceder algo mais à sua amiga, ao casal que a toma debaixo do seu tecto e a faz sentir mais completa. Porque dentro de toda a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;surrealidade&lt;/span&gt; daquela ligação, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Tania&lt;/span&gt; sabe que precisa deles. Não lhes pode pertencer. Não pode considerar-se eternamente deles. Não pode adquirir a devoção de Afonso nem possuir o carinho de Laura. Mas pode emprestar todo o calor e carência da sua alma, pode ceder a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;libido&lt;/span&gt; do seu corpo e gozar de toda esta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;envolvência&lt;/span&gt; até a sua vida ter que seguir o próximo passo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- És uma menina linda, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Tania&lt;/span&gt;... E se confiares em nós, conseguirás sentir-te uma verdadeira mulher...capaz de tudo...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Siiim&lt;/span&gt;...Eu acredito em ti.... -&lt;/em&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;sussurra&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Tania&lt;/span&gt;&lt;em&gt; - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Ohhh&lt;/span&gt;, Laura.... acredito!!.... Estou quase...ohhh...estou quase a vir-me...Eu acredito em ti, Laura....Por favor.... eu quero mais!....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pernas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Tania&lt;/span&gt; abrem-se. Por entre os seus lábios vaginais, corre um misto de líquido intimo e água tépida que insiste em brotar dos seus cabelos. Laura ajoelha-se no chão molhado. Prossegue o seu esforço em demonstrar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Tania&lt;/span&gt; que, mesmo grávida, o seu corpo é voluptuoso, sensual e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;irresistível&lt;/span&gt;. Acaricia as coxas, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;fazendo&lt;/span&gt; com que as pernas se dilatem um pouco mais. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Acaricia&lt;/span&gt; as nádegas, apertadas contra a cerâmica do lavatório. E depois, assim que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Tania&lt;/span&gt; se segura às torneiras, assim que o seu corpo está completamente volátil, assim que a rata da jovem clama por ser arrebatada, Laura molha os seus lábios e avança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-//-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A porta da casa de banho abre-se. O vapor que ainda se mantinha dentro da divisão evade-se para o corredor da casa. Cá fora, tudo parece manter-se tranquilo. A menina já se deixou adormecer em cima da cama e na sala a televisão já entrou no horário nobre. Laura sai da casa de banho com as roupas ligeiramente molhadas e com as maçãs do rosto ruborizadas. Atrás de si, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Tania&lt;/span&gt; tem uma toalha envolta no corpo e corre até ao seu quarto. No sofá, Afonso parecia aguardar por aquele instante. Como se estivesse aborrecido por ter que ficar sozinho a fazer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;zapping&lt;/span&gt;. Laura aproxima-se dele com um sorriso. Por detrás do sofá, ela recosta o seu corpo e cola o seu rosto à cabeça do namorado. Ele pressente o calor da pele dela. Leva a mão aos cabelos femininos e reclama algum carinho. Laura roça a ponta do nariz na bochecha dele. A mulher ostenta um sorriso perverso. Gera-se algum silêncio. A menina já não irá acordar e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Tania&lt;/span&gt; não ousará sair do quarto. A lição pura e simplesmente que a arrebatou. Laura solta a sua voz baixinho junto ao ouvido de Afonso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não precisas de o esconder....... Eu sei...... Eu sei que estiveste o tempo todo atrás da porta da casa de banho...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E num gesto sublime, carinhoso, mas ao mesmo tempo lascivo, Laura suga os lábios dele, cedendo-lhe um beijo prolongado, misturado com a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;língua&lt;/span&gt; e em que pedia que ele devorasse os lábios meigos dela. E nesse beijo, Afonso prova a delicia pertinente da rata de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Tania&lt;/span&gt;, antes da sua namorada lhe soltar um sorriso perverso e o chamar para a cama.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-5057467682331550871?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/5057467682331550871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=5057467682331550871&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/5057467682331550871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/5057467682331550871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/cede-se.html' title='Cede-se'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-1899689495115404724</id><published>2008-05-12T17:33:00.002+01:00</published><updated>2009-01-16T09:46:50.363Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1º esq.'/><title type='text'>Vende-se</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 14-01-2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É sintomático. Quanto mais se tem. Quanto mais se dispõe. Quanto mais concretizada a alma se sente. Quanto maior é o pedestal que se consegue alcançar, mais aliciante se torna a perversão que desejamos. Mais intenso parece o pecado que se quer cometer. Mais vibrante parece ser o risco de se entrar no inferno. Quanto mais poder se detém nas mãos, maior parece ser a ambição de o destruir. Como Nero que quis destruir Roma, só para a ver em cinzas. Rodrigo parece desejar o inferno. Ele brinca com o perigo da infidelidade. Ele arrisca os sentimentos que ele mesmo quis construir numa espécie de jogo de roleta russa. Ele compra as emoções alheias com a riqueza da sua sensualidade e depois aparenta querer vender a sua alma ao preço mais cruel. Rodrigo sente que negoceia a paixão proibida, assim que incita a trazer para a sua própria casa um tesouro enfeitiçado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sandra não pertence a ninguém. Namora com o filho mais velho do seu amante maduro, mas não pertence a nenhum deles. Gosta de se sentir assim. Manipuladora de desejos, meliante de sentimentos que ela própria sabe não possuir. Aquilo que ela verdadeiramente quer ou sente, tanto Rodrigo como o seu filho, julgam saber. No entanto, só a jovem é que intrinsecamente entende a legítima convicção de possuir dois homens na mesma casa. Mas Sandra é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;irresistível&lt;/span&gt;. É um demónio mascarado de beleza feminina inocente. É um corpo flamejante, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;volúpio&lt;/span&gt; nas suas formas, febril ao toque, gélido no interior da alma. Só as roupas casuais, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;descontraídas&lt;/span&gt; mas vistosas lhe dão alguma semelhança com uma pessoa de bom carácter. Só aquele olhar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;compenetrante&lt;/span&gt;, fascinante e ilusoriamente angélico consegue evidenciar alguma compaixão por quem ela ousa desejar e por quem se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;atreve&lt;/span&gt; a observá-la. Sandra vende tudo o que a sua alma conseguir ludibriar. O retorno será sempre mais corrupto do que o que entregou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rodrigo está a ser chupado por Sandra. Esta acção já decorre há alguns minutos no corredor principal do 1º esquerdo. Não importa como começou. É pouco relevante ter em conta as motivações da jovem em entrar na casa do seu namorado, quando no seu interior só se encontra o pai dele. Sandra vendeu mais um pedaço da sua alma e devora o sexo inchado de Rodrigo. Os seus lábios carnudos e meigos são audazes em fazê-lo com devoção e com a ambição de levar o homem cansado a um intenso passeio de prazer. O sexo de Rodrigo entra convictamente na boca dela. É besuntado com a saliva morna que a língua da rapariga deixa desde a ponta do pénis até aos testículos. É excitado com a pressão que os músculos faciais exercem sobre a carne &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;voluptuosa&lt;/span&gt;. E as mãos suaves e tenras de Sandra ocupam-se tanto da coxa despida do homem, como em segurar firmemente a haste masculina. Ele está encostado à parede do corredor, próximo à porta da arrecadação, diante da casa de banho. É notória a satisfação do inquilino, entre os gemidos que se soltam da sua garganta e o cerrar dos olhos. É visível o reconhecimento que Rodrigo elege à pessoa que lhe faz sexo oral. Sandra recebe carícias nos seus cabelos finos castanhos, percebendo que ela o incita a ir até ao fim. A jovem está ajoelhada no chão e tem o pescoço ruborizado, fruto dos beijos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;chupões&lt;/span&gt; que recebeu do seu amante. Ela conhece aquele sexo instintivamente, Já o teve repetidamente na boca. Já o sentiu de diversas formas. Já o saboreou. Seco, molhado, húmido, inchado, satisfeito, amolecido, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;entesado&lt;/span&gt;. Por o conhecer tão bem, ela sabe o que está prestes a acontecer. Pressente a vibração que trespassa por toda aquela carne. Sente o calor que emerge da ponta da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;picha&lt;/span&gt;. Reconhece o ponto exacto com que o labor da sua boca é capaz de despoletar no órgão de Rodrigo. E quando dois dedos da mão de Rodrigo pressionam gentilmente a sua nuca, Sandra aguarda. Enche a sua boca com o pénis dele e envolve-o com a língua. No calor da sua boca, juntamente com a expiração da garganta dele, um jacto escaldante atinge o céu da boca da jovem, provocando um ligeiro pestanejar do olhar dela. Ele vem-se e quer fazê-lo dentro do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;orifício&lt;/span&gt; bocal da amante. É explosivo, assim que ela tenta suportar todo o suco. É intenso, quando ela entende que o homem tão cedo não cessa o seu deleite. É frutuoso, desde que ela repara que não irá suportar toda a ejaculação de Rodrigo dentro da sua boca. Sandra aperta a carne com o polegar e os outros dedos e procura afastar a cabeça, ligeiramente para trás. Os lábios escorregam na pele molhada e trazem o líquido com eles. A jovem abre os olhos e repara no estado do sexo que acaba de se vir. E enquanto parece admirá-lo, recebe um último rasgo de prazer do homem, espalhando-se na maçã rosada do seu rosto. Rodrigo parece ter libertado todo o seu ardor sexual, que resistia dentro de si. Ele sente-se capaz de prosseguir com a aventura, mas é nesse instante que tudo parece precipitar-se no jogo de Rodrigo com a sua própria vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouve-se um leve ruído vindo da fechadura da porta de entrada do apartamento. Quem quer que esteja no corredor do Edifício Magnólia e que demonstra querer entrar no 1º esquerdo, não aparenta estar apressado. A chave que penetra na ranhura roda e desencadeia o trinco da porta de madeira. A fechadura solta-se e a porta abre-se uns centímetros. A chave é retirada da ranhura e percepciona-se os sons de sacos de plástico a serem colhidos. Depois, um forte empurrão faz escancarar a porta. Helena entra em casa, com as costas viradas para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;hall&lt;/span&gt; de recepção. Traz nas mãos as compras da mercearia e na face o suor que espelha a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;exaustão&lt;/span&gt; que o seu corpo flui. Ela consegue entrar em casa e encerrar a porta. Gira o corpo e toma percepção do espaço em redor. Ela encontra o seu próprio lar, enfim, vazio de alma. No imediato, Helena não consegue percepcionar que atrás da porta da arrecadação está o seu marido escondido, ainda a apertar as calças. Na dedução da mulher, não existe a ideia de que ao lado dele, está a amante do seu marido e namorada do filho, a tentar limpar dos lábios o sémen expelido por Rodrigo. Naturalmente, se Helena se decidir a usar a arrecadação, o mesmo será dizer que o inferno invadirá a casa deste casal. A mulher confrontará em flagrante o seu marido, confirmará os piores receios que ela detém sobre a sua nora virtual e enfrentará a realidade da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;confiança&lt;/span&gt; do seu casamento ser uma farsa. Sandra não teme. Tudo o que ela terá a perder com a descoberta, nunca será superior ao seu desejo obsessivo. Por Rodrigo e por qualquer aventura. Por isso, ela resguarda-se, mas tranquila. Rodrigo ferve. Segura a porta da arrecadação, esperando que a esposa não tente sequer imaginar entrar ali. Ouvem-se os passos de Helena, com os seus saltos altos. Ela leva os sacos em direcção à cozinha, tendo que passar no corredor. Rodrigo corta a sua própria respiração. Os seus olhos parecem congelar e os seus músculos ficam tensos. A mulher entra na cozinha. Rodrigo procura pensar numa solução. Mas quanto mais os instantes passam, mais ele confirma que tem que ficar escondido. Helena regressa. E aparentemente, ela não desconfia. Não pressupõe o que se passa numa divisão minúscula da sua casa. Ao invés, está entusiasmada em dirigir-se à sala. Rodrigo consegue espreitar por uma grelha colocada na porta da arrecadação. A sua mulher está junto ao sofá da sala. Segura um copo de plástico de café, possivelmente adquirido no Espaço Magnólia, antes de subir. Helena detém alguma vivacidade. Ela está junto à mesinha onde está o candeeiro, o telefone fixo e o livro de contactos. Abre-o e desfolha algumas páginas. Rodrigo sente-se intrigado, mas ao mesmo tempo assustado. Ele aguarda pela primeira oportunidade que a mulher lhe conceda, de forma a sair dali e a evacuar da sua casa a amante que está colada a si. Ouve-se um pequeno gemido de Helena. Ela entra o copo de café para cima a mesinha e salpica o livro. Apesar de alguma atrapalhação, é essa a página que Helena procura. Pega no telefone e marca o número que visualiza. Rodrigo inspira fundo. Alguns segundos de espera e da boca de Helena abre-se um sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estou?!...Sou eu... A Helena.... Sim... só cheguei agora a casa... Não, não...não posso!... Tu sabes que não posso... Porquê?.... O meu filho deve estar a chegar a casa e ainda tenho que ir... Não!... Não posso!.... Sim... claro que vi as tuas chamadas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escondido dentro da arrecadação, Rodrigo só pode ficar suspenso nas palavras da sua esposa. Ele indaga sobre quem estará do outro lado da linha. Ele procura perceber o teor da conversa. E subitamente, não é só Rodrigo que fica desarmado, com as calças na mão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Não te posso dizer isso... e tu sabes... é claro que penso... Mas eu sou uma mulher comprometida... bolas...tens que ter essa consciência!... Mas sim...eu quero-te... és uma perdição e tenho que me render... Oh sim, desejo que me possuas outra vez... Não sei onde... em tua casa... Não sei quando!... Veremos... Sim... Prometo... Eu telefono-te quando puder... Sim! Quero-te!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Impaciente e encerrado, Rodrigo sente-se a explodir. A sua própria esposa troca conversações sensuais e explosivas com um dos seus amantes. Poderá ser o mesmo cliente. Poderá ser outro cliente. Poderá ser alguém que ele conhece. Em todo o caso, será alguém que consta na lista de contactos da família. Sandra entende o que está a ocorrer porque também ouve as palavras ansiosas de Helena e porque percepciona a raiva e impotência do seu amante. Ele parece querer revoltar-se. Está a uma passo de sair daquela arrecadação, ainda arrebatado pelo broche que recebeu. Ainda assim, ele controla-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Quero sugar-te... quero que me toques até me pores louca... quero sentir-te dentro de mim... Meu Deus!... Eu prometi que te resistia... Sim!!... Quero-te!... Pára com isso!... Tenho que ir... Não, não podes vir ter comigo... Tenho que ir!... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Tchau&lt;/span&gt;... Sim!... Eu ligo... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Tchau&lt;/span&gt;!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Helena desliga o telefone. Solta um suspiro, tal foi a intensidade do que acaba de proferir. Ela olha em redor, confirmando que está mesmo sozinha na sua casa. Ela não está. Rodrigo contorce-se nervoso dentro da arrecadação. Helena procura limpar os pingos de café que respingaram na mesa e fecha o livro de contactos. Inspira fundo, volta a pegar na sua mala e acorre a sair novamente de casa. Quando ouve a porta do apartamento bater com estrondo, Rodrigo solta um enorme suspiro. Sandra solta um sorriso malicioso. Ele abre a porta da arrecadação e procura perceber o que pode fazer. Olha para a jovem com um ar de censura. Mas ele próprio sabe que a situação, vista de fora, só pode ter ar de troça. Por um momento, Rodrigo pensa em criticar a sua amante. No entanto, não é a irreverência e ousadia de uma menina que o preocupa. Ele precipita-se para a sala e pega no livro de contactos. Folheia as páginas até encontrar a folha que está manchada. Ele atenta aos nomes que estão inscritos e procura desvendar o que parece mais evidente. Gera-se um silêncio enquanto Sandra se aproxima dele. A jovem ainda tem restos de sémen na sua face meiga. Por provocação, ou meramente por excitação, ela não se dá ao trabalho de limpar. Olha para o seu amante, procurando obter a resposta sobre quem seria o misterioso amante de Helena. Ele já deduziu. Já percepcionou quem é e está abismado com a resposta. Uma tempestade parece invadi-lo. Uma fúria envolve o seu semblante. Sandra percebe que, não obstante a curiosidade, ocupa uma posição delicada ali dentro. Helena pode regressar e ela não quer estar ali caso algo rebente. Aproxima-se de Rodrigo, envolve a mão nas costas dele e entrega-lhe um beijo doce no rosto do amante. Depois, delicadamente, sai do 1º esquerdo. Rodrigo mantém-se em silêncio, agora sozinho. Segura o livro de contactos e dirige-se à janela da sala, por onde se vislumbra a rua do Edifício. Helena volta a entrar no carro que está estacionado quase à porta. Possivelmente irá buscar o filho mais novo. Naqueles instantes intensos e confusos, Rodrigo procura controlar-se. Tenta obter uma solução para o que acaba de ocorrer. Ele não sabe se o que o incomoda é o facto de ter estado a um passo do abismo, ao ser apanhado em flagrante pela esposa, se é a questão da sua esposa ser infiel, algo que ele já sabia de antemão, se é a revelação do amante que ela possui, ganhando um ódio a essa pessoa. Porque naquele instante, Rodrigo tem o orgulho ferido. Reconstitui certos acontecimentos que ocorreram, ali mesmo naquele prédio. Deduz certas acções e reacções, sabendo que nunca ele tinha associado a confrontação. Ele volta a colocar o livro em cima da mesinha e cinge o olhar naquele nome. Mais do que descarregar a sua fúria na própria esposa. Mais do que querer acabar com aquela relação. O sentimento que invade a mente de Rodrigo é a vingança. É sintomático. Quanto mais se tem, mais se deseja. Quanto mais se deseja, maior é a obsessão. Quanto maior é a obsessão, maior é a corrupção da alma e dos seus valores. E enquanto formulava a sua vingança, Rodrigo sabia que estava a vender os seus valores morais a uma cobiça perigosa. Porque ele sabe qual a melhor forma de se vingar daquele homem. Sim, Rodrigo fecha o livro e confirma que se vai vingar do seu vizinho do terceiro andar, Rafael Neves.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-1899689495115404724?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/1899689495115404724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=1899689495115404724&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/1899689495115404724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/1899689495115404724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/vende-se.html' title='Vende-se'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-4424473346650498592</id><published>2008-05-11T14:21:00.011+01:00</published><updated>2009-01-07T09:14:36.363Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Narrador'/><title type='text'>Toda a paixão que ainda existe para contar</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 06-01-2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"A vida não é medida em minutos, mas em momentos"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tagline&lt;/span&gt; do filme &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Curious&lt;/span&gt; Case &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;of&lt;/span&gt; Benjamin &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Button&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, de 2008, escrito por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Eric&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Roth&lt;/span&gt;, realizado por David &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Fincher&lt;/span&gt; e protagonizado por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Brad&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Pitt&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0421715/"&gt;http://www.imdb.com/title/tt0421715/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Edifício Magnólia completa no dia de hoje um ano de existência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história que, tal como prometido, não era suposto ter um fim, mantém-se viva. A história que ainda gosto de postar e contar, continua a ser uma grande aventura. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Faz&lt;/span&gt; hoje um ano que se abriu a porta deste lugar que pretendeu trazer uma lufada de originalidade ao mundo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;blogosfera&lt;/span&gt;, especialmente na temática erótica. Espero, que ao fim de um ano, esse objectivo ainda se mantenha desperto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Fará&lt;/span&gt; amanhã um ano que se deu a conhecer Helena e Rodrigo, o casal mais que perfeito à beira da ruptura. Daqui a dois irão passar 365 dias desde que se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;cuscou&lt;/span&gt; a entrada no seu novo apartamento de Maria José, a professora universitária quarentona, humilhada por vinte anos de casamento. Três dias depois, comemora-se a primeira revelação da vida de Lúcia, jovem universitária que se apaixonou pela sua colega de casa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Tania&lt;/span&gt;. Ao quarto dia contado a partir de hoje, irão passar doze meses desde que foi dado a conhecer o lar de Afonso e Laura, um casal de idades distintas mas pensamentos comuns, apaixonados pela partilha. Faltam só cinco dias para celebrar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;postagem&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;novel&lt;/span&gt; história de Rafael, um instrutor de equitação, atraente e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;irresitivel&lt;/span&gt; para as suas vizinhas. E ao sexto dia depois da anuidade do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;blogue&lt;/span&gt;, há lugar para felicitar Ana, a deslumbrante acompanhante de luxo que mora sozinha com as suas máscaras. Claro que o Edifício Magnólia também conta as suas histórias no Espaço Magnólia, na garagem, no elevador e na casa das máquinas e no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt; no andar superior, mas é dentro destes seis apartamentos que tem residido a magia destas personagens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao fim de um ano, contaram-se cerca de 20 histórias para cada inquilino. Foram 126 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;posts&lt;/span&gt; em que se procurou ser sempre mais surpreendente na próxima &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;postagem&lt;/span&gt; do que na anterior. As opiniões podem divergir, mas na opinião deste humilde narrador, creio que houve um esforço para assim o tentar efectuar. E se o ritmo inicial de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;postagem&lt;/span&gt; era feito com carácter diário, nos últimos meses houve um significativo decréscimo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;postagens&lt;/span&gt;. Em momento algum, durante este ano, estes doze meses, estas cinquenta e duas semanas, estes trezentos e sessenta e cinco dias, houve alguma procura em desistir. Houve desmotivações, algum cansaço certamente, até um certo desnorte. Mas nunca desistir. Porque o Edifício Magnólia surgiu de uma vontade imensa de narrar ideias íntimas, desenvolver conceitos, expandir a mente. E isso é mais forte do que qualquer desmoralização ou inconveniência material. Adoro fazer isto. Se pudesse vivia disto. Ainda não posso. Mas se pudesse, este era o meu lar, o meu ar. Existem outros projectos paralelos ao Edifício que também necessitam de dedicação, tempo e alguma coragem. Se algumas vezes o Edifício parece esmorecer, isso deve-se às limitações que decorrem de tanto projecto. Mas um desses projectos é justamente este. Por isso, posso certamente dizer que não se prevê que o Edifício vá encerrar brevemente. Não está previsto. Não irá acontecer. O Edifício Magnólia será eterno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mesmo para o reduzido número de leitores frequentes que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;blogue&lt;/span&gt; possa deter, há orgulho no trabalho feito. Imaginava fazer muitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;posts&lt;/span&gt;. Não julgava era que fosse possível fazê-los. Pressupunha alguns leitores. Não poderia era pedir que fossem tão bons leitores. Desejava manter alguma qualidade e distinção. Não exigia é que ela fosse distinguida. Outros voos foram sonhados. Esses ainda não foram conquistados. Haverá tempo. O Edifício Magnólia quer ser sólido. Quer estabelecer-se e sorrir à surpresas que possam ir aparecendo. Acima de tudo, acredito no produto e é um entusiasmo saber que há mais quem acredite neles. E a todas essas pessoas que nele depositam confiança para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;cuscar&lt;/span&gt; algumas vezes, gostava que pudessem ler este &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;post&lt;/span&gt;, numa espécie de agradecimento por, seja de que forma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;for&lt;/span&gt;, se identificarem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;minimanente&lt;/span&gt; com algum aspecto do Edifício.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naturalmente que um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;blogue&lt;/span&gt;, seja ele de que matéria &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;for&lt;/span&gt;, sobrevive e cresce à conta dos visitantes. Quer em número, quer em qualidade. Continuo a não querer 1000 pessoas a saberem que o Edifício existe. Continuo a não querer que 100 pessoas tenham visto o titulo do último &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;post&lt;/span&gt;. Mais do que tudo, quero que 10 pessoas, ao fim deste ano, tenham vivido intensamente - como se estivessem dentro do Edifício - pelo menos uma das mais de cem histórias que partilhei. Se isso acontecer, sinto-me reconhecido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E porque este &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;post&lt;/span&gt; de comemoração também é de quem lê, de quem aguarda com expectativa por uma nova história e de quem comenta, também esta "semana" haverá a entrega da já "habitual" Menção Especial &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Magnolium&lt;/span&gt;. Este singelo prémio foi criado para promover a participação de quem sente as histórias do Edifício mas nem sempre tem coragem de comentar ou não encontra algo a dizer. Nem sempre é fácil eleger um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;bloguista&lt;/span&gt; ou um leitor, até porque muitas vezes não é unânime a escolha, ou o legítimo mencionado já foi designado. Não sinto que seja ainda a altura de repetir algumas distinções, mesmo que parecesse justo. Esta "semana", após alguma ponderação, decidi adiar a repetição de uma nomeação, para a entregar a alguém que já há imenso tempo comenta no Edifício e nunca teve oportunidade de a receber. E apesar da &lt;a href="http://a-objectiva-do-ser.blogspot.com/"&gt;Lize&lt;/a&gt; ter deixado sempre comentários muito gratificantes, a Menção &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Magnolium&lt;/span&gt; esta "semana" vai para o &lt;a href="http://shelyak.blogspot.com/"&gt;Shelyak&lt;/a&gt;. Porque ele tem sido um dos nossos pioneiros. Porque todos os moradores sabem que ele nutre um carinho especial pelas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;cusquices&lt;/span&gt; que andam aqui dentro. Porque faz sentido dar um pouco do Edifício ao administrador de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;blogue&lt;/span&gt;, em si dinâmico e original. A Menção &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Magnolium&lt;/span&gt; é-lhe então entregue em nome do Rodrigo e da Helena, os quais o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Shelyak&lt;/span&gt; tanto estima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há tempo para olhar para trás. Alguns moradores ainda o fazem, alguns querem viver todo o presente, mas a maioria deles olha para o futuro com alguma ansiedade e até desejo. Porque eles sabem que a sua vida transforma-se nos momentos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;vividos&lt;/span&gt;, também eles não querem deixar de partilhar aquilo que sentem, aquilo que vivem, aquilo que ambicionam, aquilo que provam e acima de tudo aquilo que os consome de uma forma demasiado intensa. Novas histórias estão para surgir. Nada se esgotou. Tudo se mantém muito quente. Espero que continue por aqui. Entre nesta rua, espreite pela porta de entrada, se preferir tome um café no Espaço, ou se quiser escolha uma campainha e certamente alguém o deixará entrar. Sente-se, deite-se, ou deixe-se ficar a pé. Devore cada pedaço, delicie-se com cada instante de prazer, guarde cada resto de sensualidade que ainda sobrar. O Edifício Magnólia quer continuar a recebê-lo. Isto ainda não é o fim...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-4424473346650498592?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/4424473346650498592/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=4424473346650498592&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/4424473346650498592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/4424473346650498592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/toda-paixo-que-ainda-existe-para-contar.html' title='Toda a paixão que ainda existe para contar'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-7842099752147114486</id><published>2008-05-10T11:52:00.014+01:00</published><updated>2009-01-06T13:47:24.054Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3º dto.'/><title type='text'>Escola de mulheres</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 05-01-2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde aprendemos a ser felizes? Onde nos ensinam a ser melhores? Seremos mais audazes que os demais ou julgamos ter conhecido tudo o que o mundo pode oferecer? A vida é um conjunto de peças teatrais onde decoramos as deixas que um coreógrafo nos ensinou e as interpretamos com quem desejamos no palco onde nos sentimos mais confortáveis. Se assim não for, estaremos constantemente a enganarmo-nos e a representar encenações moldadas por quem não nos quer saber concretizados. &lt;em&gt;L'ecole des femmes&lt;/em&gt; é uma peça teatral originalmente concebida em 1662, por Móliere, um dos maiores dramaturgos de sempre. Aquilo que a peça conta pouco interessa para o que se segue. Mas a certeza de que algo se aprende nas escolas onde representamos em diversas fases da nossa vida, é preciosa para entender a revelação desta mulher.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana prepara-se para colocar a sua máscara nocturna. Passam doze minutos das dezanove horas e o seu corpo está despido. Diante do espelho redentor da casa de banho, a jovem acompanhante vislumbra toda a sua pele e as condições em que o mesmo se encontra. Uma espécie de preparação, de aquecimento, de concentração exigida por ela própria, para que garanta a si mesma a certeza de mais uma noite formidável. Um processo construtivo repetido vezes sem conta, consequência de alguns anos a mascarar-se. A Ana que entrou naquela casa de banho não será a mesma Ana que irá sair daquela divisão. E isso ela tem que confirmar em todos os encontros com clientes. Advogado de renome na cidade. Viúvo, cinquenta e seis anos contados, filhos maiores de idade. O encontro desta noite é uma companhia que lhe garante um serão agradável, sem receios, com uma boa dose de conversa e respeito mútuo. Cliente antigo, este homem procurou Ana pela primeira vez, dois meses após o falecimento da mulher. No final desse primeiro encontro, a acompanhante resignou-se com o facto de que o seu cliente não pretendia sexo. O mais íntimo que houve entre os dois foi um abraço sentido, sem sequer ela se despir. O homem precisava de alguém que o fizesse sentir vivo. E o sorriso dela tornou-se mais importante do que alguma vez ela pôde julgar. Novos encontros repetiram-se. Houve envolvimento sexual. Ocorreram coisas das quais o cliente nunca imaginou ser possível experimentar sexualmente. Surgiram ideias que a própria acompanhante nunca tinha desvendado serem passíveis de introduzir na sua ocupação. Mais do que cliente, o homem tornou-se um amigo. Sem compromissos. Sem sentimentos confundidos. Ele procurava-a. Ela recebia-o. Eles conversavam. Eles fodiam. Ele pagava-lhe. Ela sorria. E nesta noite, isso vai voltar a acontecer. De uma forma ou de outra. Ana capricha um pouco mais para o poder receber como acha que ele merece. O banho já foi tomado. Lavou a pele com pedrinhas perfumadas de Bali. O corpo já se cobriu de um creme rejuvenescedor importado de França. E enquanto as suas mãos percorrem cada recanto do seu corpo, Ana certifica-se que nada em si está adormecido. Ele vai querer comer fora, certamente. Há já algum tempo que se está para proporcionar um jantar num restaurante no topo da cidade. Irão regressar, certamente. Ele vai elogiar-lhe um vestido exclusivo de corte italiano, comprado na sua loja de eleição, peça quase impossível de encontrar noutro corpo feminino. Ele vai despi-la calmamente, com um toque divino que irá fazer a acompanhante sentir-se acarinhada. Debaixo do vestido ele vai querer ser surpreendido. E por isso Ana veste agora uma lingerie capaz de evidenciar todos os pormenores sensuais e erógenos do seu corpo. Ele vai aceitar que a acompanhante o chupe vagarosamente e com dedicação, quando ele estiver sentado no sofá a beber um Porto. Assim, ela escolhe um baton cremoso que evidencia os seus lábios finos mas experientes. O seu cliente poderá com alguma certeza deixar-se dormir e ficar toda a noite. A cama tem um aroma semelhante ao que o seu peito exala agora. Um sorriso descobre-se na face de Ana. Ela olha fixamente no espelho, como que a comunicar consigo mesma. Ela vai comê-lo. Proporcionar-lhe um deleite sexual que se irá manter na memória dele por muito tempo. Na cabeça da jovem acompanhante está a imaginação que ela transforma da forma como ela vai saltar sobre a cintura dele, sentido o seu sexo ainda vigoroso. Sim, pensa ela diante do espelho. Vai ser uma noite poderosa. A confiança que anos de devoção a esta estranha profissão tatuaram no seu corpo evidenciam na postura experiente que ela ainda detém na sua casa de banho, assim que a máscara nocturna de Ana se apresenta. A campainha do seu apartamento toca antes do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é suposto ele chegar tão cedo. Ana é muito rigorosa com a hora marcada e oito em ponto não deixa margem para erro. O seu cliente não costuma contrariar as exigências da sua acompanhante. Ainda assim, Ana não arriscou. Veste um robe branco, de uma seda pura, com um contorno da cor da sua lingerie. Olha em redor e confirma que o seu apartamento está pronto para receber uma visita. Junto à porta de entrada, carrega no botão que a faz aceder ao ecrã do intercomunicador. Na portaria do Edifício Magnólia não está ninguém. Apenas alguns vultos de pessoas que passam na rua. Por descargo de consciência, Ana espreita pelo olho mágico da porta de madeira. Afinal, alguém tocou mesmo à campainha do seu apartamento. Mas não é o seu cliente. É uma mulher. Está de costas para a porta, avistando-se parte de um penteado loiro. Por dois segundos, ela tenta fazer uma associação e figurar quem pode estar inusitadamente à porta de sua casa. Um pequeno calafrio percorre a sua espinha e depois, Ana abre. A estranha mulher que aguardava que a inquilina do 3º direito a recebesse gira o seu corpo, envolvido por um enorme sobretudo castanho e sorri para a jovem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Manuela...Mas...Como é que me descobriste? -&lt;/em&gt; solta Ana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não foi por teres levado contigo a carteira de clientes, que eles deixaram de vir à minha casa... Por uma noite diferente, consigo muita coisa, minha querida... Consegui a tua morada...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estou a ver...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vais deixar-me aqui à porta?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana desperta. Após a sacudidela na sua alma, Ana recompõe a postura e abre caminho para que a mulher entre em sua casa. A mulher de cinquenta e cinco anos, ar jovial, não obstante as rugas que cortam a sua face bonita, dá três passos e olha sem receio para Ana. Pára por um instante e entrega um beijo meigo e profundo na maçã do rosto da inquilina. Denota-se na aparência dela que é uma mulher vistosa, presunçosa e decidida, para além de evidenciar uma ostentação social. Ao entrar no apartamento, ela parecia querer tomar conta daquele espaço. Ana assiste com alguma incerteza aos passos daquela mulher que não lhe é desconhecida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É aqui que trabalhas?&lt;/em&gt; - pergunta a intrusa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Manuela é a gerente de um clube privado de acompanhamento, numa rua discreta mas elegante da cidade. Manuela é também professora universitária num pólo de ensino nos limites urbanos. Manuela é a antiga mentora de Ana, quando a jovem era a coqueluche do seu clube nocturno privado. A mulher que está diante da acompanhante confiante foi a professora da máscara nocturna que hoje Ana se orgulha de colocar. E porque as coisas não terminaram bem, na transição da jovem para esta nova realidade, Ana não consegue esconder o nervosismo que aquela presença surpreendente lhe provocou. Ainda assim, cumpre o seu papel. Segura o casaco que Manuela acaba de retirar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu perguntei-te se é aqui que trabalhas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É...É sim, Manuela... É aqui que trabalho.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Cheiras maravilhosamente...está a chegar algum cliente?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...às oito...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Pois... O que achas?... Estás preparada para recebê-lo?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana hesita. O carácter inquisitivo da conversa de Manuela põe a jovem ainda mais desorientada, perdida de confiança. Naturalmente, agora ela não está preparada para receber o seu advogado viúvo. Mas ele vai chegar. E vai encontrar aquela que sempre foi a proxeneta de Ana. Há mais de seis anos, ela era uma rapariga perdida de horizontes. Os desafios que se tinha proposto quando rumou a esta cidade pareciam dissipar-se numa desilusão. A representação era de facto o seu forte, mas os palcos congelavam-na, limitavam-na. Era seu hábito tomar café na esplanada de um lugar reservado e cosmopolita, com a única amiga de infância que estava próxima de si naquela cidade, sendo ela também uma saborosa amante. Na única cadeira que estava vaga na mesa, uma mulher misteriosa, madura e ainda assim bonita, sentou-se, quase sem pedir permissão. Meteu conversa com ambas, mesmo que tivesse dificuldade em receber respostas. Ana e a sua amiga tentavam perceber quem era aquela mulher que fumava com graciosidade e as olhava com um desejo peculiar. O elogio surgiu. Para Manuela, Ana era das jovens mais carismáticas que já tinha conhecido. Uma beleza fascinante e um corpo de cortar a respiração. A amiga da jovem não ficava atrás, mas era Ana que a tinha chamado a atenção quando as viu naquele mesmo café. O convite foi lançado. Manuela pretendia que as duas jovens passassem a noite no clube privado que ela geria em conjunto com o marido. Não era prostituição. Não seria se elas assim o entendessem. Seriam tratadas com princesas, sem qualquer tipo de exigência. Iriam vestir a roupa mais elegante que alguma vez se colou ao corpo delas, iriam tomar as bebidas mais ousadas que pudessem experimentar, iriam escolher o homem que mais as pudesse excitar. Sem compromisso. No maior sigilo que se podia prometer. A amiga de Ana recusou veemente. Manuela lançou um olhar presunçoso para essa jovem e nem sequer se incomodou quando ela quis ir embora. Ana ficou. Não porque tivesse aceite o convite. Apenas e só pelo facto de se ter fixado em Manuela. As duas mulheres cruzaram um olhar inesquecível. A senhora elegante que estava diante de Ana sabia que a podia convencer. Um envelope branco foi colocado em cima da mesa. Manuela confiou na oculta consciência de Ana. Deixou o envelope onde estava a morada do clube e uma nota gorda, levantou-se da cadeira e de pé, deu-lhe um beijo na testa. A mulher estava convicta de que na mente de Ana, ela já tinha aceite o convite ousado mas deslumbrante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não achas que é melhor informá-lo?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Do quê?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- De que vais adiar o encontro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Porque haveria de fazer isso?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Diz-me que não me queres aqui.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana silencia. Ano e meio após ter saído abruptamente do clube, a jovem não mais entrou em contacto com a sua mentora. Porque ela sempre a considerou mentora. E não encontrava outro substantivo que qualificasse o papel de Manuela na sua vida. Sim, ela quer aquela mulher ali. Sentada no seu sofá. A fumar o cigarro intenso. A oferecer-lhe o sorriso meigo mas violentamente presunçoso. Sim, mesmo após tanto tempo de ausência, Ana quere-a ali e algo mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Nunca duvidei que te pudesses dar bem noutro lado. -&lt;/em&gt; diz Manuela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Mas desejaste que me arrependesse do que fiz depois de sair...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás arrependida?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Tenho saudades... Mas não estou arrependida. E sim, estou a dar-me muito bem aqui.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tens tido problemas?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É como morar num sitio sublime e poder trabalhar em paz.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Os clientes ajudam...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Manuela, se vens exigir que não esteja com os teus clientes...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tens o direito de os querer. Sempre foram os teus clientes. Respeito isso e não te quero mal... Por favor, liga ao teu encontro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana resigna-se. Na verdade, dentro dela há uma ansiedade enorme. Ela deseja Manuela ali. Exactamente ali. Mas Ana sempre foi uma mulher de palavra. E não é do seu agrado cancelar um encontro em cima da hora, especialmente com um cliente tão fiel. Mas ela faz a chamada. Diante da sua antiga patroa, a acompanhante cancela educadamente a marcação que lhe iria ocupar esta noite.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que queres de mim, ao fim de tanto tempo, Manuela?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Estou bem, obrigada... O clube ainda funciona e as meninas ainda gostam de lá estar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Desculpa... Como estão elas?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tens razão... Não posso querer ser vossa mãe para sempre.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A Verónica?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Casou-se...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E a Bianca?...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Achava que já não tinha idade para o fazer. Saiu há um mês.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A Tatiana?...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desde que te foste embora que é a nossa melhor acompanhante.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E o Nuno?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- As mulheres pagam-lhe muito bem. Parece que a idade lhe faz bem.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana sorri. Faz-lhe bem saber das boas novas do sitio onde trabalhou durante um período crucial na sua vida. Ela recorda-se da primeira vez que entrou naquele prédio, semelhante a uma pensão. Vestia a roupa mais sensual que tinha no seu guarda-fatos e procurava manter um ar reservado. Foi Manuela quem a recebeu, depois de passar o segurança. Antes mesmo da noite cair, a mulher mostrou o bar restaurante que se situava na cave do edifício. À medida que chegavam, Manuela apresentava as acompanhantes que a cumprimentaram com um sorriso muito generoso. Mulheres bem vestidas, com um ar muito sereno, sensuais e desfasadas do estereotipado modelo de prostituta. Ana conheceu também o único acompanhante masculino da equipa. Um jovem mulato, com um corpo excitante, umas mãos extraordinárias e um sorriso fatal. Faltava conhecer a pensão. Para aquela primeira noite, Manuela tinha prometido um vestido novo e o melhor quarto à disposição. Para concluir, ela só tinha que decidir se queria convidar algum homem que se apresentasse no bar, nessa mesma noite. Ao entrar no quarto privado de Manuela, Ana sentia-se cada vez menos receosa do que estava a fazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E tu, como estás? -&lt;/em&gt; pergunta Ana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu creio que sabes como estou...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não, não sei, Manuela...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O Fernando...ele...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu soube... os meus pêsames...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Posso saber porque é que não me dirigiste palavra no cemitério?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Nem eu sei, Manuela...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Uma ova que não sabes, Ana!!...&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana recua. Nessa primeira noite, no quarto de Manuela, a mulher tornou-se extremamente carinhosa para Ana. Ninguém tinha prometido nada. Seria só uma noite. A jovem não precisava de voltar. Iria receber, mas sem obrigação de se envolver fosse com quem fosse. Ainda assim, o clube tinha regras. E Manuela explicou-a todas, num tom de voz muito calmo, sem deixar escapar nenhum detalhe. Primeira regra, ninguém, mas mesmo ninguém poderia saber da existência e da localização do clube. Segunda regra: os acompanhantes não seriam impedidos de terem relações sexuais fora do âmbito do clube, desde que não houvesse compromisso. Terceira regra: os acompanhantes não poderiam receber dinheiro por encontros sem o conhecimento dela ou do marido. Quarta regra: seria interdito o relacionamento intimo entre funcionários, dentro ou fora do clube. Quinta regra: a gerente tinha que ter conhecimento imediato de qualquer transgressão de uma das regras anteriores. Sexta regra: o não cumprimento da quinta regra implicaria a expulsão do clube, sem qualquer excepção. Ana ouviu atentamente a explicação clara das regras. Ana foi, no entanto, alvo da sexta regra por parte de Manuela. O grito que a mulher acabou de lançar no centro da sala do 3º direito exaltou-a. Manuela levanta-se e investiga o apartamento da jovem. Aprecia o luxuoso e requintado quarto de Ana, onde ela se arranja, onde ela dorme, onde ela recebe os clientes. Senta-se na cama e acaricia a colcha de veludo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tiveste vergonha, não foi?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Manuela... quando eu soube da morte do teu marido...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ficaste tão transtornada quanto eu...Foi isso?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...claro que tive vergonha de te dizer algo... e obviamente que fiquei transtornada.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Porque é que não me disseste?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- As regras sempre foram muito claras.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Só pedi para cumprir a quinta regra! Não tinha que haver a sexta.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Lamento... A sexta regra sempre assustou qualquer uma de nós...E foi difícil de evitar...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Fodeste o meu marido!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana congela. Ela aguardava que a mulher a atacasse com esta verdade. Porque aconteceu. E desde o momento que Ana confrontou o olhar de Manuela na porta do seu apartamento, ela sabia que teria que recordar a verdade. Na primeira noite no clube, Ana conheceu o marido da gerente, Fernando. Ele era como um sócio de Manuela naquela sociedade oculta. Era ele que trazia grande parte dos clientes, dando segurança a todos os membros envolvidos, de que apenas estariam ali dentro homens e mulheres sigilosos e de confiança. Um homem sedutor, com quase sessenta anos, galante, bom falante, excelente ouvinte. Ana nunca negou o fascínio que Fernando lhe proporcionou. Mas isso aconteceu depois da jovem ouvir as regras da casa. Durante imenso tempo, Ana resistiu à tentação. O homem seduzia-a secretamente, mas ela cumpria o que tinha prometido. A sua gerente era Manuela e não ele. Fernando era apenas um elemento distante na vida do clube. Mas a obsessão do homem era aprazível, tentadora. Ana não podia negar que se sentia atraída. Aprender a controlar o desejo e a domá-lo não chegou. Ana envolveu-se com o marido da sua patroa, numa noite em que ele se ofereceu para comprar um encontro. Houve um beijo, houve palavras meigas, houve umas mãos soberbas a invadir o seu corpo como nenhum cliente conseguiu fazer. Houve uma masturbação no elevador da pensão que a deixou fora de si. Houve um momento de paixão no quarto de Ana que ficou marcado em todo o corpo da jovem. Fernando penetrou nela, retirando à mulher qualquer capacidade de reagir. E naquele momento, Ana confessou à sua alma que nunca nenhum homem lhe tinha provocado tamanho sentimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Apaixonei-me... Que te posso dizer mais... O Fernando procurou-me. Ele quis pagar e... e eu apaixonei-me... Nunca te poderia confessar isso. Eu amei o Fernando.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu sabia o que estava a acontecer. Desde a primeira vez que ele te lançou o olhar que eu sabia que iria acontecer... O Fernando comia as acompanhantes todas... E eu sempre o soube... Nunca tive ciúmes... Nós éramos assim... Mas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao fim da noite, Fernando deixou um envelope branco. Ana não quis aceitar. Porque estava apaixonada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Se eu tivesse aceitado o dinheiro talvez te pudesse contar. Mas até eu sabia que estava a romper com algo. Não poderia aceitar dinheiro depois de...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De uma noite assim tão perfeita, tão cheia de tudo o que uma mulher como ela podia desejar. E ela quis repetir. E tudo foi repetido. Até Manuela entrar uma noite no quarto da jovem e assistir a uma dupla traição. A sua acompanhante de eleição, a fortuna daquele clube, a menina dos seus olhos, estava a cavalgar em cima do seu marido, libertando um orgasmo revelador, suando uma noite poderosa de carne e volúpia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não te queria magoar... Não queria magoar ninguém...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Foste a menina em quem mais confiei. Sempre quis ser tua amiga.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eras como uma mãe para mim.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Mas traiste a tua "mãe".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não me arrependo de o ter amado, Manuela. As tuas regras não podiam evitar isso. Aconteceu... Não to disse... Também estou arrependida disso. Mas não posso voltar atrás.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Queres voltar atrás?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não. Não posso. Não quero... Estou bem assim. Também te amei e não invocaste a sexta regra.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É diferente... Fui eu que criei as regras.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Por isso é que o melhor foi ter saído.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sinto a tua falta.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Eu também.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vem cá...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana chora. Solta duas lágrimas. A conversa é tensa. Recordar aquilo que se procurou esconder pode atormentar todo o corpo. E ela está a tremer. Aproxima-se da cama e deixa que Manuela envolva as mãos maduras nas suas ancas. Ela ansiava por aquele toque. A mulher fixa o olhar na rapariga e sorri, como que um perdão silencioso. O tempo cura algumas coisas e deixa sangrar aquilo que nunca se quis curar. O marido de Manuela e antigo amante de Ana já não está cá. E o rancor pouco ou nada irá resolver. Até porque há sentimentos mais fortes a evocar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás uma mulher. A mulher mais bonita que alguma vez toquei.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Manuela puxa o cordão vermelho que aperta o robe à cintura da acompanhante. Ana solta um sorriso envergonhado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ias receber o teu cliente de robe?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não...Comprei hoje um vestido na nossa loja...&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Quero que o vistas... Quero vê-lo como se fosses recebê-lo. Quero senti-lo como na tua primeira noite no clube.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mulher pede a Ana para se vestir, tal como estava suposto se ela estivesse para receber o seu cliente. A jovem solta-se vagarosamente do abraço da mulher e regressa à casa de banho, espaço de preparação para qualquer acompanhante de luxo. Menos de cinco minutos decorridos, Ana regressa ao seu quarto. No seu corpo já se colou o vestido preto acetinado, ajustado ao corpo, curtinho, uma palmo acima dos joelhos. Evidencia as suas coxas, por debaixo dos collants de vidro, transparentes. Deixa entender as formas do seu peito, cobertas pelo tecido fino que sugere a suavidade da sua pele. E os seus braços descobertos acentuam o tom sensual que a sua derme hidratada lhe incute. Manuela ainda está sentada na cama, impávida com a postura da sua antiga acompanhante. Mas agora, ela tem o peito desnudado. Ousou despir a blusa elegante que ostentava e retirar a peça interior que lhe cobria os seios flácidos mas bonitos. Ana vem confiante, apesar de ainda receosa das intenções da antiga chefe. Ana sabe-se deslumbrante, apesar da luz não amplificar essa beleza. Ana prende a respiração quando desvenda a pele das costas de Manuela. Subitamente, ela transporta-se a si mesma no tempo, ao sabor das emoções que se guardam eternamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É verdadeiramente fabuloso!.... Estás mesmo linda, Ana!... Precisa apenas de um pequeno jeitinho... Deixa-me só...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana inspira. Foi sempre assim que Manuela a conquistou. Era o seu amuleto. Era o seu ensinamento. Como na primeira noite. A professora e gerente do clube entregou um vestido radiante para a jovem Ana vestir e sentir-se a mulher mais bela daquela noite. E ela sentiu-se. Despiu-se diante da mulher desconhecida e experimentou a peça de roupa azul, que lhe tocava na barriga dos pés. Manuela assistia a tudo aquilo e entusiasmava-se. Era ela que lhe dava os últimos conselhos, as derradeiras palavras experientes, os decisivos arranjos no vestido, no cabelo e no corpo da jovem, que se arrepiava com o toque das mãos da mulher. Antes mesmo de descer até ao bar do clube, onde iria escolher o seu primeiro cliente, Ana sentiu a palma das mãos experientes a voltarem a despir o seu vestido. Antes do seu teste decisivo, Ana fez amor com a mulher que orientou para sempre a sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Perdoa-me, Manuela... Perdoa-me se não te fui fiel...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana sonha. Fecha os olhos, aguardando pelas mãos de Manuela. Gira o seu corpo e vira a sua face para o espelho da cómoda diante de si. A mulher madura levanta-se da cama com presunção e um sorriso excitante. Ela está agora nas costas de Ana e agarra o peito dela com firmeza, por cima do soutien carmesim, depois de abrir o botão que segurava o vestido nas costas, junto ao pescoço. A jovem continua a sonhar. A saber que são as mãos carinhosas da sua antiga educadora a tocar-lhe. A desejar repetir essa emoção que atravessou o seu corpo na primeira noite em que vestiu a máscara nocturna. A querer que a mulher possua essa vontade de ser novamente amada da forma mais surreal que já experimentou. Manuela roça os seus mamilos duros às costas suaves da acompanhante e beija levemente o pescoço dela, depois de desviar os cabelos com o queixo. Ana arrepia-se e geme baixinho. A mulher acaricia os seios com prazer, com convicção, trazendo novamente paixão ao peito sublime que sempre clamou por ser tratado com carinho. As mamas de Ana, redondas, perfeitas, charmosas, tesudas, pulam para fora do soutien rendado e colam-se à pele das mãos da mulher cinquentona. Algo explode dentro da acompanhante, quando o seu peito é tocado com toda a pureza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana entrega-se. Fazer amor com uma mulher de cinquenta e alguns anos é, para Ana, como descobrir as fragilidades que o seu corpo consegue esconder na partilha com outras pessoas. Manuela tem a capacidade de revelar as emoções femininas da jovem num jeito que se pinta incansavelmente na pele de Ana. E por isso, seis anos depois de ter entrado num mundo oculto, em grande parte devido à paixão que sentiu pela mulher madura, a acompanhante desperta para um vigor íntimo que não está ao alcance de quem a queira provar levianamente. Ana é despida com carinho e devoção. Manuela mistura o toque dos seus dedos com a leveza dos seus lábios, enquanto vai descendo pelo corpo jovem. Retira o soutien e beija os seios redondos e macios com intensidade. Os gemidos de Ana são ponderados e demonstram o quanto ela vibra com aquelas acções. A mulher beija o umbigo dela ao mesmo tempo que coloca os joelhos no chão. Encosta a acompanhante à cómoda e enfia os dedos por dentro das cuecas rendadas dela. Puxa a peça de roupa e fá-la escorregar pelas coxas suaves de Ana. A roupa intima parece volátil, assim que a boca de Manuela se cola ao âmago da jovem. Caem até aos tornozelos enquanto a boca da anfitriã solta um gemido agudo e que se dissipa nos ouvidos da amante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana balança. Nua e presa no desejo da mulher, Ana está num limiar perigoso. O mesmo que precipitou a sua saída do clube. Ela está entre a adrenalina de se sentir acompanhante e na paixão de querer sentir verdadeiramente aquela mulher. A jovem balança entre a máscara nocturna e a sua representação diurna. E na indefinição de como tudo irá terminar, Ana deixa-se apoderar pela sede de Manuela. Esta misteriosa mulher, que vincadamente fez parte da vida de Ana durante dois pares de anos, que ensinou os virtuosos segredos do mundo da sedução proibida, que de uma forma muito peculiar transformou a jovem numa mulher confiante, altiva e sexualmente fatal, suga agora toda a viçosidade corporal que a acompanhante acumulou ao longo destes meses em que trabalha por sua conta e risco. A sua língua invade a rata formosa da jovem, introduzindo um calor e uma volúpia que atinge exponencialmente todos os recantos que fervilham dentro de Ana. A jovem cerra os olhos e tenta colocar o rabo firme e macio em cima da cómoda, ao mesmo tempo que abre as pernas para que a boca de Manuela se enterre autenticamente por entre os lábios vaginais. A mulher goza os primeiros sucos íntimos da sua acompanhante predilecta e recorda o quanto aquela alma, que agora ela chupa, lhe trouxe momentos divinos, nos tempos em que Manuela como que a possuía.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana treme. A mulher já a deitou na cama. Já perfurou o seu sexo com dois dedos da mão esquerda e com três dedos da mão direita. Já devorou o clítoris com os lábios febris da sua boca. Já apalpou as nádegas redondas da jovem e roçou os dedos pelo buraco anal. Manuela já conseguiu dominar o querer de Ana, assim que ela se deita na sua própria cama, com as pernas dobradas, mas dilatadas, com os braços dobrados, mas seguros aos seios, com a alma rendida mas a deliciar-se com cada toque, cada beijo, cada gesto de intensa paixão, promovidos pelo desejo da antiga patroa. A mulher está agora a deslizar pelo corpo da jovem, com os bicos das suas mamas a roçarem pela derme pura de Ana. Elas envolvem-se agora num abraço sereno, onde há lugar para se tocarem e para trocarem um beijo demorado. Porque aquele beijo é mais do que uma mera troca de bocas. Ana gosta de sentir os seios da mulher madura dentro da sua boca, com os bicos entre os seus dentes. Ana adora escorregar os seus dedos pelas costas da amante, enquanto sente a respiração ansiosa dela. Ana delira com os dedos de Manuela a continuarem a masturbá-la, como se tudo aquilo fosse um eterno prolongamento do prazer. Na cama que testemunhou dezenas de encontros profissionais de Ana, as duas mulheres encontram uma forma surreal de expressar a saudade e o fervor que se acumulou em ambos os corpos, à espera deste momento. As mulheres fazem amor e apesar da enorme distinção de idades, elas formam um ser único.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana explode. Na imensa vontade de ser amada e emocionalmente compreendida. No desejo de provar o que outros desdenham. Na fúria de entender o porquê do passado não se ter prolongado. Na ansiedade de querer descobrir o que traz o futuro próximo. Ana vem-se. Expele o acumulado de deleite que a boca, as mãos, os dedos e todo o corpo de Manuela provocou dentro de si. A maioria dos seus clientes consegue provocar à acompanhante um prazer superficial. Não significa que não seja um prazer forte, intenso, recompensador. Mas raramente é um prazer que procura penetrar no interior de Ana. Aquele íntimo que nem ela própria conhece verdadeiramente. Manuela consegue alcançar esse âmago. Consegue dominá-lo. Consegue retirar dele todas as virtudes sensuais da jovem e transportá-la para um mundo onírico que poucas mulheres conseguem sequer imaginar. Manuela sempre procurou conhecer os profissionais com quem trabalha. Aprendeu a dar prazer, ensinando a recebê-lo. Foi isso que fez com a sua protegida. Mas Ana elevou essa sensação de poder. Ana extravasou o deleite que Manuela sentia poder dar. E entre elas criou-se uma simbiose admirada por colegas e por clientes. Como uma parceria vitoriosa. E agora, que a mão de Manuela segura o orgasmo de Ana, agora que a rata se desfaz em palpitações húmidas, agora que as mamas estão rígidas e escaldantes, agora que a ela morde o lábio inferior, explode o prazer que ambas reconheceram necessitar, assim que se confrontaram na porta de entrada do 3º direito. Entre as duas mulheres, o orgasmo é uma encenação perfeita, com direito a um encore. Elas irão continuar a fazer amor pela noite fora, mas este instante é para guardar. Para saborear. Para viver em câmara lenta. Para entender nos gestos que se trocam, nas respirações que se acalmam e nas palavras que se querem dizer. Os olhares partilham-se, procurando entender o que se esconder na alma alheia. Os lábios dilatam-se querendo sorrir, assim que se vai ganhando coragem para desabafar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vais dizer-me agora...o porquê de teres vindo aqui?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Arrancar de ti este orgasmo poderoso não é motivo suficiente?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Manuela, eu conheço-te... Eu sei o que me queres pedir... Mas quero ouvi-lo da tua boca...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- As coisas mudaram... Desde que o Fernando morreu, perdemos alguns clientes. Não me sinto satisfeita como algumas acompanhantes entendem o negócio. Mas não as censuro. Os clientes já foram melhores e eu também já fui mais selectiva... Não estou insatisfeita com o que tenho, mas... falta qualquer coisa...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Irás conseguir encontrar um novo rumo... O clube passou por várias crises e tornou-se ainda melhor depois da tempestade...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu quero que voltes, Ana.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A jovem bloqueia. Ela sabia que Manuela iria fazer aquele pedido. Ela aguardou meses por um instante como este. Ela imaginava a mulher a dizer as palavras que Ana presunçosamente tinha a certeza de um dia ouvir. E quando a sua antiga mentora está deitada ao seu lado na sua cama, com o peito excitado por si a pender até roçar na colcha, com a respiração a colar à sua face, com as mãos molhadas pelo seu íntimo, custa-lhe ouvir aquilo que Manuela disse. E nem a própria Ana julgava que afinal, era indiferente que a mulher o confessasse. Porque agora, ela tem outras convicções.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Era isto que querias ouvir, não era?&lt;/em&gt; - diz Manuela altivamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Era...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu sei que errei. Nunca me devia ter precipitado num julgamento sobre algo que fizeste.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu traí-te, Manuela.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E ele também... No entanto fiquei com ele até ao último dia.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E eu teria ficado contigo para sempre...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Por favor, volta.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que eu sou hoje foste tu que me ensinaste. Foste tu que criaste a vida que tenho hoje. E não a quero trocar. Pouca coisa me faz querer trocar esta vida que tenho.... Mas não posso voltar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não vai mudar nada... Terás todas as regalias, as que achas que deves ter... eu mudo as regras que tiver que mudar...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Adoro o sitio onde moro, Manuela. Este é o sítio onde trabalho e onde me sinto livre.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Volta, Ana. Peço-te.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, elas irão voltar a envolver-se. Irão tornar aquela noite interminável. E mesmo que tudo possa ser derradeiro, Ana não vai voltar. Vai ficar na cama onde sente poder controlar aquilo que faz e que sente. Fazer amor com a mulher de cinquenta e poucos anos conduz o seu corpo a uma sensação de pureza. Olhar a sua antiga patroa frontalmente fá-la reconhecer o quanto aquela mulher foi importante na sua vida. Ouvir as palavras dela parecem sempre novos ensinamentos. Mas como em qualquer escola, esta aluna cresceu. Tornou-se independente e acima de tudo triunfadora, na sua forma única de consagrar o seu corpo e a sua alma. Não será Manuela a demovê-la dos seus desejos. Mas entre estas mulheres ficará sempre uma ligação tão profunda como o que construíram.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-7842099752147114486?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/7842099752147114486/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=7842099752147114486&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7842099752147114486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7842099752147114486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/escola-de-mulheres.html' title='Escola de mulheres'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-7061087655165983246</id><published>2008-05-09T14:36:00.003+01:00</published><updated>2008-12-29T14:42:50.919Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1º esq.'/><title type='text'>Coppélia</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 29-12-2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dança-se sobre a ideia de uma troca de parceiros. Actua na incerteza do amor exclusivo. Interpreta a desconfiança e o ciúme, a paixão e a fantasia, a vingança e a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;redenção&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Coppélia&lt;/span&gt; é um ballet com uma dose de comédia, outra de sentimentalismo e uma pitada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;surrealidade&lt;/span&gt;. Estreada em Paris no século XIX, foi o ballet mais representado na Ópera &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Garnier&lt;/span&gt;, na Cidade- Luz. Conta a história de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Swanilda&lt;/span&gt; e o seu noivo, Franz, que se interpõem na vida do Doutor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Coppelius&lt;/span&gt;, que fabrica brinquedos e tem fama de bruxo, bem como da sua boneca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Coppelia&lt;/span&gt;, tão semelhante à carne humana. A curiosidade e o fervor do que se quer revelar misturam estas quatro personagens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem são estas pessoas que se coincidem numa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;traição&lt;/span&gt; simultânea ao casamento? Que novidade proibida é esta que os tornam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;insanes&lt;/span&gt; por um objecto de desejo tão pessoal, tão escaldante, tão perigoso, tão real? Repete-se agora a dança que Helena e Rodrigo dançaram com os seus amantes, casados um com o outro, a sete minutos das cinco. Quem são eles? Mário é um médico de clínica geral, com um consultório privado na baixa da cidade. Casado há quase vinte anos com uma mulher que lhe deu uma concepção de família, dois filhos lindos e uma estabilidade paralela à sua carreira de sucesso. Colecciona amantes dentro do seu consultório, experimentado aventuras sexuais que se guardam no segredo da sua imagem social. Ainda assim, preza em esforçar-se para que o seu lar seja uma riqueza de sentimentos. Anabela é a devota esposa deste médico. Dona de casa por gosto mas também dedicação, acumula funções &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;escriturárias&lt;/span&gt; numa firma de construção civil que pertence aos seus progenitores. Assim, tanto pode ter um inusitado avental a cobrir-lhe o corpo como pode evocar as curvas do seu corpo num fato clássico mas também ousado. Os filhos, esses, trouxe-os ao mundo na forma de casal e todos os dias servem para espelhar a imagem que ela quer dar de si mesma. Nos seus segredos mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;íntimos&lt;/span&gt;, guarda uma mão cheia de amantes, resgatados nas triviais tarefas diárias de uma mãe e esposa e que se escondem nos libertinos horários que o divergem do marido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Helena é mais uma das belas mulheres que acorreu ao consultório do Dr. Mário, em busca de uma consulta dispendiosa, mas privilegiada. Começou com o rumor que Helena ouviu de uma amiga de sessões de cabeleireiro, sobre um médico maduro e sensual. Avançou com uma anormal queixa do seu filho mais novo, no joelho dorido. Penetrou no arrebatamento que ela sentiu ao estar diante dele, sentindo a mão direita possante do médico quando o cumprimentou e um olhar devorador em todo o tempo da consulta. Confirmou-se quando ele passou a mão sobre a coxa descoberta dela, por debaixo da sua secretária, com o paciente adolescente ali mesmo ao lado. Gerou-se quando Helena voltou sozinha para receber os resultados dos exames do seu filho. Eles eram casados e desejavam ter em comum a ânsia de serem apaixonadamente infiéis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rodrigo é o amante maduro de Anabela. É ele que tem aquele ar de homem sério, comprometido mas infiel. Atrevido mas com telhados de vidro. Os outros são apenas pedaços de um homem perfeito que a mulher tenta encontrar em todo o esplendor no seu marido. Desde o jovem universitário que se torna incansável no saciar das suas frenéticas sedes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;libidinosas&lt;/span&gt;, até ao depravado talhante que lhe satisfaz as mais mordazes fantasias sexuais. Começando no vizinho reformado que faz pequenos arranjos no apartamento e no seu corpo obscuramente lascivo, terminando no inexperiente mas encantador colega de trabalho, recentemente casado com uma jovem católica praticante. Mas Rodrigo é diferente de todos estes amantes. Para Anabela, ele é o intermédio dos outros amantes, porque lhe traz um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;equilíbrio&lt;/span&gt; de sensações proibidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quis entrar quase &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;imperceptível&lt;/span&gt;. Ainda assim, teve que enfrentar a assistente do Dr. Mário, uma mulher de cinquenta anos, gélida mas consciente do carácter debochado do consultório onde trabalha. O seu posto de trabalho está assegurado pelo sigilo que ela se compromete em manter de cada vez que permite uma mulher como Helena em entrar pela porta atrás de si. O médico recebeu-a com o mesmo olhar penetrante, com um indesmentível gozo de quem sabe receber. Helena entregou-se como quem pagou para ter aquele homem. Deixou que o seu corpo se tornasse frágil, maneável e volátil. Despiu o casaco, evidenciando a suavidade da sua roupa, descaradamente fácil de retirar. Atrás do biombo branco, Mário abriu a blusa branca da amante e invadiu a mulher com as suas mãos quentes e carinhosas, num abraço intenso, embrulhado na respiração ansiosa dela. Por detrás desse biombo, o doutor examinou a tesão de Helena, certificando-se que os seus seios estavam a arder de desejo. E ela pertencia a todo o querer do seu amante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conheceram-se no sapateiro, dois quarteirões acima do Edifício Magnólia. Ela rebuscou um olhar inocente, ele desvendou-lhe a alma sensual e feroz. Partilharam o atendimento do velho por detrás do balcão e imaginaram um beijo voraz em qualquer sítio, desde que fosse imediato. Os sapatos estavam remendados, pela segunda vez no espaço de uma semana. Rodrigo lançou um sorriso indiscreto e vislumbrou toda a postura feminina. Ela não tinha o avental vestido, nem tão pouco o fato profissional. Ainda assim, Anabela mostrava o seu corpo maduro, os seus gestos sábios, o seu peito firme. Regressar pelos dois quarteirões é suficiente para Anabela se sentir novamente conquistada pela adrenalina do seu amante. Subir até ao 1º esquerdo justificava-se na necessidade de extravasar a volúpia sentida em todos aqueles passos. Rodrigo voltou a beijá-la após fechar a porta, com a garantia de que tão cedo ninguém regressava à sua casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No ballet, o casal pode fingir ser outro alguém. Nem que fosse para perceber até onde é que consegue chegar. Nem que para isso tenha que surgir algo de diferente na sua vida, algo que revele uma outra personalidade desconhecida. Em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Coppelia&lt;/span&gt;, a jovem procurou disfarçar-se de boneca, deixando-se entregue aos caprichos do Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Coppelius&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O divã do consultório excitava Helena. A ideia de fragilidade, de inocência, de permissão preenchia as fantasias da mulher. A sua blusa branca estava presa junto aos cotovelos, ainda que o seu soutien &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;bordeuax&lt;/span&gt; já se estendia no chão. Os seus mamilos arrebitavam em bico, oferecendo-se ao fervor do doutor que a empurrava agora em direcção à cama &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;clínica&lt;/span&gt;. Ao mesmo tempo, ele puxava-lhe a saia azul para cima, fazendo-a escorregar pelas coxas meigas de Helena. A mulher casada sentou-se sobre a cama, aguardando os gestos do seu amante. Mário colocou-se vagarosamente entre os joelhos dela, acariciando as mamas excitadas da mulher. Aproximou a sua face do pescoço dela e empurrou-a delicadamente para trás. Leve como uma pena, Helena deslizava os seus membros como um fantoche. As suas nádegas escorregavam pelo tecido da cama, enquanto a sua perna esquerda se erguia ligeiramente. O seu sapato de salto alto descolou-se do chão e cada vez mais, Helena era volátil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Anabela tinha um peito desconcertante. Assim que ela retirou a camisola de algodão bege, os seios volumosos e descaídos pularam diante do olhar de Rodrigo. Brancas, suaves, com uma ténue transparência dos seus quarenta e alguns anos, mamilos da cor do cabelo curto e castanho claro, as mamas reservavam uma sensualidade invulgar. Misturavam a sua aparência maternal com uma postura apaixonada, evidenciando uma pureza fictícia. O peito de Anabela clamava para ser tocado, para ser beijado, para ser comido, para ser devorado. O peito da mulher casada, mãe de dois filhos e objecto de desejo de tantos amantes, era um tesouro que só ela sabia guardar. A varanda do apartamento de Rodrigo tornava-se um lugar inusitado para despir uma amante fogosa. Ela estava sentada num pequeno banco, encostado ao muro. Conseguia encostar o pescoço no parapeito daquele espaço aberto. Não era de todo impossível que alguém pudesse avistar Rodrigo a retirar calmamente as calças femininas e perceber o que o inquilino estava prestes a fazer. Mas Anabela não se importava. Encantava-se com as mãos dele que entretanto retiravam as cuecas brancas da mulher casada. Ajoelhado no chão, ele aproximou-se do peito da amante e colou a boca no vale apertado, entre as mamas que ele ousou segurar com veemência. Anabela abraçou a cabeça dele e apertou-o contra o seu peito rijo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;entesado&lt;/span&gt;. As mãos de Rodrigo apalparam as nádegas ligeiramente flácidas da mulher, mãe de filhos. As pernas dela abriram-se e permitiram que a ponta dos dedos dele começasse a deleitar os seus lábios vaginais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Coppelius&lt;/span&gt; enfeitiça a sua falsa boneca. Torna-a parte do seu mundo surreal e fá-la dançar no interior da sua casa. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Swanilda&lt;/span&gt; entende o que é ser manipulada, mas também admirada. Franz aguarda cá fora pela verdadeira boneca doce e cantante. Ainda encantado por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Coppelia&lt;/span&gt;, não deduz que o seu deslumbramento o cega da outra realidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não havia pressa, mas também não era pretendido que fosse longo. Helena estava à mercê dos caprichos do seu doutor. A sua perna direita erguia-se o mais alto que podia, encostada ao peito do médico. A perna esquerda procurava tocar o chão, equilibrá-la na cama e manter o caminho aberto para que o sexo do seu amante a penetrasse incessantemente. Os seus braços estavam limitados pelo pedaço de tecido branco que ainda não tinha sido do seu corpo. Ainda assim, a mão esquerda segurava o seu corpo, pressionada no colchão da cama clínica. O seu tronco estava assim numa diagonal que lhe permitia sentir cada entrada dele no seu intimo. A mão direita de Helena apoiava-se no pescoço do médico, para que ela não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;caísse&lt;/span&gt;, mas ao mesmo tempo demonstrando o quanto ela se deliciava com cada penetração. Porque Mário entregava toda a sua dedicação à mulher que ambicionava meia hora da sua consulta. De pé, ele exercitava a sua cintura de forma a que cada penetração parecesse imensa, trouxesse calor ao interior do sexo feminino e colocasse Helena nas nuvens. E ela gemia quando isso acontecia. Ela soltava dos seus pulmões a reacção mágica às maravilhas que o pénis duro e longo de Mário trabalhava dentro de si. Como dois loucos, o médico e a mulher &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;fodiam&lt;/span&gt; sem parar. Não havia sequer um limite imposto. Ele queria devorá-la. Ela só queria que aquilo jamais terminasse. A face dela derretia, o seu pescoço suava rios de prazer e as mamas desfaziam-se tal era a intensidade exercida pelo seu corpo. O sexo de Mário preenchia a sua rata e ela julgava que ele nunca mais ia parar de inchar. O médico era incitado a não cessar o ritmo das suas penetrações. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Fodia&lt;/span&gt; a mulher madura, tão semelhante a si, como se fosse a última vez que lhe fosse concedido um momento assim. Apenas e só com as calças dobradas nos tornozelos, Mário segurava o corpo da mulher pelas costas, sugando por vezes os seios molhados e morenos da mulher. Na proibição do lugar, do momento, da acção, Helena incitava o doutor a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;fodê&lt;/span&gt;-la. Procurava olhá-lo nos olhos, mas a cópula era tão vibrante que todo o seu corpo estremecia de cada vez que ele se aprofundava dentro dela. Mário sentiu a mulher encharcada e guardou as últimas forças para aquele espaço de tempo em que Helena sentiu uma tontura vertiginosa e o sexo dele a explodir dentro de si.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já tinha acontecido anteriormente. Aquela varanda experimentou o desejo carnal entre marido e mulher por um bom punhado de vezes. Mas nunca outrora Rodrigo se sentiu tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;descomplexado&lt;/span&gt; em provar uma mulher casada num lugar tão inusitado dentro do seu apartamento. E a mulher que estava bela e nua diante de si, não era a sua esposa. Era a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;conjugue&lt;/span&gt; de outro alguém que ele desconhecia. A carne que se entregava a si, aberta e com um aroma único, era uma amante que tinha tanto a perder como ele próprio. Por isso, ele não hesitou em colocar a sua boca na vagina húmida e bonita, que por uns momentos lhe pertenceu. Anabela apertou as coxas contra a cabeça dele, demonstrando que não estava receosa do que poderia acontecer. Ela acariciou os cabelos do homem e fez pressão com os dedos na nuca dele. Rodrigo tinha um convite para lamber o sexo saboroso. Porque os seus lábios sentiram logo a divindade daquela rata madura. A sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;lingua&lt;/span&gt; deslizou por entre os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;folhos&lt;/span&gt; vaginais e as suas papilas gustativas sentiram os sucos deliciosos do âmago da mulher. E Anabela tremeu. As suas mamas pressentiram os gestos de prazer que eram entregues àquele corpo. Os mamilos pareciam florescer e o vale do peito começou a suar. Anabela soltou um sorriso, cerrou os olhos, e deixou-se levar por aquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;minete&lt;/span&gt; soberbo. A sua nuca quase que se encostava na parede atrás de si. Apesar de não estar na sua casa, ela não receava que alguém pudesse ver ou surgir de dentro de casa. Aquele era o seu momento. Ela estava a ser lambida, a ser tocada, a ser mimada. Naquele instante em que a língua do homem fazia cócegas alucinantes no seu clitóris, Anabela tinha em mente que só o seu amante maduro, esse que equilibrava a sua sede sexual, lhe poderia lamber como Rodrigo o fazia. Ela tinha vontade de se tocar, de levar os seus dedos a segurarem aquele deleite. Mas deixou esse pormenor à aptidão e fome do anfitrião. Rodrigo comia a rata. Mas devorava-a num jeito que ele não se recordava de querer. Porque colado à sua boca estava um sexo diferente. Maduro como o da sua esposa, sem dúvida. Molhado como a grande maioria das suas amantes proibidas. Ardente como qualquer mulher que ele deseja. Mas Anabela expelia de si uma magia que o enfeitiçava. Ela era tão somente uma mulher que palpitava o coração da mesma forma que o seu. Rodrigo sabia que à noite podia experimentar algo semelhante. Mas ele queria que fosse diferente. E tornou-o diferente. Rodrigo fez um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;minete&lt;/span&gt; memorável até Anabela demonstrar que só ele a poderia lamber assim. O orgasmo que ela preparava para exaltar era a prova de que no adultério não há lugar para fingimentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Swanilda&lt;/span&gt; temeu os encantamentos do Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Coppelius&lt;/span&gt;. Sentiu o seu corpo tremer com o pressentimento de que se ela pode desejar ser uma boneca, também o seu noivo pode desejar ser uma boneca. Na iminência desta preocupação, o mágico e fabricante de brinquedos preferiu afastá-la. Voltou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;pô&lt;/span&gt;-la no sítio onde a descobriu e no seu pensamento clamou pela presença da sua boneca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Helena mal se conseguia mexer. Exausta com o esforço físico e emocional, procurou recompor-se. Sentou-se na cama onde o médico acolhia os pacientes e tentou perceber como podia voltar a vestir a camisa. Também Mário levou algum tempo a encaixar a realidade. Levantou as calças com o sexo ainda molhado e fixou o olhar na mulher a quem ele tinha acabado de dar um prazer imenso mas arriscado. Helena tinha a face ruborizada e ainda estava a ajeitar as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;cuequinhas&lt;/span&gt; quando o seu fervoroso amante se sentou calmamente ao seu lado...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Anabela parecia a mulher mais feliz do mundo. Tinha aquela sensação de que as suas energias se convergiram no seu sexo para depois explodirem por todo o seu corpo numa plena vitalidade. Para a convidada do inquilino do 1º esquerdo, os pequenos problemas da sua vida podiam aguardar. Rodrigo, o homem que a lambeu sem pudor, ergue-se e fez-lhe uma leve caricia nos seus seios frenéticos. Ele encostou-se ao muro da varanda, deixando a cabeça da mulher encostar-se à sua perna. Por uns segundos, Anabela abriu os olhos e inspirou fundo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ele tem uma amante...&lt;/em&gt; - confessou Anabela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vou deixá-la...&lt;/em&gt; - soltou Mário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Acho que até deve ter várias...&lt;/em&gt; - disse Anabela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não suporto a ideia de que ela me possa enganar...&lt;/em&gt; - desabafou Mário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não sentes o mesmo?&lt;/em&gt; - perguntou Anabela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Nunca achaste que ele também te enganava?&lt;/em&gt; - questionou Mário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tanto Helena como Rodrigo ouviram as confissões dos seus amantes com um nó na garganta. As incertezas que tanto Mário como Anabela detinham, foram e iriam continuar a ser os seus maiores tormentos. O casal que os inquilinos infiéis do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Edifício&lt;/span&gt; Magnólia procuraram para satisfazer os seus caprichos fantasiosos eram o espelho do que eles sentiam. E no momento em que procuravam formular uma resposta, Helena e Rodrigo sentiam-se como o espelho de Anabela e Mário. Também eles desconfiavam da infidelidade do parceiro. Também eles eram culpados. Também eles pensaram terminar tudo, sem sequer meditar sobre o que havia a perder. Depois de alguns momentos de silêncio, Helena puxou a saia para baixo, recompondo-se dentro do que era possível. No instante em que ele recolheu a roupa da sua amante, Rodrigo aproximou-se dela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A vida continua... Todos nós queremos ter amantes... Tu não és mais perfeita do que o teu marido...&lt;/em&gt; - respondeu Rodrigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tu não vais querer perder aquilo que tens...Agora apetece-te deixá-la, mostrar-lhe que ela é uma cabra e que nunca te amou...&lt;/em&gt; - respondeu Helena.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Nunca vais deixar de cobiçar outros homens...e vais sempre pensar que ele come outras mulheres...&lt;/em&gt; - continuou Rodrigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Amanhã vais perceber que a única mulher que te pode amar é aquela que no silêncio te pode perdoar...esquecer...ignorar...&lt;/em&gt; - continuou Helena.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Somos todos iguais...&lt;/em&gt; - concluiu Rodrigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não somos melhores do que eles...&lt;/em&gt; - concluiu Helena.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No pecado de querer algo mais do que se conquistou, eles fecham os olhos ao que fazem, julgando que cometem adultério para justificar o que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;outrem&lt;/span&gt; também faz. Mas tudo isto é um ciclo vicioso e eles só procuram uma desculpa. Anabela e Mário apenas têm uma vida demasiado igual a eles próprios e jamais seriam um espelho perfeito para se olharem e redimirem. Ainda assim, o desejo ultrapassa qualquer culpa. Helena sai do consultório com o pescoço húmido, a face ruborizada e a blusa com botões mal presos. Cumprimenta a assistente desconfiada e cúmplice e termina a sua consulta com um sorriso na face. Rodrigo despede-se da amante com um beijo quente nos lábios fervorosos femininos. A sua boca irá manter aquele sabor cremoso até ao final da tarde, minutos antes da sua adorada esposa chegar a casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Franz acordou do encantamento e subiu até à casa do Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Coppelius&lt;/span&gt;. Encontrou a sua noiva na varanda, sozinha. Ambos perceberam que uma boneca, irá ser sempre fruto de uma imaginação. O que os olhos não vêem, perdoam, esquecem. Assim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Swanilda&lt;/span&gt; aceita receber o seu noivo nos seus braços. E apesar de Franz e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Swanilda&lt;/span&gt; alcançarem o auge do amor que ainda os une, a magia de terem experimentado uma outra alma encantada atravessou para sempre as suas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-7061087655165983246?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/7061087655165983246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=7061087655165983246&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7061087655165983246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7061087655165983246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/copplia.html' title='Coppélia'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-5863510589722644188</id><published>2008-05-08T14:34:00.013+01:00</published><updated>2008-11-18T20:44:20.427Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3º esq.'/><title type='text'>A Casa da Cascata</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 11-11-2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;sitios&lt;/span&gt; que nos fazem sentir bem. Há espaços que tornam a vivência mais inspiradora. Há recantos construídos com um espírito inovador, feitos a pensar na comodidade, mas acima de tudo, desenhados para serem únicos e especiais. A Casa da Cascata é uma obra do arquitecto americano, Frank &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Lloyd&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Wright&lt;/span&gt;. Foi &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;construída&lt;/span&gt; em 1936, nos Estados Unidos da América, com o intuito de servir de casa de férias de um homem de negócios, mas dado o seu carácter revolucionário foi transformado em museu. O que a demarcava de todas as outras obras arquitectónicas era a sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;envolvência&lt;/span&gt; com o meio florestal e possuir uma queda d'água que corria por debaixo da casa. O aspecto estético hoje pode ser considerado vulgar, mas na época foi uma quebra com as correntes arquitectónicas existentes. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Fallingwater&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;House&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; é um lugar que respira tranquilidade, imponência e uma peculiar sensualidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A casa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt; no Edifício Magnólia tornou-se parte essencial da vida deste empreendimento. Criou um espaço de lazer consignado a todos os moradores. Permitiu proporcionar momentos relaxantes a cada um dos utilizadores. Trouxe novas experiências aos já ousados inquilinos, especialmente para aqueles que nunca imaginavam uma piscina interior e todo o equipamento envolvente, como um local de fantasias excêntricas. Quando a administradora do condomínio propôs a construção de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt; no topo do Edifício, os inquilinos consideravam-na louca. Agora, eles assumem a loucura de querer gozar naquele espaço, quantas vezes a imaginação lhes permitir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rafael delira com a casa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt;. Vive-a quantas vezes puder. Sonha das formas que for possível. Reserva o seu lugar quase todas as semanas. Seja para um prolongado banho no chuveiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;retemperador&lt;/span&gt;. Seja para um mergulho sublime na água borbulhante do tanque. Seja para trazer companhia que possa entender a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;surrealidade&lt;/span&gt; que ali dentro se pode viver. Ao final da tarde, a luz ainda entra pela janela diagonal. Ele ainda está vestido com a indumentária profissional. Chegou há dez minutos do clube de equitação e entra com a ansiedade a brotar da sua pele. Ao seu lado vem Carolina. A jovem amante do inquilino do 3º esquerdo quis conhecer a outra face do Edifício. A irmã da outra jovem amante de Rafael quer voltar a entregar-se aos caprichos escaldantes do homem. E tudo decorre como ela pretende. A sós com ele, Carolina percepciona que o lugar espalha a mesma magia sensual que a fez seduzir por Rafael, no Espaço Magnólia. A piscina é apelativa, o chão é tépido e a tranquilidade reina de uma forma surreal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É para aqui que queres trazer a minha irmã? -&lt;/em&gt; atira Carolina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Como é que?!!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Somos unha e carne...Sempre o fomos...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Então porque é que estás aqui sozinha?...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pertinência da questão desarma a mulher. Carolina, a faceta mais madura das duas irmãs percebe que Rafael não tem rodeios. Ela está ali e a irmã não. Ela quer o homem e não consegue sequer criar um jogo persuasivo. Ele tira a camisola suada e chega-se junto a ela. As mãos femininas colam-se à pele húmida do amante. Um sorriso transparece o desejo consumado dela em deter o homem, antes mesmo da sua irmã chegar. Rafael é impulsivo. Rafael é inusitadamente atrevido. Não há nada a enganar. Carolina teve ciúmes por ele ter combinado um encontro no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt; com Alexandra. Carolina queria confrontar o amante com a curiosidade. A resposta dele, quanto ao facto de a querer comer, estava na forma como ele abre violentamente a blusa da mulher jovem. Ela solta um suspiro. Ele sorri ao ver Carolina com o soutien branco e com o peito erguido. Envolve as mãos na cintura dela e cola os lábios no cimo do vale dos seios. Carolina salta para o colo do homem aguerrido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Fode&lt;/span&gt;-me...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Ohhh&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;fode&lt;/span&gt;-me, Neves!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele transporta-a até ao chuveiro peculiar da casa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt;. Deixa a porta de vidro entreaberta e encosta-a na cadeira longa de madeira. Puxa as calças de ganga dela com &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;ímpeto&lt;/span&gt;, deixando a mulher jovem com o soutien e as cuecas. Apesar de ter as ancas largas, ela exalta uma figura excitante e apelativa. Rafael abre a torneira de água quente, que molha imediatamente todo o corpo de Carolina, ainda com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;lingerie&lt;/span&gt; vestida. Ela solta um gemido, sentido que a água desperta toda a sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;libido&lt;/span&gt;. Demasiado depressa. Ele está sentado na cadeira e acaricia as nádegas da mulher. Os dedos dele parecem penas a escorregar junto às &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;virilhas&lt;/span&gt; femininas. Os lábios dele passeiam no ventre dela, junto ao elástico das cuecas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Era a minha irmã que devia estar aqui, não era?...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Uhm&lt;/span&gt;??!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A dúvida de Carolina mantém a pertinência dos curtos rasgos dialogais. Enquanto Rafael beijava as cuecas, junto ao sexo dela, a mulher provocava o seu amante. Na verdade, ele passou a tarde inteira a imaginar a forma como iria receber Alexandra. Com dois dedos, Rafael puxa as cuecas para o lado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Ohhh&lt;/span&gt;!!...Era ela...Era ela que querias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;foder&lt;/span&gt; aqui...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...era!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele entra no jogo e quando descobre os lábios vaginais de Carolina, lança o que a sua imaginação processa. Passa levemente a língua pela fenda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;erógena&lt;/span&gt; da mulher jovem e ergue o olhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ias meter-lhe os dedos?...Assim?!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Então?!...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Uhm&lt;/span&gt;?!!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ia encostá-la aqui...Exactamente como estás agora...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E depois?!....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desviava as cuecas dela e enfiava-lhe...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O dedo?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Cabrão!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto dois dedos de Rafael escorregam por entre os lábios vaginais molhados, Carolina delicia-se com a água que lhe escorre pelos cabelos, pelos ombros, pelas costas, pelos seios ainda cobertos pelo soutien. Ele masturba-a, mas não deixa de atentar no que a amante poderá estar a imaginar sobre a sua irmã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não a tocavas?!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu sei que ela ansiava para que eu a penetrasse...Para que eu a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;fodesse&lt;/span&gt; assim de pé...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás a mentir!... A minha irmã gosta de ser tocada..ohhh...assim como o estás a fazer...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ela já não precisa...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Porquê?!...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Ohhh&lt;/span&gt;!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ela já se tocou... Enquanto estava ao telefone comigo...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Aaahhh&lt;/span&gt;!!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rafael volta a escorregar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;lingua&lt;/span&gt; pelos lábios vaginais inchados de Carolina, roçando brevemente pelo clitóris. Apalpava com a mão direita as nádegas redondas dela, ao mesmo tempo que a mulher colocava a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;perna esquerda&lt;/span&gt; sobre o ombro dele. O duche era mesmo relaxante. Parecia que ela era lambida por debaixo de uma cascata surreal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;fodê&lt;/span&gt;-la... Vou penetrá-la profundamente até sentir que ela treme toda...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E depois?!...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Ohhh&lt;/span&gt;... E depois??...O que lhe fazes, Neves?!!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vou agarrar-lhe os seios e prolongar aquela tesão toda. Vou encher-lhe a rata e não saio...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ohhh....mais...mais!!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ela vai sentir-se cheia...vai querer que eu me venha...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos intervalos em que Carolina geme, Rafael coloca a boca na rata da mulher. Puxa o clitóris dela apenas com os lábios e suga toda a excitação da mulher. Ele sente-la frenética. Sente que ela está a vibrar em toda a pele, em cada pedaço do seu corpo. As mãos dela seguram o cabelo dele pela nuca. Empurram a cabeça do homem para dentro de si. E quando a língua invade a doce profundeza de Carolina, ela solta um gemido forte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ohhhh!...Cabrão!...Vais comê-la por trás?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Uhmmm...Sim!...Vou virar o corpo dela, passar os meus dedos por entre as pernas....&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;uhmmm&lt;/span&gt;... e sim...Vou enchê-la por trás...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Aaahhh...oohhh...és louco!...Ohh...És louco!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...e eu vou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;fodê&lt;/span&gt;-la até ela gritar! Vou encher as minhas mãos com as mamas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Cala-te!...Ohhh...Cala-te e come-me...Come a minha rata, por favor!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rafael está excitado com a cena. O corpo encharcado e húmido de Carolina. A posição que ela ostenta. A entrega que ela se predispõe ao ter a rata mesmo diante da boca do amante. Quando a mulher alcança o auge da sua excitação, ele enterra a boca ainda com mais intensidade. A tensão na perna de Carolina é evidente. Ela está a vir-se. E não sabe se é a forma como a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;língua&lt;/span&gt; dele invade a sua vagina, se são os dentes dele que seguram o clítoris inchado, se é a imaginação dela que a transporta para um estado de demência excitante. Imaginar a irmã a ser penetrada e tocada naquela cadeira inovadora, deixa Carolina fora de si. Mais do que ciúmes, mais do que a ideia de que tal poderá mesmo vir a acontecer. A irmã de Alexandra adorava estar presente para ver a cena. Talvez a excite mais do que aquela masturbação fenomenal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rafael entrega-lhe uma toalha. Ela tomou um duche peculiar. Com alguma vergonha, ela retira as cuecas. O clima intenso já serenou. Ele estava de pé e tirava também as calças, imensamente encharcadas. Olhava para a sua amante, que se despe totalmente, ao tirar o soutien. As mamas molhadas dela transpiram sensualidade. Mas tudo parecia aligeirar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desculpa!...Não posso mesmo faltar...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Se tens que ir...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tenho...E acredita que adoraria ficar aqui...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carolina acaba de se limpar com a toalha e vai buscar as suas roupas. A caminhar nua pela casa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt;, ela sabe que a irmã pode surgir a qualquer momento. Afinal, a mulher jovem está &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;definitivamente&lt;/span&gt; com pressa. Mais do que uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;rapidinha&lt;/span&gt;. Carolina trouxe Rafael para um devaneio emergente. E a masturbação que ele lhe ofereceu foi uma ofertada minada. Ela volta a aproximar-se dele e arranca-lhe um beijo. Ele olha para ela, sabendo que raramente teve tanta excitação com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;minete&lt;/span&gt;. A sua efémera amante volta a sair do seu espaço, encantada com a magia do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-//-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O homem mantém os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;boxers&lt;/span&gt;. Ainda não teve a astúcia de os retirar. Aguarda pelo melhor instante para o fazer. Está sentado no pequeno degrau da piscina redonda. A água borbulha no seu peito. O ar está imensamente húmido, tornado a respiração um processo mais rígido. Sobre as suas coxas, Rafael tem a jovem mulher sentada ao seu colo. Alexandra chegou sete minutos depois da irmã ter abandonado o topo do Edifício Magnólia. Os braços da irmã mais nova de Carolina apoiam-se nos ombros do inquilino. Os cabelos de Alexandra ainda estão secos, apesar de carregarem o vapor do ambiente. Ela está nua, tendo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;espalhadas&lt;/span&gt; no chão as suas roupas. A jovem amante do professor de equitação está impaciente. Aguarda pelo momento em que ele lhe possa entregar o prazer que está implícito na sua face. Eles trocam o olhar, parecendo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;comunicar&lt;/span&gt; desejo entre ambos. As mãos de Rafael, que seguram as costas macias dela, deixam o corpo dela pender para trás. Os enormes seios de Alexandra apresentam-se viçosos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;entesados&lt;/span&gt;, perante a atenção do homem. Ela deixa que o cabelo mergulhe na água. Jamais ela poderia imaginar um lugar tão intenso, como o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt; onde Rafael a trouxe. Ele descreveu-o ao telemóvel, duas horas antes. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Disse&lt;/span&gt;-lhe que era possível concretizar as fantasias sexuais que só residem nos sonhos que ocorrem em ilhas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;paradisíacas&lt;/span&gt;. Os dedos de Alexandra cruzam-se por trás do pescoço do homem, suportando peso do seu corpo que quase flutua na linha de água borbulhante. O sexo do homem roça por entre a sua rata, mas ainda cobertos pelo pedaço de tecido. Ele não consegue descrever para si mesmo o calor que brota daquela vagina. Ela olha para a janela surreal e apercebe-se do cair da noite. Inspira fundo e cerra os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Fodeste&lt;/span&gt;-la mesmo?...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É inevitável. Carolina era incapaz de suportar estar cinco minutos sem contar à sua irmã a aventura que teve com Rafael. Mas era também incapaz de lhe contar tudo o que ocorreu dentro daquele espaço. É esse desconhecimento que faz palpitar o íntimo de Alexandra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Diz&lt;/span&gt;-me...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Fodeste&lt;/span&gt;-la aqui?...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Aqui?!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...Comi a tua irmã dentro desta piscina....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Como?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ... Como?!!....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alexandra ergue de novo o corpo dela. Coloca o peito saliente e palpitante junto à cara de Rafael. Acaricia levemente os cabelos do homem, mas não deixa de transparecer um ar apreensivo. A curiosidade devora o seu estado. A mão do professor escorrega por debaixo da água nas coxas fofas da jovem. Vazia de roupa por entre as pernas, Alexandra sente os dedos do amante a roçarem nos seus lábios vaginais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ela pediu-me...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Pediu o quê?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estava demasiado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;entesado&lt;/span&gt; para não o querer...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Pediu o quê, Neves?!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ansiedade acumula-se no peito de Alexandra. A mão esquerda de Rafael apalpa o seio dela, esfregando o bico &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;entesado&lt;/span&gt; na palma da mão. A mão direita já se apoderou do sexo feminino. E o leve gemido dela estava no intervalo entre a surpresa da acção que possa ter decorrido com o amante e a irmã, e a introdução do polegar masculino dentro da sua rata inchada. E assim que o dedo escorregou profundamente na vagina, ele olhou a jovem com um toque de malícia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A boca dela sugou-a...Uhmmm...Tinha assim os lábios como os teus...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A minha irmã pediu para te chupar?!!!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E ela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;fê&lt;/span&gt;-lo?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Aqui?!!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- No preciso sítio onde estou sentado...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não pode ser....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Durou alguns segundos. Mas ela aguenta muito bem com a cabeça debaixo de água....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Gostaste?!...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Uhmmm&lt;/span&gt;?!!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ser chupado debaixo de água?...Delirei...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E agora Alexandra era possuída por uma fantasia emergente. Uma ideia chocante, na medida em que parece ter sido estonteante, ver Carolina chupar aquele homem, em lugar tão inusitado. Mas Rafael estava a ser trapaceiro. Nada daquilo tinha acontecido. Mas enquanto o polegar fazia curtas viagens dentro da rata de Alexandra, ele não deixava de pensar que poderia ter sido poderoso receber sexo oral da mulher jovem. Talvez tão bom como sentir os lábios carnudos de Alexandra a abocanharem a sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;picha&lt;/span&gt;. Todavia, neste instante, Rafael está entretido com a rata daquela irmã. E ele sente que pode continuar assim até anoitecer por completo. Penetra várias vezes por entre os lábios grandes e estimula o sexo de Alexandra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Ohhh&lt;/span&gt;...isso sabe bem, Neves....Uhmmm....Não pares!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ela também não queria que eu parasse.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Quando?!! Também a masturbavas?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não?!...Uhmmm...oohhh...não lhe meteste os dedos??&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Só quando a penetrei...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Fodeste&lt;/span&gt;-a mesmo!...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Ohhh&lt;/span&gt;....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Claro que sim....Achas que conseguia resistir àquele rabo?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vocês são mesmo...ooohhh...Podiam ter esperado por mim....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...podiamos...Mas eu queria enchê-la...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alexandra procura ter uma ideia concisa do que pode ter acontecido naquela piscina. Mas não importa o que ela possa imaginar, nunca irá passar disso. Uma intensa e pródiga imaginação. Mas dentro daquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt; climatizado, só Rafael sabe o que verdadeiramente aconteceu. No entanto, a ideia de ter Alexandra na sua mão, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;entesada&lt;/span&gt; e devota ao seu desejo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;fê&lt;/span&gt;-lo prosseguir a inofensiva mentira. Retirou o polegar de dentro da rata dela e introduziu dois dedos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Encostei-a aqui ao muro. Ela quase que se deitou....Consegues imaginar?....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim!!....uhmmm...Sim...Não pares...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Segurei o rabo dela e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;acaricei&lt;/span&gt;-o...A tua irmã tem um....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu sei!...Uhhmmm...Eu sei..ooohhh...está a saber tão bem!!....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Foi tão fácil enchê-la....Se tu visses...Escorregava...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rafael apercebe-se que é mais fácil pôr qualquer uma das irmãs fora de si, se colocar a presença da peculiar cara metade, no meio da cena. Ele deixa o polegar esticado enquanto Alexandra cavalga sobre o colo do amante. O inquilino não conseguia deixar de sorrir, ao mesmo tempo que os seus dedos faziam palpitar a rata da jovem. Ela cerrava os olhos e imaginava a irmã a ser comida naquela piscina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ela gemia...Ela gritava...Ela chamava-me nomes...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Ohhhh&lt;/span&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu sentia-me apertado e empurrava o corpo dela contra a parede...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Neves!...Ohhh...Tão bom!!....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estava tão excitado...O rabo dela apertava-me...E houve uma altura em que não consegui parar...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vieste-te nela?!...Ah?!...Vieste-te nela?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vim-me em cima do rabo dela...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ohhhh!...Neves...Uhm...Neves!!... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Ahhh&lt;/span&gt;!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela descontrola-se. Não pára de cavalgar e abraça-se ao homem. Os seios grandes de Alexandra apertam no pescoço do professor enquanto ela se vem com a masturbação profunda e intensa dele. O polegar roça no clítoris redondo e duro da jovem. Na mente de Alexandra está a ideia da pele suave da irmã a ser salpicada com o sémen do amante que ela partilha. Ao invés, Rafael sente o suco vaginal da convidada a misturar-se com a água da piscina. As paredes do sexo feminino palpitam contra os dedos dele e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;quanto&lt;/span&gt; mais ela salta, mais a bolinha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;entesada&lt;/span&gt; de Alexandra roça no dedo de Rafael e mais a excitação a arrebata. Ela tenta apertar as nádegas, tenta apertar-se contra o corpo dele, tenta suportar a tesão que invade o sexo. Na humidade que se apodera da casa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt;, a carga sexual era frenética. Rafael acaba de masturbar a duas irmãs num espaço reduzido de tempo. Ele nem sequer quer tentar comparar com a primeira noite com as duas mulheres. Possuí-las e fazê-las vir-se em tempos diferentes tornou-se épico. Acordar as fantasias mais profundas, mas ainda assim mais familiares das irmãs revela-se grandioso. E ainda que tudo não passe de duas grandes mentira, é inegável que os três amantes envolveram-se como se estivessem juntos. Alexandra quase viu a irmã se penetrada analmente, numa posição excitante. Carolina tem quase a plena ideia de que a jovem irmã foi penetrada duas vezes na mesma cadeira onde ela se veio. E no fundo, Rafael sentiu que podia mesmo ter possuído as duas mulheres. A seu tempo, as duas irmãs vão confrontar a ténue linha entre realidade e fantasia. Mesmo que não tivesse usado o seu pénis excitado e imponente, Rafael tem a certeza que dificilmente poderia ter levado aquele fim de tarde para uma experiência tão intensa e prazeirenta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-5863510589722644188?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/5863510589722644188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=5863510589722644188&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/5863510589722644188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/5863510589722644188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/casa-da-cascata.html' title='A Casa da Cascata'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-5116450800866295463</id><published>2008-05-07T11:56:00.002+01:00</published><updated>2008-10-21T11:58:17.775+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2º esq.'/><title type='text'>Nua</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 21-10-2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há uma fotografia que guarda o intimo feminino numa concha, explorando toda a sensualidade de uma mulher na sua essência. Não se exibem seios, não se demonstra o sexo e as nádegas apenas e só são sugeridas. A nudez desta fotografia está exposta na melancolia da postura, no obscuro dos sentimentos e na necessidade de carinho que o modelo transmite. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Nude&lt;/span&gt;, de 1936, é uma obra artística de Edward &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Weston&lt;/span&gt;, fotógrafo americano. Pinta numa imagem concreta o invólucro feminino. Molda um objecto sensual numa harmonia gestual, carregado de emoções, segredos e palpitações. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Faz&lt;/span&gt; imaginar uma dança estática, ansiosa e definida. Há uma fotografia, com uma sombra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;indesejada&lt;/span&gt;, que retrata a emoção feminina num único sentimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Espaço Magnólia mistura o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;corrupio&lt;/span&gt; habitual de clientes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;stressados&lt;/span&gt; de um final de tarde com a serenidade do ambiente próprio do estabelecimento, pormenor que o torna num lugar surreal. É &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;possível&lt;/span&gt; relaxar num sofá enquanto funcionários públicos pedem uma sandes mista. Há vagar para ouvir as músicas entoadas na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;jukebox&lt;/span&gt;, ao mesmo tempo que o gestor empresarial bebe o décimo café do dia. Existe tempo para sonhar por entre um batido e uma tosta de queijo, mesmo sabendo que um grupo de jovens fala num tom de voz muito alto. Aqui dentro ainda é assim. A rotina diária pode esperar entre um café e um pedaço de sonho, inscrito nas mesas surreais do Espaço. Lúcia procura o melhor de dois estados de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;espírito&lt;/span&gt; no estabelecimento por debaixo do apartamento onde reside. Para estudar, ela precisa de tranquilidade e abstracção do mundo real. Mas para conseguir absorver o objecto de estudo e consumir as suas potencialidades, a jovem aceita rodear-se dos melhores colegas de turma no seu curso. Lúcia está sentada numa mesa, num dos cantos do Espaço Magnólia. Bebe o enorme batido de morango que lhe arrefece a garganta frenética. Divulga as conclusões da leitura e interpretação de mais uma obra psicanalista às colegas que se sentam na mesma mesa que ela. Três jovens que partilham os conhecimentos com uma das melhores alunas da turma. E desta forma, é possível beber o ambiente do Espaço, relaxando a mente, ao mesmo tempo que se corre em contra-relógio para a assimilação de uma matéria que exige concentração. O ritmo intenso do curso assim o dita. Desde o inicio da tarde que as quatro mulheres debatem os vários pontos de estudo. As amigas de Lúcia já incorporaram a mítica &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;envolvência&lt;/span&gt; do café &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;sitiado&lt;/span&gt; no &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Edifício&lt;/span&gt; Magnólia. Clientes entraram. Clientes &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;saíram&lt;/span&gt;. Pessoas com pressa. Pessoas com tempo. Pedidos rápidos. Pedidos exigentes. Mulheres que trocam segredos. Homens que lêem o jornal. Mas ninguém se mantém tanto tempo dentro deste lugar como as quatro jovens. O cansaço abate-se naturalmente de uma forma progressiva. Há intervalos cada vez maiores. Há conversas que se estendem um pouco mais. Não foi marcada uma hora de conclusão do estudo, mas é notório que a vontade já cessou. Lúcia procura sustentar as poucas forças que lhe restam. Termina a última linha da vigésima segunda folha de apontamentos escrita. Devoção não lhe falta e o seu olhar está &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;embutido&lt;/span&gt; entre o caderno, os dois livros que enchem a mesa e um breve dispersar discreto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Lúcia...ainda não paraste de escrever... -&lt;/em&gt; diz uma das colegas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estou só a acabar este capítulo. -&lt;/em&gt; responde Lúcia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Já é a quinta vez que nos dizes isso...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Quero acabar isto e sair daqui, tanto quanto vocês...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estou farta de olhar para este livro e....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Já repararam na mulher que está ali? -&lt;/em&gt; notou a colega de Lúcia do seu lado esquerdo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Quem?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Shiuu&lt;/span&gt;...Não dêem nas vistas... Ali...Junto à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;jukebox&lt;/span&gt;...Há uns bons vinte minutos que está a olhar para este lado.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que tem? -&lt;/em&gt; pergunta Lúcia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ....O que tem?!!... Não gosto que fiquem a olhar assim para mim... Ainda por cima com uma máquina fotográfica...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uns metros à frente, junto à máquina de música do Espaço, está sentada uma mulher. Sozinha. Sinistra. Lúcia já tinha reparado nela. O olhar disperso da jovem apercebeu-se de uma atenção que estava efectivamente a ser direccionado para a sua mesa. A mulher respira um ar inquietante. Na casa dos trinta anos, mas ainda jovem. Cabelo curto preto, lábios finos pintados num vermelho aguerrido mas ainda assim discreto, e uns olhos escuros penetrantes. Sim. Lúcia já tinha denotado a presença peculiar que mantinha a atenção entre a sua mesa e a máquina fotográfica profissional que segura nas mãos. Parece ajustar as definições da lente ou algo parecido. Parece visualizar as imagens já conseguidas, fazendo uma selecção pessoal. E depois, volta a erguer o olhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Achas que ela está a olhar para alguma de nós? -&lt;/em&gt; pergunta uma das colegas de Lúcia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Porque raio haveria de estar?! -&lt;/em&gt; questiona outra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Provavelmente está a olhar para a rua... -&lt;/em&gt; atira Lúcia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na mesa encostada aos vidros da fachada, as jovens procuram ser discretas. Mas já é demasiado evidente que elas percepcionaram o olhar indiscreto. E quando Lúcia pretendia voltar à sua concentração, o seu olhar encontra-se com os olhos da mulher. Alucinante. Como uma força demolidora que a arrastou, a jovem congela a sua postura. A mão direita pousa sobre o caderno e tal como tantas vezes no Espaço Magnólia, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;surrealidade&lt;/span&gt; invade a sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;envolvência&lt;/span&gt;. Deixa de existir o estabelecimento. As suas colegas parecem não estar ali. Nem sequer a mesa sobra, no mergulho que a sua mente efectuou. O olhar da mulher agarrou-a. Lúcia nunca a viu. Nem sequer consegue ter uma ideia de quem possa ser ou o que queira. Mas no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;fervilhante&lt;/span&gt; movimento do café, a mulher prende a sua atenção. Ela tem um ar casual, muito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;descontraído&lt;/span&gt;. Veste uma blusa de algodão fina, com dois botões abertos, salientado ligeiramente o peito. As mangas estão dobradas quase até ao cotovelo. Nela, resiste uma ideia muito ténue de feminidade. O olhar entre elas não se cruza. Choca. Consome a respiração de ambas. E na intimidade desse olhar é captada mutuamente uma chama que já se desejou numa altura indecifrável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ela está a olhar para a Lúcia... -&lt;/em&gt; refere uma das jovens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Muito esquisito...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Achas que ela é lésbica?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É lésbica.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os comentários das amigas de Lúcia são apenas vozes soltas na mente da jovem. Ela já não está ali. Até mesmo a música que se solta da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;jukebox&lt;/span&gt; se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;desfaz&lt;/span&gt; na concentração imensa no olhar da mulher estranha. Quente, misterioso, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;viciante&lt;/span&gt;. O sorriso da mulher começa a abrir-se ligeiramente. E num gesto muito sereno e descomprometido, a mulher levanta a enorme máquina fotográfica, coloca-a junto à face e aponta-a na direcção da mesa das jovens. Na mente de Lúcia, mais rápido que a surpresa do gesto, mais inconsciente que a interpretação do acto, entra o som trovejante do disparo da máquina. E ela sente-se retratada. A mulher baixa a máquina e liberta o seu melhor sorriso. O ar incrédulo das colegas de Lúcia não pode ser maior. Ainda assim, ela mantém-se calma no exterior. Finge que não deu relevância à acção e volta a cingir o olhar no seu caderno. Mas tudo aquilo já aconteceu. Uma mulher sensual, de aparência &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;arrapazada&lt;/span&gt; e com um olhar magnético, acaba de a fotografar e retirar parte da sua essência para dentro de uma máquina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Lúcia!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que foi?!-&lt;/em&gt; responde Lúcia veemente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que vais fazer?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tenho que fazer alguma coisa?!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A mulher está-se a atirar a ti...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por entre risos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;trocistas&lt;/span&gt;, olhares dispersos e confusos, misturado na confusão do Espaço, Lúcia não sabe o que fazer. Alguém teve a ousadia de lhe tirar uma fotografia no meio de um lugar público, sem a prévia autorização. É proibido, certamente, pensa ela. Mas excitante. E antes que ela pudesse pensar. Antes que ela decidisse se iria levantar-se e repreender a mulher ou ficar calada. Antes que ela conseguisse deduzir o que deveria fazer, a mulher misteriosa levanta-se. Pega numa enorme mala onde devia guardar o material fotográfico e afasta-se da mesa onde tomou o café. O coração de Lúcia pula. O entusiasmo das suas colegas aumenta. E a mulher aproxima-se, no seu caminhar conciso, da mesa das quatro jovens. Há um ambiente apreensivo naquele canto do Espaço. Lúcia fecha o caderno e ergue o olhar assim que percebe que a mulher se encosta a si e a fixa. Um breve silêncio antecede a curiosidade da jovem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Porque é que me fotografaste?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Para te dizer que me fixei a ti.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E precisas de tirar fotografias para o dizer?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Costumo falar pelas imagens que capto.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...E o que dizem as tuas imagens?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Se as conseguisse descarregar, dizia-te...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;surrealidade&lt;/span&gt; do Espaço Magnólia atinge o seu auge. O olhar troca-se de novo em silêncio. O magnetismo entre ambas é embriagante. Há um feitiço que paira no ar que se respira. E Lúcia sabe que só quem entende este clima se deixa fascinar por ele. A mulher teve uma atitude indiscreta, algo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;intimidante&lt;/span&gt;. A jovem entendeu-a de uma forma completamente distinta das suas colegas. Absorvida no encanto misterioso da mulher, ela entrega-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Eu moro aqui em cima e...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Preciso de um computador...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E do que precisas mais?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Preciso de ti...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As amigas de Lúcia não conseguem abrir a boca. É tudo demasiado insólito. Lúcia levanta-se da cadeira, segura nos cadernos e dirige o olhar para as colegas de turma. Elas têm dificuldade em entender o que ali ocorre, mas percebem que Lúcia está prestes a sair do Espaço, na companhia daquela mulher.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O quarto de Lúcia respira o ambiente normal de uma jovem universitária. Sozinha, aprumada e responsável, a divisão está pronta a receber as vivências da jovem. A luz do dia já custa a entrar por entre a janela com os cortinados corridos. Esbate na parede uns tons de cinzento e realça as sombras que se movem no quarto. Lúcia está de pé, nua. Não esconde o seu corpo, mesmo por entre a ténue iluminação. A sua postura está a um palmo da presença da mulher fotógrafa. Também ela de pé. Também ela nua. Frente a frente, os dois corpos deixaram para trás as roupas que as separavam. A palma da mão direita da mulher cola-se à face redonda e suave de Lúcia. Os olhares continuam a chocar, mas desta vez misturam-se um no outro. No silêncio da ansiedade, a jovem aguarda. Ela quer saber se o feitiço do Espaço não se desvaneceu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sou a Luísa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Lúcia...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E os lábios ainda vermelhos da mulher colam à boca carnuda de Lúcia, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;sedenta&lt;/span&gt; de um beijo maduro. Uma das mãos da jovem envolve as costas brancas de Luísa. A outra acaricia os cabelos curtos na nuca da mulher. Os peitos esbatem-se mutuamente, os ventres roçam e a perna de Luísa embrulha-se na coxa da nova amante. O mistério continua vivo na presença da mulher. Lúcia pouco sabe sobre a pessoa que ela conheceu há pouco mais de quinze minutos, dois andares abaixo. Percepciona que ela é fotógrafa, talvez profissional. Deduz a sua idade, a partir dos contornos faciais, maduros mas ainda jovens. Desconfia da sua faceta lésbica, ainda que raramente tenha visto uma mulher galanteá-la da forma directa como ocorreu. De uma coisa Lúcia sabe. Ela deseja Luísa. Assume o deslumbramento pela face bonita da mulher. Aprofunda o conhecimento do corpo dela, nas suas formas ligeiras mas nos seios desenvolvidos, ligeiramente descaídos, no rabo firme que ela quer apertar, no pescoço que liberta um aroma apaixonante. Sim. Lúcia convence-se de que neste final de tarde, Luísa é a conquista que se segue, no quarto do 2º esquerdo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E as fotografias?&lt;/em&gt; - pergunta Lúcia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Queres ouvir-me ou queres sentir-me?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O convite é preciso. Não esconde nada, nem deixa rodeios intrometerem-se. O beijo prossegue numa troca de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;línguas&lt;/span&gt;, enquanto os lábios se acomodam um ao outro. Lúcia prova um sabor doce. Luísa come a macieza dos lábios fofos. As mãos das duas mulheres fabricam um abraço envolvente. É &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;perceptível&lt;/span&gt; o encanto de Luísa perante o carinho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;intimista&lt;/span&gt; da jovem amante de cabelos compridos. A cama é já ali. Traz uma intimidade ainda mais assombrosa, na mistura do branco e do preto. Porque a pele de Luísa é branca. Imensamente branca. Porque a pele de Lúcia combina uma tez ligeiramente morena. E porque tanto os cabelos da jovem como da mulher se pintam de negro naturalmente. E o abraço que elas trocam em cima do colchão é a simbiose de uma sombra quente. Luísa enche as mãos com os seios volumosos da estudante. Sente as mãos dela apalparem-lhe o rabo, em caricias excitantes. Ao mesmo tempo, deixa que a boca carnuda de Lúcia invada o seu pescoço fino. Muito magro, mas com a pele hidratada. A inquilina delicia-se com a macieza e o sabor que retira da amante. A excitação dela aumenta, à medida que chupa com veemência os ombros da mulher. E quanto mais ela pensa que quer saber sobre Luísa, maior é o desejo em consumir o corpo dela. Um ligeiro empurrão faz deitar o corpo da fotógrafa. Suavemente, com tranquilidade. Ela estende-se na cama da anfitriã e sorri para ela. Lúcia embriaga-se com o sorriso da mulher. Fino, ligeiro, mas figurativo. Os traços da face de Luísa são definidos. As pestanas negras dela salientam o movimento dos olhos e toda a tenção que a mulher entrega à jovem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- És linda, Luísa...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Hoje sou tua...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As mãos da estudante lésbica agraciam as coxas de Luísa com carícias extenuantes. A mulher sente a palma das mãos a deslizar até tocarem nas suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;virilhas&lt;/span&gt;. As suas pernas dilatam ao mesmo tempo que os cotovelos fincam no colchão, deixando o seu tronco levantado. Lúcia deixa cair o corpo sobre a postura da nova amiga. As mamas da jovem caem sobre a barriga de Luísa e os bicos deslizam na pele dela. A mulher liberta os primeiros gemidos intensos. O corpo dela quer libertar-se. Algo nela afirma a necessidade de encontrar algo diferente. E os seus seios descaídos, voláteis, sensuais, descobrem a paixão dos lábios femininos, sedentos de chupar os bicos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;entesados&lt;/span&gt;. Desde que encontrou pela primeira vez a presença da fotógrafa no Espaço, Lúcia apercebeu-se da firmeza dos mamilos da estranha mulher. Salientes, bicudos e sugestivos. Agora que se depara com as mamas descobertas, ela realiza a peculiaridade do peito de Luísa. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Auréolas&lt;/span&gt; muito grandes e os bicos saídos. Parecem pequenos caroços de cereja. E colocá-los entre os dentes torna-se sublime. Luísa solta um gemido arrebatador. A mão esquerda dela procura acariciar os cabelos longos de Lúcia. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;baton&lt;/span&gt; na boca da mulher vai desaparecendo e ela trinca o lábio inferior. A anfitriã percepciona a ingenuidade sexual da amante, bem como a confrontação com algo especial. Entusiasmada &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;pela&lt;/span&gt; voz de Luísa, a jovem beija o vale húmido da mulher, acariciando os seios com a mão cerrada. Depois, aventura-se pela barriga da mulher. Um abdómen mole, muito sensível e rugoso, destoando do resto da derme corporal. Mais alguns beijos e Lúcia conquista o ventre de Luísa. Mais um gemido seco e a mulher deixa cair a cabeça para trás. Abre um pouco mais as pernas e sente os lábios &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;cremosos&lt;/span&gt; de Lúcia tocarem por entre os lábios vaginais. A jovem toma conta de todas as peculiaridades dos órgãos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;erógenos&lt;/span&gt; da convidada. O clítoris de Luísa é saliente. Com a excitação proporcionada, ele parece querer saltar por entre os lábios húmidos. A mão esquerda da mulher está agora a pressionar a nuca de Lúcia, incitando-a a comer-lhe a rata. A tarde vai dando lugar à noite e os jogos de sombra vão deixando de existir. Na imensidão da escuridão, uma mulher entrega-se aos desejos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;carnais&lt;/span&gt; de Lúcia. E ela, afectivamente fragilizada e psicologicamente frenética, devora o sexo de Luísa de uma forma impulsiva. Por entre a boca que chupa os lábios grandes e a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;língua&lt;/span&gt; que penetra dentro da vagina, o clítoris da fotógrafa está preso entre os dentes meigos da jovem. Os gemidos começam a dar lugar a gritos tremidos. Os olhos redondos de Luísa fecham-se e as pálpebras macias vibram de tanta tesão. As mãos de Lúcia seguram o fundo das costas da mulher, ao mesmo tempo que a puxam um pouco mais para cima. E quando a boca da estudante já está enterrada na rata da amante, Luísa ainda empurra a cabeça de Lúcia um pouco mais para dentro. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;minete&lt;/span&gt; é intenso. Jamais a mulher experimentou sexo oral daquela forma e Lúcia consegue perceber no êxtase do seu trabalho. Luísa vê-se e sente-se completamente molhada dentro da boca da rapariga. O seu clítoris escorrega na ponta do nariz de Lúcia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ohhh!!...Lúcia!...Lúcia...Ahhh!...És poderosa!!...Ohhh...estou-me a vir...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;oohhh&lt;/span&gt;!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lúcia sabe o que fazer. Sabe o que quer. Entende o que precisa. Age conforme o que crê ser a melhor forma de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;concluir&lt;/span&gt; aquele momento explosivo. Pára de lamber, descola a boca da rata de Luísa e ajoelha-se em cima da cama, deixando o corpo da amante por entre as suas pernas. Imediatamente ela coloca o seu ventre diante da face da mulher. Segura a nuca de Luísa, pelos cabelos curtos e puxa a cabeça dela contra o seu sexo. A fotógrafa experimenta agora o calor e a humidade da rata da jovem, entusiasmada pelo orgasmo que Luísa ainda solta. A mulher vai perdendo força nos braços e deixa-se cair na cama, mas não deixa de querer chupar o clítoris da amiga. O seu corpo estende-se na cama e as suas mãos apalpam as nádegas da estudante. Possuída, ela entrega o último pedaço sexual de si a Lúcia, que solta um gemido apaixonante. Na rata da jovem sobrevive o derradeiro suspiro de excitação da convidada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já é noite. Já não há jogos de sombras. Já existe uma luz artificial que acrescenta uma nova iluminação. Às imagens de Luísa, à curiosidade de Lúcia. Deitadas na cama, as duas amantes voltam a trocar olhares, misturados entre beijos meigos, na mistura entre os lábios finos e a boca carnuda. Lado a lado, elas experimentam conhecer-se. Olhar para o corpo que têm diante de si e percepcionarem depois da consolação o que realmente consumiram. Lúcia realiza que trouxe para casa uma mulher sensual, diferente e com um perfil tipicamente lésbico. Luísa encaixa a aventura em que se deixou levar. A atracção por uma jovem desconhecida que mantém discrição quanto à sua opção sexual, acabou por confirmar-se como uma fantasia concreta. Com os corpos de lado no colchão, tanto os seios de Lúcia como de Luísa esbatem, dando uma elegância sensual ao momento. Há tempo para ter tanto. Mas a curiosidade é o que ainda resta de tanto prazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu nem sequer sei quem tu és! -&lt;/em&gt; diz Lúcia num tom baixo de voz, misturado com um sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sou a Luísa...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Pois, isso já eu sei, mas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sou fotógrafa...Repórter fotográfica.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Isso também eu já percebi.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que queres então saber?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Porquê eu?...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pergunta torna-se demasiado subjectiva para responder. No Espaço, a atracção foi mútua. A acção inusitada de Luísa a nenhum momento foi recusada pela jovem. E se Lúcia aceitou a fotografia e a consequência dela, não havia justificação quanto ao motivo que fez a fotógrafa escolhê-la a ela. Afinal de contas, Lúcia é lésbica, nunca o pretendeu esconder e correspondeu ao olhar. A pergunta era assim difícil de responder com coerência. Luísa levanta-se da cama. O seu corpo nu vai de encontro à mala preta que pousou junto à porta do quarto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Importas-te que volte a fotografar-te?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Não... Mas porquê?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Já te disse...É assim que eu falo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mulher retira a máquina fotográfica e depois de voltar a fazer os seus ajustamentos, senta-se ao fundo da cama, colocando a perna direita dobrada sobre o colchão. Encosta o aparelho junto à face, cerra um olho e dispara. Baixa a máquina e olha para a sua amante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Queres saber se costumo engatar raparigas em cafés, é isso? -&lt;/em&gt; diz Luísa a rir-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não!...Foi tudo muito de repente e...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Senti uma atracção muito forte por ti... Não sei como te explicar, mas foi assim que aconteceu. Estava há meia-hora a reparar em ti...a pensar que te queria fotografar...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luísa volta a procurar o melhor ângulo e fotografa duas vezes. Lúcia ainda continua deitada na cama. O facto de estar a ser fotografada nua parece uma sensação incómoda, mas ela não impede a acção. Ao invés, olha em direcção à lente, procurando chegar à mulher.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- És lésbica?...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não...Quer dizer, acho que não.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Primeira experiência?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Segunda. A primeira foi com a minha madrinha, dois dias antes do casamento.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- És casada?!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Separada...Ele saiu de casa há três semanas. Casámo-nos há um ano e meio... As coisas não correm bem desde que tive o meu filho...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais um disparo. Lúcia está abismada. A mulher que está nua, dentro do seu quarto, é uma história em si. Ela em si torna-se uma fotografia complexa, com um compromisso anexado. Descomprometida, talvez. Lúcia repara nas mãos da amante e na verdade, não existe aliança. É dificil decifrar alguma marca no dedo anelar. Mas está tudo a parecer demasiado confuso na cabeça dela. A mulher é sensual. Tem uma beleza invulgar e uma personalidade misteriosa, por detrás daquelas sobrancelhas negras. Faz amor de uma forma intensa. E mesmo que não se considere lésbica, procura o corpo de uma mulher como se fosse uma. Parece madura e apresenta uma ocupação fascinante. Na verdade, as fotografias estão a deixá-la ansiosa e excitada. Luísa tem tudo para encantar a jovem estudante e ela realiza essa percepção. Seria perfeito. Mas Luísa tem um filho, um casamento a meio e sabe-se lá que outras histórias. Por outro lado, ninguém se comprometeu. É apenas um final de tarde estonteante. Ouve-se outro disparo e Lúcia volta a despertar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás a pensar no quê? -&lt;/em&gt; pergunta Luísa &lt;em&gt;- Que sou uma devassa que vai para a cama com a primeira rapariga, tendo um filho em casa?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não, Luísa... Não é isso que estou a pensar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás a pensar que não te poderias apaixonar por uma mulher ainda casada?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Uhm?!...Ah..não....ah!..Hum..&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu falo a partir da lente, mas também ouço com a lente.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A fotógrafa é perspicaz. A jovem não consegue responder. Porque neste momento, nem ela sabe o que há-de pensar. Teve um dos melhores momentos carnais que se recorda de ter experimentado, mas também um dos mais impulsivos. E ela não quer justificar o desejo de repetir tudo outra vez com o vazio emocional que sente dentro de si.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estou a ser aborrecida em fotografar-te?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não!... Estou a adorar, Luísa... A sério...Posso ver?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim, claro...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O computador está ligado. É só ligares o monitor e encontrares a porta para o cabo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rapidamente, Luísa conecta a sua máquina fotográfica ao computador da amante. Lúcia já está sentada na cama, curiosa para ver as imagens captadas pela mulher nua. Após o descarregamento, começa a correr uma apresentação de slides no ecrã do computador.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estas fotografias tirei-as antes de te conhecer. Sim, eu sei. Falta algum sentido artistico nelas. Quando rebenta uma conduta de água nesta cidade, eu estou lá...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E essa?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desculpa, já te tinha fotografado antes... Não podia deixar de captar esse ar concentrado enquanto estudas. És linda quando o fazes, sabias?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lúcia sorri, gostando do elogio. As imagens de Luísa parecem mesmo falar. Falam com ela. Antes de encontrar a presença de Luísa, a jovem demonstra um ar cansado, algo perdido, delicadamente triste. A fotógrafa passa a imagem, alcançando a fotografia que Lúcia autorizou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Se te pedisse para olhares para mim assim, talvez não o conseguisses fazer...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Se soubesse que me ias fotografar, tinha posto um olhar diferente.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Foi isto que eu quis... Foi isto que eu desejei.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Obrigada... Essas a preto e branco também estão muito boas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O corpo nu de Lúcia. A transparência das suas emoções. A maturidade dos seus gestos. A ferida que ainda sucumbe no peito escondido. O desejo que desperta no seu ventre meigo. Em sete fotografias, Luísa espelhou digitalmente aquilo que vê na amante. E Lúcia reconhece. De tal forma, que ela deixa de olhar para o monitor. O seu corpo despido é sensual. Mas torna-se doloroso identificar um espelho. E assim, a jovem agacha-se. Envolve os braços nas pernas dobradas e encosta a testa nos joelhos. Parece querer esconder o seu corpo. Luísa ouve um suspiro e procura entender a amante. Com a máquina ligada ao cabo, ela segura-a e escolhe os melhores ajustamentos. Preto e branco. Lente próxima. Relevo às sombras definidas. Clique. Disparo. Revelação. Num simples botão, Luísa repete o processo de descarregamento, mas desta vez para uma única fotografia. Aquela em que Lúcia - a sua amante - guarda em si uma melancolia apaixonante. Essa melancolia que a fotógrafa agarrou intemporalmente. Nesse tempo em que Lúcia se fixou. Ficou. Aceitou. Entregou. Nua.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-5116450800866295463?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/5116450800866295463/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=5116450800866295463&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/5116450800866295463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/5116450800866295463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/nua.html' title='Nua'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-2917438564621330702</id><published>2008-05-06T17:57:00.001+01:00</published><updated>2008-10-16T20:51:38.108+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1º dto.'/><title type='text'>O Beijo</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 16-10-2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o beijo ímplicito que poderia nunca chegar a existir. E o abraço que carrega uma frágil história. E toda a incidência da intima curiosidade humana. A transformação de um instante de vida em arte e o significado de um momento guardado na mente. O Beijo de Auguste Rodin é uma escultura que evoca a idílica história de Francesca de Rimini. A mulher nobre que se apaixona pelo irmão mais novo do seu marido. A entrega da amante nua, sentada no colo despido do cunhado, encoberta pela face dele que absorve a essência do rosto maduro dela, personifica o amor que perdura aos sentimentos de perda. Os seus lábios podem quase tocar-se, mas palpitam em si a mútua reminiscência do passado. Nesta estátua que congela um momento, a beleza pode parecer uma postura apaixonada e confiante, despida de receios, de preconceitos ou de pudores. Nesta escultura, é excitante deduzir como se moldou aquele momento e imaginar o que pode acontecer na pose sensual que apetece ver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maria José amanheceu na graciosidade matinal. Sabe-lhe bem sentir-se bem. O amante que ela aceitou amar, ama-a ao seu lado. Henrique ainda dorme na cama ainda fresca. A mão suave da mulher suaviza no peito despido dele. Levemente, como quem o quer acordar sem o acordar. A manhã acorda todas as rotinas da professora, ainda que ela já não saiba o que é ter o hábito de despertar frequentemente ao lado de um homem. Ainda que ela nunca teve um quotidiano prolongado, acordando ao lado de um homem que amasse. Nesta manhã, Henrique parece ser esse homem. Aqueceu a sua noite, embeleza a sua manhã. E ao sair da cama, de corpo nú, Maria José experimenta esquecer qualquer amargura ou pudor. Os cortinados da janela estão entreabertos. Quatro passos adiante e a mulher empurra o caixilho do vidro que guardou o calor de toda a intensidade nocturna. Uma ligeira brisa entra naturalmente no quarto. O buliço da cidade já se fazia sentir. Os carros atravessavam a rua, para trás e para a frente. As pessoas entravam nas correrias habituais e os vizinhos abriam as persianas. Do outro lado da rua, havia uma persiana que não chegou a estar encerrada. Manteve-se toda a noite na escuridão, mas com uma barreira transparente entre o seu interior e o quarto do 1º direito. Um edifício um pouco mais para o lado direito, num andar um pouco mais elevado, numa janela indiscreta. Um pouco demais. Maria José já se apercebeu. Desde a manhã de ontem, quando não se sentiu sozinha ao despir a camisola do pijama. Alguém a espreitava. Não um vislumbre. Não uma espreitadela. Não uma mera coincidência de abrir uma janela para arejar e dar de caras com a vizinha a despir-se. Maria José percepcionava desde a manhã do dia anterior que alguém vigiava os seus passos dentro do seu próprio quarto. Um homem. Talvez. Depravado. Possivelmente. Um velho que encontrou uma forma de ocupar os seus dias de solidão. Poderia acontecer. Um adolescente que descobriu a melhor maneira de usar os binóculos que recebeu no aniversário. Plausível. Uma mulher. Uma peculiar mulher que alcançou no voyeurismo uma excitante de completar as suas fantasias. Muito provável. Maria José não conseguia perceber, por entre o cortinado, o perfil da pessoa que a espiava. Mas no momento que ela mantém a sua postura ligeira e nua diante da sua janela transparente, a professora aposta na sua melhor dedução. Ela tem sido observada. E se ontem, quando se confrontou com tal facto, a ideia lhe pareceu repulsiva, neste instante em que ela passa a mão pelos seus seios ligeiramente descaidos, o facto de alguém a comer com os olhos deixa-a excitada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De um lado, Maria José tem o seu amante prostrado na cama, enterrado num sono amolecido pelas primeiras horas matinais. Se Henrique abrisse agora os olhos, conseguia perceber o quanto ela se sentia sensual diante dele. Porque o beijo que ele lhe entregou quando chegou ontem à noite a casa, demonstrou isso mesmo. Ele desejava o seu corpo sensual. De outro lado, a professora tem um espelho que reflecte os seus traços amadurecidos pela idade. E ela não vê um corpo que lhe desagrade. Rugas, curvas deficitariamente equilibradas, alguma flacidez nas zonas mais erógenas. Naturalmente. Mas ela apercebe-se dos seus cinquenta anos. E dá-se conta de viver bem neles. Atrás de si, a fantasia premente. Há um olhar forasteiro a apreciá-la. Uns olhos de mulher. Lésbica, pensa ela. Estará agora a admirar o seu rabo reluzente, tatuado com as caricias de Henrique quando ele a deitou naquela mesma cama. Estará embeiçada pela firmeza das suas costas, fruto de uma postura séria mantida durante anos a fio. A mulher que a observa já não será jovem por certo. No minimo terá trinta e cinco anos. Casada, sem filhos. Talvez tenha descoberto que uma mulher tem o poder de a conseguir excitar e tenta comprová-lo no segredo do seu quarto. No máximo terá cinquenta anos. Um marido que aprendeu a odiar, filhos adultos, uma vida sexual deprimente e uma paixão platónica pela funcionária da lavandaria que engoma a sua roupa semanalmente. Qualquer um destes perfis entusiasma a líbido de Maria José que passa agora dois dedos por entre as suas nádegas. E ela ainda tem a ardente sensação o sexo do amante a latejar dentro de si, quando a mulher se colocou de gatas para ele, no decorrer da noite quente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca uma manhã pareceu tão singela e tão perfeita ao mesmo tempo para Maria José. Como se pudesse guardar aquela sensação de excitação, sem sequer ser tocada. Como se fosse venerada pelo inconsciente e pelo desconhecido. Uma auto-estima reflectida num homem que dormia e numa pessoa estranha. A mulher procura fazer perdurar estes momentos. Já quase sem olhar pela janela, a inquilina sabe que continua a ser vigiada. Isto dura há algumas horas. Talvez até há alguns dias. Maria José apercebeu-se do olhar indiscreto por volta da uma da manhã. Henrique absorvia-lhe a ansiedade da sua pele, enquanto lhe abria as pernas e beijava o ventre com imensa paixão. A boca dele guardava o calor que os seios dela brotavam. Maria José estendia-se na cama, despida de roupa, nua de incertezas. Ela queria que o seu cunhado a possuísse. Por entre as pernas da mulher, Henrique roçou a boca na rata madura e húmida. Nesse instante, Maria José esticou os braços e libertou um gemido forte, que fez dilatar o peito feminino. Excitada e vulnerável aos desejos do amante, a professora quis deliciar-se com o atrevimento da lingua do proprietário daquele apartamento. Procurou concentrar-se e encontrar um foco para manter o seu olhar. Ao mesmo tempo que Henrique segurou as pernas dela e ergueu-as, Maria José fixou a atenção na janela. No meio da escuridão externa, um brilho despontava de uma janela. Parecia um reflexo da luz do lampião urbano que esbatia num vidro. Envolvida no minete intenso que o seu amante lhe proporcionava, ela quis imaginar que ali estava uma pessoa. Alguém com uns óculos ou até mesmo outro aparelho ocular. Podia ser um binóculo, uma máquina fotográfica de alta resolução, até mesmo uma câmara de filmar. De qualquer forma, a professora tinha quase a certeza de que estava ali um vulto humano e que o mesmo via o que estava a acontecer no seu quarto. Maria José chupou um dedo e veio-se. Em si, brotava a emoção de saber-se observada. É manhã e a professora sabe que quem a espia ainda não retirou a atenção do que acontece aqui dentro. Ela volta a morder o dedo e solta um breve riso, fruto da satisfação que a mulher goza, ao saber que alguém a vê nua. E no instante em que ela olha discretamente por entre os cortinados, Henrique acorda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que alguém se masturba na janela indiscreta? Maria José gosta de imaginar que sim. Excede os limites das suas fantasias ter a sensação que metros adiante, do outro lado da rua, alguém está sentado numa cadeira, escondido por entre as cortinas, por detrás de uma parede alheia. Provoca-lhe calafrios intimos pensar que derivado da sua nudez explícita, uma mulher ou um homem toca o seu sexo para seu próprio prazer. Na cabeça de Maria José, torna-se arrepiante mas frenético julgar que alguém está a olhar para ela e masturbar-se. Tão bajulante como a forma aguerrida que Henrique usa para olhar para a sua amante. Ele está deitado na cama, mas percepciona a postura leve, ainda assim intacta, de Maria José. Ela sabe no que ele pensa. Foi a última coisa que ela se recorda da noite de ontem. A memória daquele olhar quente, envolvente e apaixonante pintou-se no instante em que a mulher alcançou o último orgasmo da noite. O mesmo que a arrebatou para um cansaço evidente. E Henrique olha para a inquilina, garantindo que a mulher se ofereceu mesmo daquela forma, na noite antes desta manhã. E tudo terá sido visto na janela indiscreta. A entrega e a ousadia de Maria José foram projectadas desde o cenário morno do quarto até ao lugar onde provavelmente o observador sinistro mas excitante de Maria José se tocava. No pénis, na rata? Não interessa. A professora sabe que isso aconteceu. E ela está agora entre o olhar de ressaca do seu amante e o olhar de ansiedade do seu voyeur. Poderia tudo recomeçar. Ela pode deitar-se na cama e sentar-se de novo sobre o colo do amante despido. Ela pode voltar a incarnar um papel de selvagem fora de controlo. Porque foi assim que a mulher madura se sentiu, ao exibir-se para a janela observadora. Jamais Maria José conseguiu demonstrar a si mesma uma faceta tão devassa e tão exibicionista. Na noite de ontem, ela sentia que queria aquilo. Ser observada, alvo de cobiça visual, objecto de prazer. Maria José queria protagonizar-se, como uma verdadeira actriz de carácter erótico. Porque quando ela se sentou em cima da cintura dele, deixando o sexo dele penetrar profundamente dentro de si, a mulher encenava a sua cena escaldante. Henrique entusiasmou-se com a entrega da amante e acariciou as ancas dela. Deixou o corpo dela mover-se, de forma a que o pénis crescesse e envolvesse a rata molhada. De olhos sempre bem abertos, Maria José confrontou o olhar dele e começou a cavalgar. Ela tinha a certeza que para o seu voyeur, aquilo era um momento alto. E na mente da mulher estava a ideia de que do outro lado da rua, alguém se masturbava com os sucessivos acontecimentos lascivos do 1º direito. Maria José saltava, fazendo tremer as suas nádegas, de cada vez que deixava o pénis de Henrique mergulhar no seu interior. Havia uma luz ténue - do candeeiro da mesinha de cabeceira - que iluminava a cama e criava um ambiente intimo. Ela acariciou os seios e foi cavalgando impulsivamente. Gemia. Ela queria gemer. Mesmo que ninguém ouvisse de tão longe, ela queria garantir que quem a observava podia supor a sua voz de prazer. Seria alguém que ela conhecesse? Uma vizinha que ela cumprimentasse quando ia tomar café ao Espaço? Uma mulher que a olhasse com desejo quando ela tomava o caminho até ao fundo da rua? Uma aluna sua? Uma colega de escola? Aquilo excitava-a. A incerteza de não saber quem participava indirectamente na sua foda fazia fluir uma adrenalina em todo o seu corpo. Poderia ela já se ter vindo com tão escaldante visão? Por quanto tempo estaria ela a masturbar-se. Iria filmar em pormenor? A quem iria mostrar? A cada pensamento, Maria José aumentava a dimensão do seu salto e impingia mais pressão quando apertava o pénis dele no seu intimo. Ela estava louca. Sentia-se louca. Sentia-se perversa. Sentia-se a ultrapassar o limite do bom senso e a desafiar o conforto da sua privacidade. Não confessou a Henrique que estava a ser vigiada. Não confessou que enquanto fodia com ele, se sentia uma mulher num filme erótico, visionado por homens e mulheres sedentos de prazer visual. Na noite passada, na intimidade do seu quarto, Maria José não se ofereceu apenas ao seu cunhado. Um terceiro elemento possuia o seu espirito, proporcionava-lhe um deleite desmesurado e fez a mulher vir-se com uma fantasia dentro de si. E a única coisa que confessou a Henrique foi a tesão que lhe estava a dar sentada em cima dele, a cavalgar num pedaço de carne soberbo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Henrique não consegue ler a mente da sua cunhada. Ela tem um dedo a roçar levemente a sua vagina. A mesma que ele ontem inflamou com tanta paixão, com tanta fome, com tanto desejo de prazer carnal. A mulher não sabe se olha para ele, se refugia os olhos na janela escondida. Será que quem está do outro lado repara que o objecto da sua vizualização se apercebeu? O que esperará o voyeur do que possa acontecer? Será que ele ou ela a vê como uma ninfomaníaca que fode a qualquer momento com aquele homem? Será que ela desconfia de quem seja aquele homem? Estas interrogações surgem enquanto Henrique espera. Maria José está excitada. Quer pelas lembranças escaldantes da noite passada, quer pelo vigor que o sexo de Henrique ostenta pela manhã, quer pelo exibicionismo que ela quer evidenciar. Um sorriso pinta-se na sua face. O homem senta-se na cama e estende a mão, chamando a sua presença. Pé ante pé, a professora aproxima-se de Henrique. Senta-se no colo dele e sente as mãos fortes a tocarem nas suas coxas. Os seios femininos roçam no peito dele. Os mamilos estão rijos mas húmidos. Levemente, o braço de Maria José envolve o pescoço do seu cunhado. E na janela indiscreta, alguém assiste a tudo isto. Será que ela sabe o sentimento que agora flui entre os dois? Paixão, amor, desejo carnal? Será que ela desvenda que o homem a quem ela se entrega faz parte da vida da mulher de uma forma ao mesmo tempo sinistra e apaixonante? Maria José quer achar que para além do seu quarto, por detrás daquela janela indiscreta, está uma suposta mulher que mais do que ver um corpo nu, mais do que se masturbar com cenas tórridas, mais do que excitar-se com a ansiedade do que pode acontecer num pequeno quadrado, pretende imaginar uma história entre os dois amantes. Para Maria José, a voyeur pode ver um homem e uma mulher casados, um casal de amantes ou até a mais ínsólita história de um homem que seduz as suas inquilinas para proveito carnal. Mas será que essa observadora consegue ver que naquele quarto, a mulher abraça o homem que a torna feliz? Será que ela sabe que que esse homem é o viúvo da irmã da mulher com que ele fez amor? Por detrás de uma janela indiscreta não é possível alcançar as peculiariedades de uma paixão. E nesta ordem de ideias, Maria José conforta-se com a intimidade da sua privacidade. Como no Beijo de Rodin, a mulher entrega-se ao colo do seu amante. A história reside neste abraço. A face de Henrique encobre a face de Maria José que quase se encosta no ombro dele. A mão do homem segura a anca da amante. E o beijo está tão próximo. É este sentimento puro que Maria José quer oferecer à sua observadora. Ela ama o homem que se apaixonou pela irmã mais nova da sua mulher. Para além da perda, para além da dor, para além das memórias que perduram, este é o presente. E antes mesmo de os lábios se colarem, no preciso momento em que uma brisa acorre por entre os dois prédios e empurra o cortinado gracioso do quarto do 1º direito, cortando a visão do voyeur, um pensamento aterrador invade a mente silenciosa de Maria José. A personagem que a observava podia ser a sua ausente irmã.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-2917438564621330702?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/2917438564621330702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=2917438564621330702&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/2917438564621330702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/2917438564621330702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/o-beijo.html' title='O Beijo'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-5454239437658419766</id><published>2008-05-05T21:35:00.000+01:00</published><updated>2008-10-03T21:35:32.810+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2º dto.'/><title type='text'>O Sonho</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 03-10-2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resumia-se numa obra erótica. Pintava-se de formas cúbicas tal como o seu consciente o via e de traços redondos, exactamente como o seu sub-consciente gritava. A pintura da amante de Pablo Picasso guardava no seu ventre um mistério até hoje indecifrável. O Sonho de Picasso é o acordar de um desejo intimo, repousado na mente de qualquer mulher. Esta forma de arte desvenda as fantasias privadas e puras de uma mulher, sentada aos olhos de quem a admira, com os dedos encruzilhados na sua essência. Mais do que satisfação pessoal, esta jovem amante revela em si um superficial segredo, incapaz de se suster naquilo que aparenta realmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Cheguei!!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onze da noite e mais alguns minutos. A isolada Tania abriu a porta do 2º direito e confirmou a sua chegada, num tom de voz agudo. Talvez não tenha realizado o tardio avançar das horas. Talvez nem sequer se apercebeu que a casa onde agora vive, respira um outro ambiente. O mais provável é regressar de amarguradas memórias recentes, perdendo alguma noção da realidade. Certo é que Tania entrou na casa da sua amiga e colega de trabalho chamando a atenção de quem estava no seu interior. A filha de Laura não dormia em casa. Um fim de semana prolongado em casa do pai justificava essa ausência. É provável que Tania soubesse deste pormenor. Mas só na sua imaginação mais profunda ela podia ter em conta que a mãe da criança e o seu namorado estivessem no quarto de casal, a partilhar intimidades na cama que lhes pertence. Ao fechar a porta do apartamento, e apesar de ter recebido uma brisa de silêncio vinda do corredor, a jovem repara que um breve ruído fugiu da porta do lado esquerdo. A sua pose congela. E num instante, ela parece despertar do seu estado anestésico. Compenetra-se finalmente na casa onde entrou e deduz o que possa estar a ocorrer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tania?!&lt;/em&gt; - solta a voz de Laura, vinda da divisão particular.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ........Sim?!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Podes entrar, se quiseres....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É melhor não...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Nós queremos que entres.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Deixa estar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tania, por favor....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela respira fundo. Pousa a mala no chão do corredor e prendendo de novo a respiração, dá cinco passos até ter a cama do casal amigo ao alcance da sua vista. Em cima do colchão, estão deitados Laura e Afonso. Cobertos apenas pelo lençol branco que tapava ambas as cinturas, os seus corpos estão totalmente nús. É perceptivel a união das cinturas. É notório que Afonso está dentro da namorada. Laura está de costas para ele, com a anca direita sobre o colchão, com o pescoço suado, com as mamas entesadas, com um sorriso frenético na face. E cada um dos elementos do casal olha para a amiga com um semblante tão divertido como natural.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estavas com medo?&lt;/em&gt; - pergunta Laura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Não... Mas também não gosto de interromper as vossas....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- As nossas fodas??.....Tania, tu também fazes parte das nossas fodas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não faço não...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Claro que fazes...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não todas...Quando eu não estou vocês fazem o que quiserem, que eu não tenho nada a ver com isso...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Mas....agora estás aqui...e nós estávamos...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim, ok! Eu sei! Já percebi... Parece que fizeram de propósito...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Se calhar fizémos...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gera-se um silêncio. Uma troca de olhares. Uma atenção envolvente por entre os três semblantes. Tania fica incólume, não mexe um cabelo. Afonso tem um sorriso ansioso na face. Laura parece que tem a perfeita certeza de que a amiga vai aproximar-se. Tania continua incólume, mas fraca para resistir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não me vou meter aí na cama com vocês...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Porquê?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Porque não!!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tania...vá lá....estás a enganar-te a ti mesma.... Queres ou não?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não!... Quer dizer, não é que não queira, mas não tem muita lógica...mas não quero...ou talvez queira mas não seja o que deva fazer...... Vou-me sentar aqui!...Ok?...Vou sentar-me aqui....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tania senta-se numa cadeira que está junto à porta do quarto, mesmo defronte da cama. O seu peito está nervoso. E apesar de não saber bem o que fazer, o que é certo é que ela não tira o olhar do casal amigo, nu e com a pele sensível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Faz o que achares melhor...Mas...nós não vamos parar....Queres parar, Afonso?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Agora não!....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Fico a ver-vos....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É isso mesmo que queres fazer?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Acho que é...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E vais ficar assim vestida?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começa a faltar perspicácia a Tania para conseguir responder. O jogo de palavras soltas vai-se desvanecendo. E a jovem começa a preferir agir em vez de ousar responder. Porque as palavras já a levaram mais longe do que previa. E no momento em que ela abria o botão das suas calças de ganga, tudo aquilo parecia um sonho. Um daqueles que a fazia tocar-se em noites sós. Um semelhante à fantasia de viver intimidades com o casal amigo. Só que mais uma vez, a fantasia ganhava contornos concretos. É no mesmo instante que Afonso tira o lençol de cima da cintura dos corpos deitados na cama, que Tania refugia a sua mão direita dentro das calças. Laura sorri e sente a mão do namorado invadir o seu ventre. Ele abre-lhe as pernas e revela a rata molhada da mulher, ainda com o pénis teso preso lá dentro. Ouve-se um gemido leve de Tania, assim que um dedo roça os lábios vaginais. Naturalmente, a expressão da jovem provocou uma excitação ainda maior no casal que voltava a envolver-se na cama. Afonso coloca dois dedos por entre as pernas da namorada, olhando ao mesmo tempo para Tania.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vocês são loucos....uhmmm...oohhh...são loucos....ahmm...não pares, Afonso...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...não pares, Afonso....dá-me mais....mais....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A masturbação desenvolve-se em duas mãos. Os dedos do jovem procuram os pontos sensíveis que ele conhece. E de cada vez que toca no clitóris palpitante de Laura, a mulher inspira fundo, cerrando os olhos. Os dedos da jovem na cadeira tentam estimular os lábios vaginais, roçando o polegar no clitóris saído. Mais do que voyeurismo, Tania coloca diante de si uma imagem fantasiosa dos seus amantes. Mais do que o envolvimento do casal, Tania proporciona o seu sonho. E a pouco e pouco, distancia-se daquele lugar. Ela tem dificuldade em manter a serenidade. Os dedos querem mais, o intimo vai engolindo os seus dedos. Apesar de não baixar muito a peça de roupa envolta às pernas, a jovem abre-se e deixa que o seu inconsciente comande. Afonso está excitado com toda a cena e enquanto fricciona os dedos dentro da rata molhada ao seu dispor, apalpa os seios de Laura, notando também que a sua tesão está efusiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ohhh...amor...oohhh...siiimmm...olha para ela...olha!!...Ela vai-se vir...uhmmm....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É verdade que Tania entra agora no auge do seu próprio prazer. Mas Laura deixa de conseguir controlar-se a si mesma. Os dedos do namorado, misturado com a delicia do orgasmo da colega de trabalho, forçam o deleite em todo o seu corpo. O seu sexo explode. Palpita na intensidade do toque. Encharca-se na fluência da excitação. E mesmo que Afonso continue a masturbar com as pontas dos dedos, a mulher afronta-se com a magnificência do prazer interior do seu corpo. Ele percebe que Tania está louca. A jovem quase que se deita na cadeira e percepciona que ela enfia os dedos profundamente na rata. Ela geme, com os dentes cerrados, com as pálpebras a tremerem, com a mão esquerda a apertar o ventre. Afonso guarda nos dedos o liquido da namorada, dando um último toque terno nos lábios vaginais. O corpo de Laura já não treme, apesar da vibração ligeira que ainda percorre a pele feminina. Ele sabe que está entesado. Surge-lhe a indecisão. Prolonga o prazer com a namorada, mesmo após a envolvência antes da amante chegar? Ou acode ao desejo emergente de Tania, derretida na cadeira? Olha para Laura, ainda desorientada. Olha para a jovem, que por um instante abre os olhos e entende que a acção sexual parou por uns momentos. Ele pula do colchão e vai sentar-se, nu, no fundo da cama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vem cá!...&lt;/em&gt; - diz ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tania já se ajoelhou no chão. O seu corpo vibra com a masturbação. Com a mão direita ainda dentro das calças, ela avança de joelhos até às pernas dele. A mão esquerda dela acaricia as coxas dele e Afonso amacia os cabelos da jovem. Um breve olhar entre ambos e depois, com suavidade, com delicadeza, com frontalidade, o sexo entesado de Afonso penetra na boca ansiosa de Tania.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu sabia que era isso que estavas a imaginar, Tania....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laura liberta um riso entusiasmado, satisfeita pela opção tomada. Quer pelo namorado, quer pela amante. A boca carnuda de Tania segura o pénis estimulado. De olhos fechados, de cabeça tombada para baixo e apenas com o auxilio da mão esquerda, a jovem abocanha o objecto do seu desejo premente. Na verdade, a amante tinha o sonho. Vibrou com ele. Rodou-o como um filme dezenas de vezes na sua mente antes de se vir. Pressupôs a cena de diversas formas. Ajoelhada no chão. Submissa às ordens das mãos gentis de Afonso. Cheia dele na sua boca. A segurar o sexo com a lingua. Sim. Isto estava no sonho da amante. Tal como na pintura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...uhm...Tania...sabe bem....uhmmm...não pares...&lt;/em&gt; - solta Afonso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Nós não queremos que pares...oh, não, não queremos....&lt;/em&gt; - diz Laura com um sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E da garganta de Tania só se ouve ligeiros gemidos e sopros libertados do nariz. Afincadamente, a jovem delicia-se com a sua fantasia lasciva. Porque ela quer mais. É visível que anseia por mais. Mas enquanto a mão se aquece por entre as suas pernas, ela prazenteia o amante com um broche delicioso. E Afonso sabe a devoção que Tania liberta naquela acção oral. Laura assiste. Tem uma visão privilegiada do momento e saboreia cada instante do prazer proporcionado ao seu namorado. Porque aquilo excita-a. É perceptivel que a põe fora de si. E a tesão de Afonso tem uma implicação. A mente dos três sabe que não termina naquele broche suave e ligeiramente silencioso. Tania necessita de exprimir-se. De libertar algo dentro de si. Mais ainda. Intensamente mais ainda. Depois de molhar toda a picha dele, chupar com os lábios fofos a ponta do pénis e apalpar os testiculos com um pouco mais de pressão, a jovem pára. Cessa a masturbação pessoal. Termina o broche. Conclui esta etapa. Tania levanta-se harmoniosamente e acaricia de novo o seu ventre. Puxa a camisola negra que traz vestida e vai-se despindo. O soutien negro aperta os seus seios de uma forma excitante. E por onde as mãos de Tania roçam o seu próprio corpo, o olhar de Afonso acompanha. Os dedos empurram as calças. Um pé ajuda o outro a descalçar-se. E cedo Tania está apenas e só de lingerie. Tanto Laura como o seu namorado ficam estáticos a olhar para o corpo voluptuoso e sensual da amiga, inquilina e amante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Preciso de falar uma coisa com vocês?&lt;/em&gt; - diz Tania, suavemente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E precisas mesmo de falar agora?!....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afonso parece ignorar a mulher que tem diante de si, mas na verdade, ele comunica com ela de outra forma. A mão dele desliza pela barriga de Tania. Toca no umbigo e amacia o ventre. Há uma ligeira comoção nos músculos da jovem. Solta-se um suspiro. Afonso ergue a cabeça e por sua vez o olhar. Ela cala-se. A ansiedade do momento, bem como a ternura do toque deixam-na atordoada. Laura mantém o silêncio. Assiste a tudo com uma imensa expectativa. Nem ela entende exactamente o que quer o seu namorado. As mãos dele estão agora nas nádegas macientas de Tania. Apalpam-nas e aproximam-na vagarosamente. Mas assim que os dedos puxam as cuecas negras e as fazem deslizar pernas abaixo, tudo estava lançado. Um movimento seco e repentino empurram ocorpo de Tania contra o de Afonso. Ela senta-se no colo dele e finca os dois joelhos no colchão. E olhar dela brilha. Treme ao sentir a picha dele roçar nos seus lábios vaginais. Dois segundos depois, a carne erógena do namorado de Laura irrompe na rata de Tania, roçando no clitóris inchado. Instintivamente, os braços dela envolvem no pescoço do homem. O abraço transmite confiança a Afonso, mas acima de tudo passa a ideia de que ela quer ser possuída. Afonso tinha os seios salientes da jovem colados à sua cara. Laura estava agora um pouco mais próxima. Atenta aos movimentos do seu namorado e presa às emoções de Tania.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu quero dizer uma coisa!...Ohhh...&lt;/em&gt; - solta Tania, com os olhos cerrados.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Diz!...Podes dizer...uhmmm...Podes falar....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas Tania parece não ter certezas sobre a exactidão do momento para soltar palavras. A sua rata vai estando cheia com o sexo dele. As suas ancas movem-se, ao sabor da excitação e das mãos de Afonso. O abraço anestesia o sentido lógico do que quer desabafar. E a foda vai começando a saber demasiado bem. O êxtase dos dois corpos já vem sendo prolongado. Afonso sabe que atinge um limite e Tania tem a rata a latejar. A jovem cavalga progressivamente sobre o colo do amante, ao mesmo tempo que sente os pulmões a abrir e o coração a bater forte. Enquanto Tania pula com empolgamento sobre o colo do amante, quase a vir-se, Laura aproxima-se da amiga. Acaricia as costas do namorado e dá um beijo leve nos lábios palpitantes da jovem. Percepciona o olhar perdido de Tania e procura agarrá-la.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que queres dizer?!...Uhm?? Diz!....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não!...Uhmmm...ooohhhh...não!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Diz! estás-me a deixar louca...uhm...vá lá...diz...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não!!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Diz!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ohhhh!...Estou grávida!....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-/-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os três corpos estendem-se na cama. Estão todos nus e suados. Tania já nem sequer veste o soutien. Está deitada de barriga para baixo, com as mãos a agarrar as próprias mamas. Tem o olhar virado para a parede do lado direito da cama. Afonso está deitado de barriga para cima. Tem os braços estendidos, mas não toca em nenhuma das mulheres. Olha para o tecto com um ar absorto. Laura está deitada de lado, com a cabeça pousada sobre o braço direito, esticado para cima. O seu olhar fixa-se entre as nádegas da amante e no fundo das costas. Passam menos de três minutos desde o orgasmo e a revelação de Tania. Ainda não foi trocada uma palavra mas há pensamentos velozes que quase parecem ouvir-se entre os três. A jovem respira fundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desculpem....eu sei que deveria ter dito antes... -&lt;/em&gt; diz ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Nem sei o que dizer.... -&lt;/em&gt; tenta responder Laura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Como é que isso foi acontecer? -&lt;/em&gt; soltou Afonso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que é que eu faço agora à minha vida?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que é que tu fazes?!!! -&lt;/em&gt; diz Laura&lt;em&gt; - O que é que nós os três fazemos....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu não quero envolver-vos nisto... -&lt;/em&gt; responde Tania.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Mas tu não vais passar por isso sozinha, Tania. -&lt;/em&gt; desabafa Laura &lt;em&gt;- Quer dizer, seja lá o que fôr que vás passar... mas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desculpem-me...eu sei que devia ter dito antes...mas estava tão confusa e nervosa que dexei as coisas andar...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Há quanto tempo é que soubeste isso?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desde os teus anos...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Meu Deus!...Isto é uma loucura!....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Bolas, Laura...também não é contigo que está a acontecer!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás a tentar dizer que não me afecta?! O que queres que pense?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Que estou grávida...que nunca pensei que pudesse ser mãe...assim...desta forma...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E achas que eu pensava? -&lt;/em&gt; responde Afonso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Pensavas o quê?!... -&lt;/em&gt; diz Tania nervosa&lt;em&gt; - Bolas, eu não vos estou a pedir nada...apenas estou a desabafar que estou grávida há onze semanas e não sei o que hei de fazer!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Onze semanas?!!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...Mais ou menos, foi o que o médico me disse....Mas porquê?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Onze semanas?...mas nós só há duas semanas é que... Quem é o pai?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O Filipe!!...Mas quem é que havia de ser? Achas que eu estive com mais alguém sem ser o Filipe e...?? Espera!!...Vocês pensavam que eu estava grávida do...? Não!!!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás grávida do Filipe?... -&lt;/em&gt; tenta confirmar Laura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tens a certeza que são onze semanas? -&lt;/em&gt; diz Afonso no mesmo tom.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não...Talvez até possam ser doze......Laura...Afonso...eu estou grávida do Filipe!...Lembram-se, aquele gajo que me pôs os cornos com a amante da minha amante?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim, Tania...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laura liberta um suspiro. De alivio. De confusão. Agora que ela segue todo o encadeamento de acontecimentos, a namorada de Afonso consegue tranquilizar. O próprio Afonso ainda tenta recuperar o ritmo cardíaco normal. Apenas Tania continua desorientada. A sua confissão parecia acarretar uma cruel realidade, mas ainda assim, ela ainda se sente perdida. Afinal, não estava mesmo nos seus planos ser mãe solteira, ainda por cima a viver com um casal amigo e amante. A surrealidade da ocasião não podia parecer maior. Laura encaixa a ideia e tem finalmente um gesto acional perante a amiga. Ergue o seu corpo e vai abraçá-la. Dá-lhe um beijo na face e traz as palavras certas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tania...entendo...não vai ser fácil...acredito que não vai ser...Mas vamos encontrar uma solução... Estás grávida...vais ser mãe e...ouve o que te digo.... Vai tudo correr bem....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a respiração ainda presa, Tania alivia a pressão que tinha em cima dos seus ombros. Partilha o abraço com a sua colega de trabalho e segura toda a confiança que Laura lhe transmite. Não obstante a revelação, a rapariga do sonho consegue ficar entre o casal do qual é amante. Como uma menina confusa, Tania só quer adormecer na certeza do que Laura e Afonso lhe possam entregar daqui em diante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-5454239437658419766?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/5454239437658419766/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=5454239437658419766&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/5454239437658419766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/5454239437658419766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/o-sonho.html' title='O Sonho'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-6411853877566808278</id><published>2008-05-04T09:02:00.007+01:00</published><updated>2008-09-10T09:46:28.590+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Narrador'/><title type='text'>Até onde a surrealidade nos levar</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 09-09-2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;"LoveHateDreamsLifeWorkPlayFriendshipSex"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Tagline retirada do filme &lt;em&gt;Vanilla Sky&lt;/em&gt;, de 2001, baseado no filme "Abre Los Ojos", de Alejandro Amenábar e Mateo Gil. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0259711/"&gt;http://www.imdb.com/title/tt0259711/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida numa forma de arte. Todos nós entendemos a vida como uma rotina quotidiana, como uma procura em alcançar objectivos e transformar felicidades. Viver tornou-se um cálculo demasiado paradigmático. Trabalhar para receber, receber para gastar, gastar para trabalhar e tudo isto é um imenso circulo vicioso do qual nos embrenhamos até não ter consciência da forma pura das coisas. Viver é respirar. Sentir que todos os dias pode haver algo diferente. Ganhar o Euromilhões ou receber um abraço inesperado. Ser promovido ou sonhar com o futuro. Ser melhor que o colega do lado ou escrever um conto sublime. Viver pode ser feito de pequenas coisas grandiosas. Viver é pintar algo de novo, é esculpir ideias diferentes, é bordar paixões, filmar o amor, cantar um orgasmo, bailar num lago, construir aquilo que nunca jamais ninguém ousou sequer pensar. A vida numa forma de arte. É neste sentimento que proponho um mergulho na próxima "semana" do Edificio Magnolia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade, as "semanas" dos inquilinos cada vez têm sido mais longas, com um espaço de divulgação cada vez mais distante. Eu sei. Eu entendo. O Edificio Magnólia têm andado adormecido. Em parte, a culpa é do Narrador. Vida profissional, outros projectos que se intrometeram, calor, repouso, algumas férias. Cansaço? Algum, talvez. Desânimo? Uma pontinha. Neste blogue existem cinco ou seis leitores cativos, aos quais quem narra e quem vive as paredes do Edificio agradecem a atenção e as palavras. Mas ainda assim, é difícil encontrar forças constantes para escrever para o mundo da net e nem sempre sentir o melhor feed-back. Isto não é uma queixa, é um mero desabafo, que procura justificar as longas ausências que têm ocorrido. Em parte deve-se a isso, no entanto, é acima de tudo porque Agosto tem sido um mês complexo. Isto não significa que o Edificio Magnólia está a morrer. Pelo menos eu acho que não. Eu pretendo mantê-lo vivo. Nem que seja para os cinco ou seis leitores. Isto não significa também que tenha havido uma falta de histórias ou criatividade ou imaginação para as contar. Pelo contrário. A essência mantém-se lá. As histórias já estão vividas, sem alterações, mas com muitas novidades. Falta apenas descrevê-las, torná-las vivas, procurar torná-las artísticas. E a ansiedade de as querer contar precipita-se na falta de tempo e estímulo para o fazer em condições. Aos que gostam do Edifício Magnólia. Aos que ainda acreditam nesta ideia. Aguardem, por favor. Os seis apartamentos voltaram oportunamente. E uma enorme surpresa ainda está reservada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto ao Magnolium Comentários, já lá vai algum tempo desde a última atribuição da Menção, intrinssecamente característico à vida do Edifício. A Lize foi a última contemplada e continua a ser uma fiel detentora do "prémio". Dois meses depois, e apesar de não serem muitos os motivos para encontrar novos nomeados, é importante fazer duas referências. Uma aos leitores habituais, que apesar da distância que quem narra tem evidenciado, continuam a prazentear-nos com palavras queridas, reveladoras do gosto que julgo ainda manterem pelo espaço. Outra à nossa mencionada desta "semana". A &lt;a href="http://ed%20light%20special/"&gt;Red Light Special&lt;/a&gt; é outra das pioneiras do blogue. É uma leitora que nos acompanha desde início, não obstante algumas ausências compreensíveis. De qualquer forma, e tendo em conta o último comentário que ela colocou, é entregue com alguma justiça o Magnolium Comentários de 09 de Setembro. Por todos os comentários que já aqui passaram dela e pelas palavras recentes, que criaram um estimulo rejuvenescido, quer nas vidas dos inquilinos, quer na forma de ver o Edifício de quem narra. Na esperança que para além de pioneira, a Red Light veja o envelhecer das paredes do Edifício, entregamos esta Menção com respeito, agradecimento e carinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Edifício continua vivo. Veremos em que moldes tal decorre, mas desde já fica a promessa de que tal sítio não morreu. A todos os que ainda continuam a espreitar pela porta de entrada, os maiores agradecimentos e cumprimentos. Amor, ódios, sonhos, vida trabalho, energia, amizade, sexo. Tudo isto se descobre por entre estas paredes. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-6411853877566808278?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/6411853877566808278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=6411853877566808278&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/6411853877566808278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/6411853877566808278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/at-onde-surrealidade-nos-levar.html' title='Até onde a surrealidade nos levar'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-7895260605533692981</id><published>2008-05-03T14:15:00.000+01:00</published><updated>2008-08-08T14:16:28.945+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3º esq.'/><title type='text'>Meia-noite e dois</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 08-08-2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sábado. Quase Domingo. Um balançar entre uma noite cheia de desejos e uma madrugada por preencher. Ninguém parece gostar de adormecer cedo num Sábado à noite. Tem que haver um programa. Algo tem que ser diferente de uma noite ocasional de semana. Encontrar amigos, jantar fora, beber um copo, conhecer pessoas novas, experimentar sensações diferentes, viver emoções fortes. A noite de Sábado tem que acontecer. Quanto mais não seja para sentir que o mundo ainda gira. Rafael preenche a sua noite. No sofá da sua sala de estar, ele acaricia os cabelos lisos creme de Alexandra. Os olhos da jovem brilham. São uns olhos redondos, vivos, intensos. Os lábios dela palpitam. Ela anseia um beijo. A mão do homem a encher o seu seio volumoso é apenas um pormenor que Alexandra deixa que ele desenvolva em si. O desejo invade-a e o olhar penetrante de Rafael não a deixa sequer respirar. Ele quer esquecer a verdadeira motivação para querer a presença da jovem na sua casa. Ele quer viver a noite de Sábado como um sonho. Ele quer achar que aquilo é um desabafo instintivo da sua mente. Quando ele acordar, terá tempo para pensar no que fere o seu coração. Por agora uma anestesia toma conta do seu corpo. Os lábios colam-se. E uma mão desbrava caminho pela perna dele, em direcção ao fecho das calças. Porque a sua noite não podia ficar vazia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;--&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi duro. Pegar a chave da porta de entrada do Edifício Magnólia e dar de caras com a presença de Ana, a atravessar o passeio da rua, tornou-se uma crueldade indelével. Na ténue luz que marcava a sua postura, Rafael amolecia os seus gestos, na tentativa de que a sua vizinha denotasse que ele estava ali. Ana estava encantadora. Ousada, sensual. Vestia a sua máscara nocturna e ainda lançava as primeiras lufadas do seu charme. Ela tinha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;saído&lt;/span&gt; do estabelecimento do rés do chão do prédio e aguardou no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;lancil&lt;/span&gt; do passeio. Um carro preto, luxuoso, arrebatador esperava por ela. Um motorista abria-lhe a porta traseira do carro e ela entrava delicadamente. Antes de se sentar, Ana conseguiu avistar Rafael. Um olhar sinistro marcou a comunicação silenciosa entre ambos. A agenda da acompanhante continua preenchida. E a sua noite de Sábado reservava-lhe um cliente sumptuoso. Era como uma faca que atravessava as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;vísceras&lt;/span&gt; do instrutor. Mais do que vazia, a noite de Rafael parecia agora uma penumbra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um homem assim não adormeceria ferido de solidão. Não se fecharia no seu casulo num Sábado à noite, atormentado pelas suas mágoas apaixonantes. Rafael voltou a fechar a porta do Edifício e deixou-se atrair pelo movimento do Espaço Magnólia. Cheio. Carregado de pessoas que antecipavam uma noite de discoteca, de bares na baixa da cidade, de quartos quentes de paixões partilhadas. Assim sempre foram os serões de fim de semana neste lugar. Um aperitivo para fantasias. Rafael abriu a porta do estabelecimento climatizado e cruzou-se com pessoas que dificultavam a chegada até ao balcão. Vislumbrou a vizinha que mora por baixo de si e tentou desvendar o que procurava ela. Deu um encontrão no ombro de um homem com dois ou três &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;martinis&lt;/span&gt; bebidos a mais para aquela hora. Apertou a mão a Vasco que tentava a custo atender a todos os pedidos. Na distracção de tanta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;envolvência&lt;/span&gt;, deu um encontrão a uma mulher jovem que como ele, tentava encontrar o caminho mais fácil para chegar ao balcão. Ele procurou pedir desculpa, mas ela lançou-lhe um olhar desinteressado. Rafael sentou-se finalmente no balcão e desviou o olhar dela. Pediu uma bebida e ansiava por encontrar um objectivo. Raramente ele viu o Espaço Magnólia tão cheio. A cabeça dele girava e criava uma imagem do que o envolvia. Subitamente, havia um olhar que se fixava a si. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Carnalmente&lt;/span&gt; sorridente. Ingenuamente atrevido. Descaradamente persuasivo. Rafael recebeu a bebida, pegou nela e levantou-se do banco junto ao balcão. Cinco passos e ele alcançou a mesa. A jovem até levantou a cabeça para fixar a imagem dele. O homem até aguardou uns segundos. Mas o resto, foram apenas pormenores. Rafael conseguiu sentar-se na mesa dela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Havia uma música envolvente. Alcançava o espaço que existia na mesa, que criava uma bolha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;invisível&lt;/span&gt;. A confusão de todo o estabelecimento parecia um som de fundo. Rafael já estava enfeitiçado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Alexandra.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Rafael, muito prazer.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Veremos...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tens um sorriso fascinante.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É essa a frase que usas para engatar mulheres num Sábado à noite?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não preciso de engatar. Isso é para frustrados.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ai é?! Então o que estás a fazer?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A corresponder.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desculpa?!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estou a corresponder ao sorriso deslumbrante que me lançaste quando estavas a olhar para mim.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu não estava a olhar para ti...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estavas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não. Não estava.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A jovem parecia mais distante do que à primeira vista ele tinha deduzido. Ela não recusou que ele se sentasse. Ainda assim, parecia reservar algo só para si. Alexandra ainda guardava um ar excitante, confiante e ainda assim, meigo. A nova companhia de Rafael não parecia querer afastá-lo, mas fazia questão de se mostrar complexa. A conversa desenrolava-se. Por vezes, o olhar dela evadia-se. Mas cedo ele a recuperava. Passo a passo, ele assumia o controlo. Com o olhar fixo nela, o homem pincelava a conversa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Isto é mais um sitio para tomar o pequeno-almoço e apreciar o amanhecer... - &lt;/em&gt;disse ele&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E moras aqui?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Três andares acima...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A sério?! Curioso.... Mas parece ser um sitio muito....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Se soubesses o quanto ficava bem se desprendesses o cabelo...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E Alexandra bloqueia. O elogio inusitado arrepiou a coluna da jovem até à nuca. Agora, Rafael sabia com o que podia contar. Alcançou um ponto nevrálgico na auto-estima de Alexandra e arrebatou a atenção dela. Nervosa, ela tentou dissipar o seu olhar. Virou os olhos para a esquerda, para a direita e depois para trás, directamente para o balcão. Desta vez, Rafael também olhou. O balcão já estava vazio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás com alguém? -&lt;/em&gt; pergunta o homem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não!...Eu vou só à casa de banho....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atrapalhada, Alexandra levantou-se. Seguiu imediatamente para a casa de banho feminina, com ar empolgado. Sem hesitar, Rafael levantou-se também. Acompanhou de perto o passo da jovem, por entre a confusão do Espaço. Assim que a porta encerrou, ele olhou para o redor, evitando que alguém percebesse a sua intenção. Ele volta a abrir a porta e invade um espaço que não lhe pertencia. Instintivamente, confirmou que ninguém entrava. A porta da primeira cabine estava entreaberta, a segunda estava fechada. Por uns segundos, a sua mão abriu-se, querendo tentar empurrar a porta. Ainda assim, ele hesitou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Alexandra?.....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se ouviu uma resposta. Pelo menos verbal. Ouviu-se um leve tossir. Rafael assumiu-o como uma confirmação de presença. Encostou-se junto à porta e soltou um forte suspiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Deixa-me levar-te ao meu apartamento... Ao terceiro andar... Eu sei que estavas a olhar para mim... Eu sei que houve qualquer coisa ali... Não estou a tentar engatar-te... Há coisas que não se podem evitar e eu sei que sentiste o mesmo que eu... Vem comigo... Ofereço-te um copo...ofereço-te as minhas mãos... eu sei que vais gostar das minhas mãos... Se soubesses como elas te podem dar prazer... Deixa-me desprender o teu cabelo... Desprender a tua roupa.... Bolas...deixa-me ser teu...por esta noite... Há qualquer coisa, não há?... Não estou enganado... Eu desejo o teu corpo, os teus lábios... Eu sei que há qualquer coisa nos teus lábios... Eu estou excitado, acho que tu também estás.... Vá lá, Alexandra...Abre a porta e sobe comigo... Sobes? Eu conto-te como a minha mente te está a imaginar...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;00:02&lt;/strong&gt; - Enquanto não obtivesse uma reacção, Rafael não se iria calar, nem tão pouco sair daquela casa de banho. Mas houve um ruído. O trinco da porta rasgou as palavras do instrutor. Lentamente, a porta abriu-se. Rafael afastou-se e não escondeu alguma ansiedade. Dentro da cabine, saiu uma mulher efectivamente excitada. Mas não era Alexandra. Era a jovem mulher. Aquela que - quando ele entrou no Espaço - procurava o caminho para o balcão ao mesmo tempo que ele. Afinal, ele não estava a falar para a jovem que que estava sentada consigo. Estava a libertar palavras excêntricas para uma mulher que lhe fazia lembrar Alexandra. O cabelo, os contornos da face, os olhos. Os olhos redondos, vivos, intensos. Em tudo semelhante à jovem que ele procurava alcançar. Ainda assim, esta mulher parece ter bebido as palavras quentes de Rafael. Na verdade, ela estava mesmo excitada. Era &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;perceptível&lt;/span&gt; nos seus lábios finos, húmidos e palpitantes. A mulher saiu da cabine, não sem antes lançar um olhar interessado em Rafael, como que a dizer &lt;em&gt;"Eu aceito".&lt;/em&gt; Ele estava atrapalhado, sem perceber ao certo o que estava a acontecer. Ela foi dirigindo-se para a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;saída&lt;/span&gt; da casa de banho, num passo provocante, com as nádegas redondas a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;sobressaírem&lt;/span&gt; ao olhar do homem. Entretanto, da primeira cabine com a porta entreaberta, apareceu delicadamente Alexandra. Depois da outra mulher ter saído, ele lançou o olhar à jovem que ele cobiçava. Algo demasiado estranho e embaraçoso estava a acontecer. Mas a explicação foi curta e eloquente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Rafael... apresento-te a minha irmã Carolina...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E um sentimento perverso e alucinado invadiu a mente do instrutor. Nada do que Rafael tinha imaginado se podia comparar com a transformação excitante que ocorria dentro de si e que Alexandra parecia entender.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;--&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a mão de Carolina. Desaperta as calças de Rafael e procura acariciar o tecido dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;boxers&lt;/span&gt; dele. Ele troca a língua com a irmã da jovem mulher. Um beijo macio, envolvente, assertivo. Porque ninguém esconde o que quer. Carolina transpira uma sensualidade inusitada. Desenha em si uma beleza misteriosa, um olhar desgarrado, um sorriso surreal e uma empatia estranha com a irmã. Alexandra expõe os seus enormes seios ao homem que a enfeitiçou no café. Florescem do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;top&lt;/span&gt; vermelho decotado que ela ostentou no bar. São mamas descaídas mas formosas. Curvilíneas mas cheias. E enquanto as mãos de Rafael lhe enchem o peito, a sua irmã - quatro anos mais velha - retira o pénis do amante dentro dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;boxers&lt;/span&gt;. Segura-o com vigor, aperta-o, faz com que ele inche, masturba-o, dá-lhe satisfação. Apesar de sentir o entusiasmo a eclodir num ponto específico, Rafael mantém a concentração e mima Alexandra. Acaricia os seus cabelos com dois dedos, apalpa os seios quentes femininos de uma forma terna e brinca com os lábios carnudos e vermelhos da jovem. As &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;línguas&lt;/span&gt; envolvem-se e a tesão aumenta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a mão de Alexandra. Detém agora o sexo masculino na palma da mão. Aperta ligeiramente os testículos e procura segurar a excitação dele. O olhar da jovem prende-se à face dele. Os seus lábios palpitam, desenhando ao mesmo tempo um sorriso perverso. Carolina ocupa-se. Enche a boca com a carne &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;erógena&lt;/span&gt; do homem que aceitou receber duas mulheres em sua casa. Não será a primeira vez que Rafael partilha prazer com duas mulheres ao mesmo tempo. Mas isto é inédito. Duas irmãs, cúmplices, sensuais, conscientes, maduras. Uma experiência assim complementa-se na frieza com que ele encara os sentimentos nesta noite cruel. A boca fina de Carolina chupa o seu pénis. O pescoço dele exerce um movimento que pretende proporcionar um deleite fantástico ao anfitrião. Ela tem os olhos fechados e solta breves gemidos. O broche está a ser delicioso, a jovem mulher lambe a ponta do sexo, mas ele quer mais. Acaricia os cabelos castanhos de Alexandra e exerce uma pequena pressão na nuca. Ela só queria um pedido dele. A exigência dele é um desejo que Alexandra goza. Agora, os lábios carnudos de Alexandra absorvem gentilmente a ponta da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;picha&lt;/span&gt; do instrutor. Agora, ele tem duas mulheres a deliciarem-se com a sua carne inchada. Agora, naquele sofá, a fantasia mistura-se com um deboche sensual. Agora, o sexo oral pratica-se a duas bocas, a quatro mãos, a duas línguas que brincam incessantemente com a tesão de Rafael.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a mão de Rafael. Descreve &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;círculos&lt;/span&gt; carinhosos com a palma das mãos no rabo feminino despido. Carolina está sentada em cima dele. Da cintura para baixo, a suavidade da sua pele deixa transparecer o sexo húmido, as pequenas pernas e o rabo largo. São duas nádegas salientes, macias, mas cheias. Ele apalpa-as, decorando as formas excitantes. Da cintura para cima, Carolina veste ainda a camisola ousada. É uma lã suave. Resguardou a brisa nocturna, mas não conseguiu esconder os seus mamilos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;entesados&lt;/span&gt;. Os bicos parecem querer furar por entre os fios brancos da peça de roupa. Rafael olha para eles com desejo. Surgem deliciosos, perversos, sedentos. E cedo aquela camisola de lã prostrará no chão e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;será&lt;/span&gt; testemunha da degustação da boca dele nos seios pequenos mas sensuais da jovem mulher. Ela está aberta. Os seus joelhos fincam nas almofadas do sofá. As suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;virilhas&lt;/span&gt; roçam nas coxas do homem. E o sexo dele já entrou três vezes com vigor dentro da sua rata. Ela pula sobre ele com ligeireza, com encanto, com devoção, com uma imensa vontade de prolongar aquele momento. Alexandra ainda se mantém sentada ao lado do amante e da irmã. Já ergue o corpo depois de ter chupado com intensidade o sexo de Rafael. A sua face desvenda os restos do prazer obtido. Tinge a pele macia dela com um fio que flui pelas suas bochechas fofinhas. Ao olhar para a sua irmã, Alexandra descobre que o prazer foi &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;distribuído&lt;/span&gt;. Não há tempo para limpar, para retirar aquilo que já foi gozado. A mão dela acaricia o peito do amante e cedo a jovem perceberá o seu lugar nesta inusitada orgia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São as duas mãos de Rafael. Estão ocupadas e cheias de carne &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;erógena&lt;/span&gt;. A mão esquerda continua a apalpar o rabo de Carolina, incitando-a a cavalgar sobre o colo dele. O sexo do instrutor penetra profundamente na vagina da jovem mulher e ouvem-se alguns gritos vindos da boca dela. Os olhos de Carolina cerram e os seus seios bicudos, com o movimento do seu corpo, tocam ligeiramente no rabo da sua irmã. A mão direita de Rafael apalpa as mamas de Alexandra. O seu braço ergue-se por completo. A jovem está com ambos os pés colaterais ao abdómen do amante. Agora nua, ela coloca-se com os joelhos ligeiramente dobrados e colados ao encosto do sofá, aproximando a sua cintura à cabeça de Rafael. Os cotovelos dela fincam no cimo da peça de mobiliário enquanto ele procura com algum custo tocar a rata de Alexandra com a língua. O envolvimento a três prolonga-se numa acção dividida em vários estímulos sensuais e excêntricos. Carolina está prestes a vir-se, com o pénis inchado a fazer sucumbir o sexo feminino que pede um pouco mais, conforme os pulos progressivos que o corpo desenvolve. Alexandra está &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;entesada&lt;/span&gt;. As suas mamas estão rijas e acariciadas. A sua rata parece volátil às lambidelas que proporcionam uma sensação intensa e latejante, desde o clitóris até ao cérebro. Rafael, esse, incorpora-se numa fantasia surreal. É difícil ele conseguir manter-se consciente da realidade que ocorre. É difícil ele procurar uma devoção maior a todo o seu corpo. É difícil ele imaginar uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;lascividade&lt;/span&gt; maior que aquela. As duas mulheres absorvem as suas energias. As duas jovens engolem o corpo dele, retirando todo o poder sexual e físico do instrutor. Alexandra e Carolina entregam os seus orgasmos ao homem, numa transmissão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;fervilhante&lt;/span&gt;. Desde a ponta dos dedos dos pés da mulher mais velha, deslizando pelas suas nádegas redondas, passando pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;picha&lt;/span&gt; inchada do anfitrião, suavizando nos seis da irmã mais nova até terminar na explosão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;libidinosa&lt;/span&gt; da vagina dela, onde a língua de Rafael consome a paixão, o desejo e a tesão dos três elementos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São todas as mãos. Alexandra, Carolina e Rafael unem-se pelas caricias contagiantes das seis mãos, dos trinta dedos e das centenas de pequenos poros que se misturam e absorvem o que a derme do parceiro pode oferecer. Os dedos de Carolina fincam nos joelhos firmes do homem. Ela ainda está sentada no colo dele. Mas desta vez, vira as suas nádegas salientes para a cintura dele. O seu corpo pende ligeiramente para a frente e os seus seios pequenos mas bicudos balançam ao sabor das penetrações do instrutor de equitação. Rafael tem o tronco erguido. As suas mãos seguram-se com dedicação às ancas da mulher. Apalpa-lhe as nádegas e penetra por entre a carne &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;erógena&lt;/span&gt;. Com poucas contemplações, ao ritmo dos gemidos intensos de Carolina, ele invade o ânus dela com virtuosismo. É frenética a forma como ele sente que a jovem se dilata para o receber. Alexandra pressente a intensidade do momento. Ouve cada tom de voz que se liberta da boca da irmã. Vibra com a forma como as mãos dele se apoderam do rabo de Carolina. Delicia-se com a forma como o seu corpo ainda treme do último orgasmo, da sua rata a ferver, da tesão que o seu peito ostenta, ao sentir toda esta orgia. Ajoelhada em cima da almofada, ela coloca-se ao lado do casal de amantes que se une e divide a atenção das suas mãos. A palma da mão direita acaricia o braço da sua irmã. Atenciosamente, ternamente, intrinsecamente. Os dedos da mão esquerda viajam entre o peito impulsionado de Rafael e a nuca dele. Caricias intensas, selvagens e aguerridas. Alexandra sacia por mais. Exige mais. Suplica por uma repetição &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;prazeirenta&lt;/span&gt;. Aproxima a sua face para o beijar, para trocar com ele as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;línguas&lt;/span&gt; escaldantes. A boca dela sabe ao orgasmo dele. A boca do homem tem todo o suco intimo dela. Enquanto a mulher mais velha se infiltra numa sensação de prazer enlouquecido, Alexandra volta a reunir as suas mãos e colhe as mamas enormes com a derme da palma. Apalpa-as, brinca com elas, aperta os mamilos. Rafael &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;atenta&lt;/span&gt; a estes gestos e ao mesmo tempo que entra com alguma dor no rabo de uma das amantes, abre a boca para devorar um dos seios de Alexandra. Ela cerra os olhos. Geme. Deixa-se levar pelo hipnotismo de todos os sentidos. O que ouve, o que toca, o que cheira, o que não vê mas imagina. Os lábios e a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;língua&lt;/span&gt; de Rafael deliciam-se com o peito suave, meigo mas estupendamente voluptuoso da jovem. Carolina não aguenta. Finca as unhas na pele das coxas dele. Grita num tom de voz implorável de desejo. Flecte todos os músculos, prendendo a energia numa imensidão de delírio físico. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Carolina sente&lt;/span&gt; o seu interior a arder. Sente as nádegas vibrar. Os seus olhos também cerram. Mas quando ela movimenta a mão esquerda para se segurar à irmã, pressente algo mais ali. Um braço. Outro braço. Entre as pernas de Alexandra, a sua mão aperta com entusiasmo o pulso de Rafael. Ele acaba de a penetrar com dois dedos na rata e um no ânus. Ele masturba a jovem de uma forma ainda mais intensa do que penetra a irmã dela. Mais uma vez, a orgia borbulha numa explosão. Diversas acções não permitem distinguir sentimentos e sensações. Rafael, Carolina e Alexandra tornam-se num único elemento de prazer. Ainda assim, eles nunca se tinham visto até esta noite.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rafael procura perceber quem tem diante de si. Duas irmãs. Com idades ligeiramente separadas, mas com um envolvimento muito forte entre ambas. Não é só a semelhança física que as aproxima. Os gestos, a voz, a forma de agir parecem uma só. As partilhas, as emoções e as convicções também se assemelham. É evidente que não é a primeira vez que as duas mulheres partilham o mesmo homem. Ao mesmo tempo. É possível que já tenha havido um beijo. Numa hipótese remota, o envolvimento carnal pode ter acontecido numa experiência de descoberta. Mas pelos vistos, as jovens mal se tocam. Respeitam o espaço de cada uma. Não misturam desejos. Há realmente toques. Os corpos nús chegam a roçar-se. Mas tudo desprovido de paixão carnal, lésbica e incestuosa. Rafael entende que a fantasia não irá mais longe que isto. Ainda assim, o maior envolvimento entre as duas irmãs, está nos olhares silenciosos e lascivos que trocam. Elas devoram-se mutuamente pela força da mente, porque procuram o mesmo proveito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite é longa. Só pode ser longa. As sensações não se esgotam. Desvanecem. Querem adormecer na profundeza do cansaço. Testemunham o arrastar da hora desta madrugada frenética. Os orgasmos incontáveis colam-se ao suor dos três corpos. O homem e as duas irmãs terminaram a noite nús. Estendidos no sofá que jamais experimentou tamanha ousadia. Elas entendem a ocasião da noite. A perversão da sedução no Espaço Magnolia transportou-as para momentos sexuais indescritiveis. De manhã tudo isto não passará de um sonho. Talvez uma fantasia. Delicadamente uma aproximação real de desejo. Certamente uma surrealidade. Assim, em conjunto, Alexandra e Carolina levantam-se exaustas. A noite de Sábado aconteceu. Vai amanhecer. Rafael irá acordar de uma madrugada em que não dormiu, em que se entregou, em que rendeu-se aos fantasmas que o assolam, em que bebeu o deboche apaixonante. Rafael irá acordar e perceber que Ana não adormeceu ao seu lado. Nem na sua cama, nem no apartamento ao lado. Rafael irá acordar e tentar esquecer que a noite de Sábado foi demasiado real.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-7895260605533692981?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/7895260605533692981/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=7895260605533692981&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7895260605533692981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7895260605533692981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/meia-noite-e-dois.html' title='Meia-noite e dois'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-7487583737940111063</id><published>2008-05-02T17:54:00.001+01:00</published><updated>2008-07-24T17:54:25.712+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1º dto.'/><title type='text'>Onze e um quarto</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 24-07-2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A casa está graciosa. Sempre o esteve. Desde o instante em que Maria José abriu a primeira vez o estore da janela do quarto, o interior do 1º direito ganhou uma nova vida. Pura e simplesmente pelo facto da mulher respirar ali. Hoje, a casa não é invadida pela habitual luz solar que enche os recantos deste lar. Maria José deixou os cortinados cerrados e os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;estores&lt;/span&gt; não enrolam nas caixas. Pequenas brechas de luz incorporam um ambiente sereno na sala onde a professora está sentada desde há alguns minutos. Repousa no sofá. Olha para uma carta que segura com as mãos. O olhar parece enfeitiçado. As mãos libertam um ligeiro suor. Ela ergue a cabeça, levanta-se e dirige-se em direcção à porta de entrada. Porque ouve a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;campainha&lt;/span&gt; tocar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Henrique...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Maria José... Posso entrar?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Claro que sim. O almoço ainda vai levar um bocadinho.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Também ainda não é meio-dia...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maria José cerra a porta e dirige-se para a cozinha, onde um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;refogado&lt;/span&gt; inicia o seu processo de confecção. O proprietário desta fracção do Edifício Magnólia segue atrás dela e não deixa de repara que para aquela hora matinal, a mulher está extremamente elegante. Uma saia preta, colada à coxa, salientando o rabo ligeiramente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;descaído&lt;/span&gt;. Uns sapatos pretos com salto que lhe sobe o calcanhar alguns &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;centímetros&lt;/span&gt; e lhe tonifica a barriga da perna. Uma blusa amarela torrado que desvenda a forma sublime do peito maduro. Um colar artesanal que se esconde dentro da blusa. Um rasgo diferente na forma como o cabelo ondula junto às orelhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Cortaste o cabelo?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Hoje...Logo de manhã.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Está bonito... Estás bonita.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Obrigada...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vais a algum lado?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Porquê o interesse? Já não tenho o direito de querer estar bonita para mim mesma?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Talvez esperes alguém...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Esperava-te a ti.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele sorri. Desvenda a atrapalhação de um elogio rasgado nas palavras subtis de Maria José. Ela está encostada ao balcão. Parece indecisa. Ainda segura a carta na mão. Volta a cingir o olhar nela. Quer abri-la. Mas hesita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Alguma carta importante?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não vais abri-la?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Acho que não.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Mas se é importante....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É um extracto do banco.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E o que o torna tão importante para nem o quereres abrir?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não a vou abrir. Vou guardá-la e não se fala mais nisto, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ok&lt;/span&gt;?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É o carteiro?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...Sim, Henrique. É o carteiro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maria José baixa o olhar. Continua com a carta na mão. Respira fundo. Sabe que o seu cunhado lhe cinge o olhar com alguma estranheza. Talvez ele entenda. Talvez ele ache &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;ridículo&lt;/span&gt;. Talvez ela conte o que se passou, o que ainda se passa dentro de si. Talvez seja algo que não é da conta dele. Mas aquela carta será para sempre de Maria José.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;11:15&lt;/strong&gt; - A campainha tocou à mesma hora de sempre. Hoje parece que nem se ouviu. Ela sentiu. Abriu a porta e com alguma ansiedade aguardou. De uma forma diferente. Numa percepção distinta. Numa assimilação afastada da concepção apaixonante com que eles aprenderam a olhar-se. Paulo alcançou o primeiro andar e sorriu para Maria José. Mas foi diferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Olá...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Olá!... Tens correio para mim?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tenho... Tenho... É uma carta do banco.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Deve ser o extracto...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Pois... Desculpa, estive para te entregar ontem, mas o turno mudou e eu ainda tentei passar aqui e o meu colega afinal não estava a ver onde era e...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não precisas de justificar, Paulo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não estou. Eu não...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Como estás?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Bem, e tu?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estou bem...Estou...Tu sabes...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade sempre acabou por consolar a mente dos presentes. Depois do orgasmo de Maria José, encostada à parede do tanque do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt;, a professora gritou para si mesmo. Confessou um intimo basta e suspirou um desejo de redenção. A traição é algo que sempre lhe pesou na mente, no corpo, no contacto com o mundo que a envolve. Suportar uma ocultação durante uma mão cheia de dias tornou-se insustentável. Assim, quase nua, com o sexo do carteiro dentro de si, Maria José clamou uma conversa inadiável. Nas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;espreguiçadeiras&lt;/span&gt; do espaço no topo do Edifício, a mulher sentou-se diante da pessoa que ela queria amar. Paulo olhou seriamente para a mulher. No fundo, ele sentiu que algo de extraordinário se passava na mente da amante. E ouvir da boca de Maria José que o amor dela não era verdadeiro, precipitou a verdade. Sem meias palavras, sem refúgios cobardes. Nu e cru. O estado de espírito da professora foi aberto. A confusão da sua mente. A incerteza de um amor complexo por alguém de uma geração distinta. A atracção pela alma que a conhece melhor do que ninguém. A cedência aos instintos que desaguou numa apaixonante mas irresponsável &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;envolvência&lt;/span&gt;. A sincera mágoa pela traição. A inevitável sensação de falsidade. A inerente necessidade de pedir desculpas. Tudo isto Paulo ouviu. Recebeu. Interiorizou. Reflectiu. Aguentou. Aceitou. O carteiro, de idade ingénua, de carácter por amadurecer, aceitou a crua realidade dos factos. Maria José, a sua confessa namorada, expunha-se à frágil rendição da mentira. A mulher jamais aceitaria continuar com um segredo demasiado injusto para com um homem tão carinhoso, atencioso e ousado, como Paulo quis ser. E perante a exposição da verdade, ele sentiu-se consolado. Desconfiou. Sempre desconfiou. A empatia que ele sentia gerar-se quando viu os dois cunhados juntos falou mais do que mil palavras. Assim, aceitar a consequência daquilo que já não pode ser esquecido, foi um consolo para a mente de Paulo. Apesar de estupefacta, Maria José agradeceu a compreensão imerecida do seu ainda amante. Mais do que rendida a outra pessoa, mais do que incapaz de assumir coragem de assumir uma relação séria com alguém tão novo. A mulher sentia que não consegue dar a mesma felicidade ao jovem que ele lhe procurou entregar a cada momento. Cobardia, talvez. Sinceridade, imensa. Carácter, quase perfeito. As alças do fato de banho dela subiram. Os bicos dos mamilos ainda estavam salientes. Mas o beijo que ela entregou na maçã do rosto de Paulo foi o pacto que alterou o relacionamento dos dois. Agora, eles já não eram mais amantes. Eles eram amigos. Porque a verdade atempada pode magoar, mas tem perdão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Queres entrar?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não. Tenho ainda mais onze ruas para fazer e hoje já tenho a ronda atrasada.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Chegaste à hora certa...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu sei...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu...Paulo...eu... tu sabes que eu não queria...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu estou bem, Maria José. A sério.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Ok&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Ok&lt;/span&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um silêncio gerou-se entre os dois. O olhar mantinha-se. Maria José tinha a certeza que essa comunicação oculta se iria manter por muito tempo. Mas para já, naquele instante, algo os separava por tão pouco. Já não eram amantes. Amigos, com toda a certeza. Um dia, talvez o desejo traga mais uma fantasia que outrora foi real. Paulo desceu as escadas e abandonou o Edifício. Maria José fechou a porta com a carta na mão. Não era uma carta do banco. Era um pedaço da alma de Paulo, que ele quis continuar a entregar quantas vezes lhe for possível, à porta do 1º direito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já existe uma enorme ebulição na panela que está no fogão da cozinha de Maria José. Ela ainda está bloqueada com a manutenção de sentimentos confusos que bailam na sua mente. Henrique ouviu as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;palavras&lt;/span&gt; dela. Uma espécie de rampa para a confissão do que exala dentro do seu coração. O homem aproxima-se dela, faz deslizar a mão pela face da mulher, desviando ligeiramente os cabelos loiros. Ela inspira com um toque de nervosismo. Henrique segura a carta que está nas mãos dela e suavemente, retira-a da posse de Maria José. Ela expira. A professora sabe o que deseja. Sabe o que pode acontecer. A sua alma prepara-se para aceitar livremente a inevitabilidade dos acontecimentos. Convidar o seu cunhado para almoçar foi fácil. Entregar-se a ele é um passo que parece demasiado forte. Os olhos do homem afeiçoam-se aos contornos da sua cara. Entusiasmam-se com as curvas salientes do seu corpo maduro. Excitam-se com os aromas graciosos que despertam do pescoço feminino. E ela sabe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Faz&lt;/span&gt; amor comigo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Diz&lt;/span&gt; isso outra vez.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Faz&lt;/span&gt; amor comigo, Maria José.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Só mais uma vez!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Faz&lt;/span&gt; amor comigo...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cheira aos cozinhados confeccionados numa cozinha antiga. Cheia de utensílios maduros, inundada de especiarias expostas ao ar leve, carregada com as mãos sábias de uma cozinheira que parece uma avó. A cozinha de Maria José vive um ambiente gracioso. Imaginar uma entrega carnal numa cozinha idílica assemelha-se a fazer amor de uma forma intemporal. É isso que Maria José sente assim que se entrega ao seu amante de longa data. É nessa atmosfera que o bailado que eles incorporam pelo mosaico do chão antevê o desejo intrínseco. O rabo dela cheio com as duas mãos másculas que a levitam e arrastam levemente o bico dos pés pelo solo. O abraço que se consuma quando Henrique a senta no balcão de mármore encostado à janela das traseiras. O vidro está aberto. O cortinado que cobre a intimidade daquele espaço flutua com a brisa que traz um incenso ilusório do campo. A cozinha tradicional carrega uma aura sensual. As mãos dele deslizam pelas coxas da mulher até aos joelhos. O polegar traz uma nova excitação no intimo de Maria José. E as mãos retornam, arrastando consigo a borda da saia que agora se prende nas ancas dela. Suaves as mãos dela, quando sugam a paixão da face dele. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Hipnotizante&lt;/span&gt; a ternura que se solta dos dedos femininos quando as impressões dela se tatuam na pele madura de Henrique. Transcendente o beijo que une a fantasia de ambos. Os olhos de Maria José cerram suavemente. Para não voltar a abrir. A sua cozinha é uma fantasia campestre. Como o cheiro que transporta para um sonho ingénuo. Como magnólias que seguram o seu corpo num manto surreal. Maria José está enfeitiçada. Certamente. Mas sentir o homem que traz a chave do seu desejo entrar em si, é uma concretização demasiado poderosa para ser apenas e só real. Os cortinados bailam ao lado da cabeça dela. As mãos dele fabricam a excitação na pele de Maria José, nos vários pontos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;erógenos&lt;/span&gt; do seu corpo. A face já não é madura. É doce. O pescoço já não tem rugas. Tem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;folhos&lt;/span&gt; meigos. O peito já não é flácido. São seios saborosos e palpitantes. As nádegas já não carregam o esforço físico rotineiro. São duas enormes maçãs ruborizadas, que caíram de uma árvore viçosa. E o sexo dela já não é o órgão onde começa a decepção da sua vida. É um brinquedo que faz renascer a vivacidade de tudo o que pode tornar Maria José feliz. Seduzida pelo desejo que ele introduz na sua rata. Arrebatada pelo toque &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;viciante&lt;/span&gt; do homem em tudo aquilo que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;entesa&lt;/span&gt;. Impulsionada pela excitação que as suas mamas espetam no pescoço do amante. A professora encarna um ser cintilante, bafejado pela entrega de prazer. Os seus lábios finos e húmidos palpitam. As maçãs do rosto fervem. Os seus seios são constantemente estimulados. Seja pela boca dele, seja pelo leve roçar de tudo o que pertence a Henrique. As pernas dela envolvem o corpo do homem que devora sagazmente a delicia do seu âmago. Maria José é possuída. Pela brisa que flui da rua. Pelos aromas que o seu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;refogado&lt;/span&gt; transpiram. Pelo vigor que o sexo do amante enche na sensibilidade estonteante dos seus lábios vaginais e na delicadeza do seu interior. Agora, Maria José é reclamada. Pela paixão que o seu cunhado exige oferecer. Pelo libertar de sentimentos confusos. Ela clama a sua posse para quem no momento certo guardou recordações recentes de ilusão. Porque Maria José ainda aprende a viver. Porque ela ainda renasce constantemente. No instante em que o corpo dela é apertado pelas costas - que libertam o suor na blusa molhada - um tremor de espírito solta-se de si. O apêndice &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;erógeno&lt;/span&gt; explode por entre uma torrente que a encharca. Os dedos dos pés esticam-se a um cúmulo de prazer, quase rasgando os sapatos frágeis. O &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;refogado&lt;/span&gt; parece estar pronto. O orgasmo confecciona-se. A cozinha ainda é antiga. Respira aromas de outrora, desejos de sempre, sentimentos contemporâneos. É uma fantasia. A divisão continua a ser a cozinha que Henrique pediu para renovar depois do desaparecimento da antiga &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;arrendatária&lt;/span&gt;. Mas na mente da professora, tudo se modificou. O homem respira no seu ombro despido. As mãos dele deslizam no suor das nádegas femininas. O sexo continua inchado dentro de si. É difícil retirar uma emoção coerente no descontrolo físico de Henrique. Sentada no balcão, com as pernas abertas, saciada de um prazer maduro, com a blusa quase despida, a saia dobrada na sua cintura, as cuecas encharcadas e presas na sua virilha. Acordar para a realidade é saber que o homem que passeia pelos seus sonhos de felicidade eterna, fez verdadeiramente amor com ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cozinha é sua. Tem toques graciosos da sua imaginação. Alimenta ideias mais excêntricas do que uma cozinha normal. O &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;refogado&lt;/span&gt; está quase pronto. Ela segura  o tampo da panela e infiltra o aroma que se solta no seu olfacto. Algo lhe sabe bem. Algo penetra em si e a deixa tranquila. Os sentimentos confirmam-se. A ansiedade acalma. As certezas percorrem-lhe o sangue. Isso, ou o cheiro formidável do almoço preparado enquanto ela fazia amor. A sua saia está amarrotada, a blusa está desconcertada e há um suor que lhe invade o corpo todo. Ainda assim, Maria José sente-se feminina, elegante, sedutora. As mãos de Henrique a acariciarem o seu corpo transmitem-lhe essa sensação tranquila. Junto ao fogão, os dois amantes envolvem-se numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;envolvência&lt;/span&gt; intima. Daqui a uns minutos, a refeição será partilhada. Até lá, Henrique perde-se com os lábios no pescoço macio, maduro e húmido da professora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Foi por isso que te arranjaste?...Foi por ele?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não... Foi por ti, Henrique. Quis sentir-me bonita junto a ti.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não sei se acredito em ti...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O passado recente torna-se uma boa memória na mente dela. É uma carta que ela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;guarda numa&lt;/span&gt; sensação forte, que tão cedo não se dissipa nos corredores da sua paixão. Mas agora, mais do que seguir em frente, há outras cartas para abrir. Agora, mais do que conquistar a presença de Henrique, Maria José necessita de segurar a confiança do homem que um dia amou incondicionalmente a sua irmã.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-7487583737940111063?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/7487583737940111063/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=7487583737940111063&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7487583737940111063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7487583737940111063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/onze-e-um-quarto.html' title='Onze e um quarto'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-6199435719562487135</id><published>2008-05-01T14:03:00.001+01:00</published><updated>2008-07-21T14:04:25.071+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1º esq.'/><title type='text'>Sete para as cinco</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 21-07-2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os encontros desejados no calor das fantasias secretas. No mesmo lugar de sempre ou num lugar inusitado. As coincidências do quotidiano, mas também o ocaso da fuga ao vulgar. Amantes casados. Casamentos atraiçoados. Numa tarde folgada, há espaço para sentir a novidade, há tempo para o deleite alheio. E ninguém vai descobrir. Talvez desconfiar. Descobrir é uma acção demasiado complexa que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;destrói&lt;/span&gt; relações perfeitas. A paixão, essa, ainda que adúltera, é uma acção romântica, surreal, quase filosófica de tudo o que arde por dentro e não por fora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;16:53 &lt;/strong&gt;- Despropositada. A melhor forma de caracterizar a posição que Rodrigo mantém com a sua nova amante. Encostados à porta do 1º esquerdo, ele de pé, ela com as pernas envoltas na cintura dele, o casal de amantes entrelaça-se num abraço extenuante. Há roupas desconcertadas, peles suadas e sexos húmidos a colarem-se. Ela está pressionada entre a madeira vertical nas suas costas e o tronco de Rodrigo no seu peito aberto. Os seios voluptuosos desvendam-se por entre a blusa rasgada. Já saciaram a fome do homem que a desejou num momento impulsivo, numa entrega ousada, numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;foda&lt;/span&gt; libertadora das expressões mais intimas da boca da mulher. Devota esposa, mãe de filhos adorados, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;espírito&lt;/span&gt; feminino empolgante, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;assediosa&lt;/span&gt; amante de homens comprometidos. O telefone toca, o abraço desfaz-se, ela recompõe-se. Do outro lado da linha, o marido confirma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;subliminarmente&lt;/span&gt; onde é que a esposa se encontra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele pousa o telemóvel. A chamada terminou e há uma segurança evidente na sua postura. O seu olhar levanta-se, o seu corpo ergue-se. Helena está diante dele, sentada, ansiosa pelas consequências da chamada que ele efectuou à esposa. O médico rodeia a larga secretária do seu consultório privado e aproxima-se da mulher que entrou na clínica para vir buscar os exames do filho mais novo. A mão dela vagueia a coxa descoberta e aliciante. As suas pernas abrem-se suavemente, à medida que o desejo do médico se aproxima. Distante da atenção da esposa, ciente de que o marido da paciente não está próximo, ele invade o corpo de Helena. A mesa de carvalho vai ser testemunha de uma possessão obsessiva, quando ele deitar o tronco da mulher - com a face e as mãos dela pressionadas contra a base - levantar-lhe a saia, arrebitar o rabo feminino suave e delicado e penetrá-la vigorosamente por trás na rata escaldante, até consumir a tesão que Helena teima em não esconder. E o médico vai vir-se de pé e em êxtase. Marido atencioso, pai dedicado ao bem-estar emocional e material dos filhos, detentor de uma privilegiada ostentação social, perverso amante de pacientes calorosas. A posição que ele experimenta no seu consultório com a paciente sensual tem uma definição. Inusitada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cinco minutos das cinco há uma certeza de que isto não fica por aqui. Há uma insanidade apaixonante que eclode o fervor pela novidade proibida. Quem são estas pessoas que se coincidem numa traição simultânea ao casamento, em momentos adúlteros com os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;cônjuges&lt;/span&gt; alheios? Quem são eles?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-6199435719562487135?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/6199435719562487135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=6199435719562487135&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/6199435719562487135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/6199435719562487135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/05/sete-para-as-cinco.html' title='Sete para as cinco'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-6676165937250024820</id><published>2008-04-30T09:30:00.002+01:00</published><updated>2008-07-18T10:35:32.696+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3º dto.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3º esq.'/><title type='text'>Nove menos um quarto</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 18-07-2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Bom dia!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Olá!...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há coisas que não têm preço. Há sentimentos que não podem ser contratados. Há emoções que não se encomendam num catálogo, num anúncio, num boato. Há gestos que só acontecem uma vez na vida e não voltam a ser repetidos. Rafael acorda com uma pintura genuína, única, incomparável, para sempre sua. Ana é uma mulher especial. Veste uma máscara à noite que é difícil de vestir ao vulgar humano. Despe essa mesma máscara na certeza das suas convicções. Aquilo que ela entrega ao vizinho, quando a mão percorre o peito dele despido, quando a face dela se aproxima do ar ensonado dele, quando o sorriso da jovem é um dom sublime, é a sua pessoa. Pura e crua. Sem máscaras. Porque aquilo que ela veste num dia normal, não é mais do que a riqueza da sua personalidade genuína. Completamente nua, colada ao corpo dele, Ana acorda o seu amante, após uma noite incompleta, em que adormecer na casa dele foi um passo de gigante. Ana e Rafael não são namorados. Não têm compromissos. Recusam-se a afastar-se das suas rotinas, demasiado vincadas nas suas vidas. Mas esta noite, ela adormeceu na casa dele. Ele aceitou. Comprometeu-se a acordar com ela. Ao lado dela. Junto a ela. Colado a ela. Algo mudou. Mas nem eles parecem ainda ter aceitado que mudou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Está a ser assim tão difícil? -&lt;/em&gt; pergunta ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O quê?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Acordar com companhia?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É complicado... Quando encontro um sorriso assim...Por mais complicado que seja, é arrebatador. És linda, Ana.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estarias disposto a dizer-me isso todos os dias?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não sei... Estarias disposta a adormecer todos os dias comigo?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Possivelmente...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Como ontem, não é?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás a queixar-te?! Vim aqui ter contigo, não vim? Toco à tua campainha, estavas quase a adormecer no sofá, faço amor contigo, tomo um banho relaxante ao teu lado, adormeço na tua cama e ainda te estás a queixar?...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tendo em conta que vinhas de um cliente... sim, estou a queixar-me.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não aconteceu nada, Neves...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E estás à espera que isso me faça sentir melhor?!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Porque é que estamos a discutir?... Estamos outra vez a discutir! Eu pensava que queríamos acordar juntos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu não quero discutir.... A noite de ontem já passou, já não se pode voltar atrás...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim, tens razão... A verdade é que sabe bem estar aqui contigo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Em que sentido?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Como assim?!... Quantas vezes acordas e podes dar tanto valor a pequenas coisas como partilhar um beijo?... Tomar o pequeno almoço a dois, sentir-te assim &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;nu&lt;/span&gt;....sentir-te assim &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;entesado&lt;/span&gt;....&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os seios redondos de Ana deslizam pelo tronco firme do homem. A mão dela já acaricia o sexo hasteado dele. O olhar da jovem fixa-se naquele pedaço de carne delicioso. E os lábios da amante de Neves palpitam de desejo. Ela deita-se de lado na cama e coloca a sua cabeça junto à cintura do instrutor. Os dedos tenazes da mão esquerda dela agarram o pénis com sabedoria e convicção. Os dedos delicados da mão direita acariciam as bolas do homem. A boca doce e carinhosa engole com suavidade e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;vagarosidade&lt;/span&gt; a carne que se deita sobre a língua dela. Tudo junto, demonstra-se uma dedicação &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;saborosa&lt;/span&gt; na forma como Ana pratica sexo oral com uma pessoa que é tudo menos seu cliente. Rafael sabe que vai ser bom. Capacita-se de que a jovem amante desenvolve um gesto apaixonante, logo pela manhã, logo quando uma simples acção significa mais do que qualquer palavra. Ana chupa e demonstra o quanto pode dar-lhe mais. Ana come a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;picha&lt;/span&gt; dele e segura a tesão do parceiro numa degustação soberba e fundamental. Ele ergue o seu tronco e olha com mais atenção ao trabalho efectuado por Ana. Ele vê uma acompanhante a chupar. Ele sente uma amante a consumir-lhe a excitação. Mas ele também sente uma mulher devota, apaixonada, desarmada da sua máscara, desprotegida da personalidade distante que caracteriza a profissão da jovem. A sua mão direita acaricia os cabelos lisos e despenteados e algo gordurosos da amante. A sua mão esquerda segura o seio macio e meigo e puro da parceira. E nesta harmonia e equilíbrio de sentimentos, ele vem-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;irresistível&lt;/span&gt; cingir o olhar na sensual e ousada Ana. Seja como acompanhante, seja como uma comum jovem citadina e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;extrovertida&lt;/span&gt;. Rafael encostou o seu corpo para trás e apoiou o peso do seu tronco no braço, onde o cotovelo finca no colchão. Ele repara na posição que a amante dispôs, imediatamente depois dele se ter vindo, salpicando-lhe ligeiramente o queixo e de grosso modo, o peito. Repara na sumptuosidade da leveza que Ana assume, deitada de costas para cima, com o rabo suave e ligeiramente elevado - por causa da almofada onde ela colocou a cintura - a reflectir a luz matinal. Repara nos seios dela que descaem como duas gotas cheias e perfeitas e fazem os mamilos tocar levemente no lençol branco. Não consegue esconder a excitação que lhe provoca ver Ana a levantar-se da cama e caminhar confiante em direcção à casa de banho. O corpo nu, a pele &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;límpida&lt;/span&gt; e brilhante, as costas sublimes, as nádegas a balançarem suavemente, a cabeça que se movimenta, só para olhar uma vez para trás. Rafael espera por ela. Não consegue deixar de se mostrar estarrecido quando a vê sair da casa de banho, com uma toalha branca a limpar gentilmente as mamas, outrora embebidas do sémen masculino. O pescoço dela está húmido, a face dela solta pingos da água que a lavou, as mãos guardam um aroma refrescante dá água que ela usou. É magnânimo, para ele, trocar um olhar intenso com Ana, enquanto ela se senta. É magnânimo vê-la sentar-se, com a maior calma do mundo, e senti-la pura e simplesmente tranquila.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;em&gt; Que horas são? -&lt;/em&gt; pergunta Rafael.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- São quase nove.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;08:45&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Quase nove?!! Estou atrasado! Tenho que ir para o clube...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Fica mais um pouco...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu não tenho a tua vida, Ana... Eu trabalho de dia... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Fazemos&lt;/span&gt; assim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;vemo&lt;/span&gt;-nos logo à noite. Jantamos juntos, vemos um filme e...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não posso...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não podes??!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rafael já se levantou da cama. A falta de percepção da hora certa deveu-se ao relaxamento com que encarou esta manhã. Deve-se à abrupta mudança de hábitos matinais, que a presença feminina na sua cama provocou. Ele apressa-se em encontrar as suas roupas no armário e decidir o que coloca primeiro no corpo. Ainda nua, ainda serena, Ana mantém-se sentada na cama, com a toalha no colo, com um pé no chão e outro em cima do colchão, com o joelho dobrado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Já tenho um encontro marcado para as sete.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desculpa?! Não...repete outra vez que eu não percebi bem...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tenho uma pessoa que vai chegar às sete da tarde para um encontro e não sei a que horas..... quando é que consigo libertar-me...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás a dizer que não podes anular um encontro?! Não és tu a tua patroa? Dá-te assim tanto trabalho cancelares...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu tenho um trabalho, Neves! Exige rigor e disciplina! A minha semana já está toda organizada. Como as pessoas normais fazem. Organizam a semana. E tu pedes-me que em cima da hora altere a minha semana!...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não te estou a pedir para cancelares a semana toda! Estou a pedir-te que abdiques de certas coisas e te dediques a outras. Estou a pedir-te um pedaço de ti. Estou a pedir-te para ficarmos esta noite juntos e tu preferes dar prazer a um desconhecido.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desconhecida....&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Diz&lt;/span&gt;?!...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desconhecida. É uma cliente....&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vai-te lixar!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Neves...tu sabes que é isto que eu faço. Tu já estás atrasado para o trabalho e eu não posso exigir que fiques a manhã comigo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tens razão, não te posso exigir que não te envolvas com outras pessoas. É perfeitamente normal....&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu disse-te que não ia mudar o que tinha. Eu já te pedi para mudares por mim?!....&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Adormeci contigo, não adormeci?...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É diferente, Neves.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Completamente diferente! Já percebi que podemos comer quem quisermos... Já percebi, Ana...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O instrutor acaba de se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;vestir&lt;/span&gt;. Entra na casa de banho e acaba os últimos preparativos, antes de seguir caminho em direcção ao trabalho. Regressa ao quarto e pega nas chaves de casa. Lança um olhar frio à jovem que se mantém calma na margem da cama. A postura dele é apressada. O olhar é cabisbaixo. Os nervos estão à flor da pele. Finalmente, ele pega na sua mochila e caminha em direcção à saída do quarto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não tenho aqui um duplicado das chaves...Por isso fica à vontade, mas quando &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;saíres&lt;/span&gt; confirma que a porta fechou... Até amanhã...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás zangado comigo, é isso?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não!...Não estou zangado!...Vai lá ter com os teus clientes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Neves!!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Se ainda tiveres espaço marca comigo para amanhã...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Tchau&lt;/span&gt;!...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem mais. Rafael sai da sua própria casa e deixa Ana entregue a um vazio emocional a que ela se julgava imune. Magoada? Não. Triste? Pouco provável. Irritada? Jamais. Ainda assim, algo se lhe escapou por entre os dedos. E ela não consegue vestir a sua máscara nocturna a esta hora da manhã.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-6676165937250024820?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/6676165937250024820/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=6676165937250024820&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/6676165937250024820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/6676165937250024820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/04/nove-menos-um-quarto.html' title='Nove menos um quarto'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-7289836266169491340</id><published>2008-04-29T17:44:00.002+01:00</published><updated>2008-07-15T12:35:33.606+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2º esq.'/><title type='text'>Oito e meia</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 14-07-2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quantas questões é intrinsecamente possível colocar à mente num espaço tão reduzido de tempo? Porque é que não controlamos a confusão que se instaura dentro de nós? Porque é que essa anarquia interior nos leva a cometer actos que sabemos não serem adequados às necessidades? Porque é que essas necessidades têm que significar desejos? Porque é que os desejos não acalmam o espírito em vez de atormentá-lo? Porque é que a transcendência do espírito se intromete na racionalidade das certezas? Porque é que não existe a certeza de que o semáforo passará a verde?...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lúcia abre a porta do 2º esquerdo. A casa está vazia. Mais vazia ainda. Com uma certeza inequívoca de que esta noite ficará vazia de tanto e de tudo. Ela já não traz companhia. Já não tem um convite para fazer a alguém que por uns momentos a iluda da realidade que vive na sua mente. Ela deixou a casa sozinha. E isso magoa. E isso pesa. E nada preenche o nada que se instaurou desde que Tania abandonou a casa. Fechar a porta da casa ecoa um som estrondoso demasiado rude. Caminhar pelo corredor até à sala, onde ela deixa a mala em cima do sofá, é um arrasto longínquo. Respirar ali dentro é pura e simplesmente sufocante. E aceitar esta situação é um passo que Lúcia não quer aceitar. Dirige-se à cozinha. Acende a luz e um brilho latejante invade a sua mente. Ela recorda. Se talvez ela tivesse ido à casa de banho no momento certo, aquele cruzar de olhares não tinha acontecido. Lúcia abre o frigorífico e uma brisa gelada invade o seu corpo, arrepiando a pele mal coberta por uma camisola preta. Ela recorda. Nunca lhe custou dizer um não. Mas tornou-se difícil contrariar um pedido porque simplesmente havia um feitiço naquele olhar. E enquanto dá um gole no copo de água fresco, Lúcia sabe que se está a tentar justificar. O seu corpo está suado. A jovem sai da cozinha, encerra a luz e um vazio obscuro implode na sua mente. Ela recorda. Os passos até à saída da faculdade carregavam ansiedade. E ela sabia disso. Os minutos contavam-se com precisão. A dúvida pairava na sua mente. Chegar um minuto antecipada implicava uma espera crucial. Atrasar um minuto significava aceitar que não queria aquilo. Assim, o trajecto até ao portão era uma espécie de jogo do destino. Lúcia entra no quarto e despe as calças, que se colam às coxas. Carrega no botão para ligar o computador e a luz verde, que indica o funcionamento do monitor, aviva-lhe a memória. Ela recorda. Se o semáforo para peões da larga avenida mudasse para verde, ela decidia ir embora. O vermelho manteve-se indefinidamente e ela não atravessou a estrada. O seu corpo liberta agora um odor desagradável. Jamais ela se vai deitar na cama com o corpo naquele estado. O computador pode esperar. Lúcia vai para a casa de banho, onde agora a água quente que sobrar é só para si. Gira a torneira e retira toda a roupa que se agarra à sua pele. Daqui em diante, toda a água que se soltar não retorna.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;20:30&lt;/strong&gt; - À hora certa, o semáforo destinado aos peões mantinha-se vermelho. No momento exacto, Lúcia permanecia à espera diante do portão da sua faculdade. Da forma combinada, a jovem estudante entrou no carro que parou em cima da passadeira, conduzido por Luís. Ele é um professor que acabou de entrar na casa dos trinta. Acabou de se divorciar. Acabou de mudar de casa. Acabou por refazer a sua vida de uma forma abrupta. Mulherengo mas charmoso. Introspectivo mas cativante. Irresistível mas traiçoeiro. Ele leccionou uma cadeira do 1º semestre à jovem. Só no dia do exame é que ele fixou o olhar dela, o encanto genuíno da sua postura, a atitude assimétrica das restantes colegas de turma. E desde então, ela percebeu que o professor a assediava subliminarmente. A nota da cadeira semestral deixou-a satisfeita. Apreensiva mas conformada. Luís jamais fazia ideia das escolhas sexuais da jovem, da sua apatia perante os homens, da sua vida sentimental que decorria com sobressaltos. Se ela tivesse entrado na casa de banho depois da última aula do dia, nada disto teria ocorrido. Se ela não tivesse respondido ao olhar deslumbrante, ele não teria entregue a proposta. Em dez minutos, ele iria encostar o carro junto à entrada da faculdade. Às oito e meia em ponto. Se ela não estivesse às oito e trinta e um, Luís depreenderia que ela não o queria e seguiria caminho solitariamente. Mas ironicamente, ela sempre foi pontual. Lúcia entrou no carro dele sem ter a certeza absoluta do que estava a fazer. Desejava-o, mas talvez isso não fosse a melhor solução para esta noite.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A água está quente. Assim se manterá. O seu corpo está sujo. Assim não se manterá. A esponja que percorre a pele húmida espalha a espuma do gel de banho por cada recanto do corpo. O seu pescoço está flácido. Os seus seios ruborizam ainda uma enorme excitação. A sua barriga é acarinhada de uma forma especial. Como se a esponja a transportasse subtilmente para uma sensação mais tranquila, mais pura, mais límpida. E após repetir várias vezes um gesto circular com alguma intensidade, Lúcia desliza a esponja com os seus dedos ansiosos, até perto do ventre. O toque do material esponjoso nos lábios vaginais com o jorrar de um fio de água quente sobressalta o seu intimo. O gemido que se liberta pela sua boca é um estilhaço. A mente de Lúcia eleva-se e algo já não a segura ao corpo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi quando ele sacudiu a mão dos seus seios, cobertos da camisola que procura ocultar o peito, que Lúcia tranquilizou. Luís levou-a para uma aldeia nos arredores da cidade. A viagem decorreu pacificamente. Muita ansiedade por parte da jovem, muita tranquilidade por parte do professor. Metros antes da placa de trânsito, que informava a chegada à aldeia, existia um trilho particular. Mal iluminado mas despretensioso. Escondido mas não perdido. Lúcia detinha confiança no professor. Apesar de mostrar uma postura defensiva, ela carregava uma ideia do que Luís pretendia e seria capaz de fazer. Afinal, Lúcia sabe que não era a primeira aluna a cometer uma aventura sexual com o docente da sua faculdade. De qualquer forma, com o carro colocado num ângulo acentuado, num sitio pouco conhecido, num plano pouco concebido, os primeiros gestos dele foram apreensivos. As carícias ousadas no peito dela deixadas pelas sumptuosas mãos de Luís seguraram um nervosismo evidente libertado pela jovem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O clitóris dela ainda lateja. Há uma palpitação que ela não consegue esconder de corpo nu. A esponja roça levemente sobre o apêndice erógeno. Há um sabor indefinido que se mantém entre a língua e o céu da boca. A água que escorre dos seus cabelos cobre o seu peito de um manto transparente que lhe lava o corpo. Há uma excitação premente que não se desvanece do seu interior. A temperatura que assola por entre as pernas de Lúcia estimulam-na a completar um prazer. Há uma vibração que não se quer soltar da sua rata, não obstante as contínuas carícias que ela desenvolve nesta região. Ela assim recorda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luís invadiu o pescoço da jovem com a boca, sugando o aroma que se desvendava por debaixo do queixo. Os lábios dele, a suavidade do toque carnal, o encanto da ponta da língua dele que assome à pele tímida de Lúcia, fez desvanecer o nervosismo inicial dela. A estudante não se queria mostrar intranquila. Nem tão pouco pretendia ser hipócrita, escondendo a sua intenção. Ela queria que o professor a possuísse. De uma forma distinta, de um jeito que a transportasse para um recanto oculto da sua alma. E a mão esquerda de Luís, que irrompeu por dentro das calças negras de Lúcia eram um sinal evidente de que ela se permitia ser descoberta. O seu corpo acomodou-se no assento, o botão das calças soltou-se e a parte superior da peça como que se rasgou para revelar atempadamente as suas cuecas beges. Bastou puxar ligeiramente o tecido de algodão suave para baixo. O traço erógeno de Lúcia estava ao alcance do ar que se respirava e dos dedos decididos do professor. Naquele instante, a masturbação doce que o homem lhe entregava tinha que se assemelhar a algo de hipnotizante na mente de Lúcia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O chuveiro ameaça com bruscas mudanças de pressão cortar o fornecimento de água quente ao corpo despido de Lúcia. Ainda assim, a inquilina do 2º esquerdo acomodou-se à temperatura que o seu corpo equilibra. Porque a sua vagina está vulnerável. Porque a sua mão está frenética. E porque a esponja é um pequeno auxiliar na busca de um prazer pessoal. A unha do indicador roça pelo clitóris, criando um pequeno vulcão dentro da sua rata. Ela então recorda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pernas dela dilatavam conforme os dedos aguerridos de Luís a penetravam. Os seus pulmões precipitavam-se num entusiasmo desconcertante. O homem que a masturbava era diferente. Conduzia-a por um caminho sinuoso, complexo e confuso. Transportava-a para uma sensação ilusória, da qual as certezas que ela julgava ter eram abaladas. Confiante das intenções do homem, ciente de que tudo isto não passava de um mero envolvimento casual, Lúcia procurava descobrir o rumo a um orgasmo genuíno e original. Jamais ela conseguiu fazer com que os dedos de um homem a elevassem a um estado de loucura sexual. Tal também não estava a suceder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O chão da banheira cobre-se por um ligeiro manto de água e espuma. Ao fundo, a esponja navega, depois de solta pela mão de Lúcia. Ela já não usa o produto de higiene como objecto de prazer. Ao invés, coloca nos seus dedos a responsabilidade de a encaminhar para uma fantasia só sua, uma estimulação espontânea e frutífera. Com dois dedos inseridos dentro da sua vagina, ela roça também com o polegar nas virilhas. O seu corpo está limpo, a sua mente exalta-se. Ela, pois então, recorda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dedos dele procuravam continuamente, com algum esforço, obter uma reacção explosiva da sua amante. A boca de Luís beijava toda a face da jovem, mas não ousava beijá-la nos lábios. Os olhos dela cerravam, a sua boca abria-se pra libertar gemidos sem ritmo. Havia uma sensação de prazer que Luís descobria aqui e ali em Lúcia. Mas os seus dedos eram atípicos ao desejo da jovem. Apesar dele estar a gostar da forma como a masturbava, ela sentia que o momento se desfazia inutilmente. Fingir o orgasmo era uma hipótese. Forçar um espasmo vaginal era falso. Simular gemidos incontroláveis era um risco. O professor já estava excitado. Era visível no movimento que as ancas dele desenvolviam. Para além disso, a mão direita dela explorou. A legitimidade em encenar um prazer intenso só traria desgosto em si mesma. Ainda assim, ela fingiu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mosaico da casa de banho faz ecoar até a respiração leve de Lúcia. Ela consegue ouvir repetidamente os seus gemidos e a sua constância de prazer pessoal. Porque Lúcia confia nos seus dedos, nas suas fantasias, nas suas necessidades. E encontrar a raiz do seu êxtase é um passeio pelo parque. Pelo parque que a convence de que tinha que haver mais razões para ela procurar um prazer masculino. Foi bom, libertou-a dos seus pesadelos, das suas ansiedades. Mas ainda assim, a noite passada com o seu professor carregou-a com uma necessidade ainda mais urgente de prazer. O duche intimo, o corpo lavado e acarinhado, a sensação de leveza e a masturbação veemente pintam-lhe uma nova tranquilidade na face. Agora que o seu corpo já foi seco por uma toalha limpa e já foi hidratado por um creme suavizante, Lúcia desperta uma sensação pura de desejo. Aquele que lhe recorda as suas satisfações. Aquele que desenha a perfeição do seu prazer. Aquele que a encaminha para o seu quarto, para a sua cama, para a sua gaveta da mesinha de cabeceira, para a panóplia dos seus brinquedos privados. Intensos, voluptuosos e fantasiosos. Ela aqui recorda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentar no colo dele é uma consequência do seu orgasmo simulado. É uma reacção da demonstração do desejo de Lúcia pelo pénis do professor. Porque ele gostou que ela o tocasse. É um seguimento daquilo que parecia ser lógico acontecer naquele espaço tão confinado, num lugar algo distante da realidade. Sentar no colo de Luís foi a melhor forma que a jovem encontrou de prosseguir um momento que ela também desejou. No lugar do condutor, a área de movimentação era reduzida e dificultava o processo de acção. Quer na forma como ela despia a camisola, quer no jeito com que era possível à jovem desapertar as calças dele. As coxas dele suportavam o peso dela, ao mesmo tempo que as suas mãos envolviam agora o rabo dela. Lúcia gostou das carícias e voltou a carregar em si uma idealização de desejo e volúpia. Com o peito dela defronte da sua face, Luís cingia a atenção no soutien rendado que a jovem ostentava. Os cotovelos dela apoiavam-se nos ombros do homem e o calor do pescoço feminino exalava a paixão que ela aceitou desvendar. O sexo do professor roçava nas coxas dela, para depois tocar ao de leve nas virilhas. Quando Lúcia sentiu a ponta do pénis deslizar nos lábios vaginais, ela fez força nos joelhos - fincados no assento do condutor - e deixou as ancas movimentarem o seu corpo para baixo. O objecto de desejo masculino penetrava assim na rata ansiosa da estudante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É um brinquedo simpático, no seu design, naquilo que aparenta poder fazer. Tem uma cor peculiar, formas carnudas e pretensiosas, rugosidade despretensiosamente saliente e um manípulo sólido. O vibrador roxo ostenta a forma de um pénis volumoso, excitado quanto baste e uma textura parecida com a sensação provocada por um preservativo normal. A sua base serve para colocar a fonte de energia e regular a dinâmica de vibração através de uma roda preta. Um botão que se pressiona com a força de dois dedos coloca um extra no objecto. Liberta um gel lubrificante que sugere à vagina onde foi introduzida a aguerrida ideia de estar completamente encharcada. E assim que Lúcia - deitada na cama com a toalha a cobrir ainda o seu corpo - introduz um dos seus vibradores preferidos por entre as pernas, ela redescobre o prazer que procura. Ela ainda recorda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O volante roçava no cimo das suas nádegas despidas. Era impossível ampliar a área livre. Era difícil encontrar forma de aproveitar o espaço disponível. Era complexo encontrar uma posição confortável. A nuca dela ia batendo no topo do carro. Obrigava-a a inclinar a cabeça para a frente, dobrando o pescoço e fixando o olhar no desejo de Luís. As suas pernas procuravam descobrir o lugar certo para se colocar. De cada vez que ela cavalgava sobre o colo do amante, Lúcia perdia o jeito que achava adequado. Os joelhos enterravam-se entre o encosto e o assento do condutor. Os pés prendiam-se no volante e a tensão que os músculos exerciam nas coxas era deveras desconfortável. Ainda assim, o pénis de Luís penetrava-a com vigor. As mãos dele procuravam ser carinhosas e a boca dele desvendava trajectos no peito suave da jovem. A cópula que professor e estudante praticavam num local inusitado prazenteava a jovem dentro do que lhe era possível aproveitar e fascinava o homem, de acordo com o que ele pressentia. Para Luís, a amante continuava deliciada e envolvida num enorme fascínio. As mãos dela acariciavam os seus cabelos e por vezes o olhar transparecia uma sensação inolvidável de desejo apaixonante. O orgasmo que ele julgou proporcionar-lhe, dava-lhe a convicção de que a jovem estava enfeitiçada. Possivelmente, Lúcia até se poderia sentir arrebatada pela penetração exercida pelo homem. De um certo modo, ela deixava-se levar numa fantasia, num desafio às capacidades do seu corpo, uma brincadeira aos anseios legítimos do seu corpo e da sua alma. A jovem cerrou os olhos e mergulhou na procura de alcançar prazer. E enquanto saltava, deliciando-se com aquele enorme pedaço de carne dentro de si, Lúcia retirava o soutien.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das mãos controla o objecto erótico. A outra mão recorda a vibração que ainda lateja no seu peito. Lúcia acaricia as mamas, procurando repetir a sensação que os lábios do amante lhe provocaram, ainda nesta noite. Com o corpo estendido na cama, a jovem já afastou a toalha. Abriu as pernas e criou espaço para o vibrador a penetrar com intensidade. Agora, o seu sexo é uma via aberta à descoberta de si mesma. Física e mentalmente. Absorve-lhe a imaginação a excitação que um envolvimento sexual com um homem lhe provocou. Longe da sensação divina que ela consegue partilhar com uma mulher. Ainda assim, o despretensiosismo e casualidade do encontro libertou-a das barreiras que ela própria construiu. Não foi perfeito, não a viciou. Abriu-lhe novos horizontes que ela julgava distantes. E não obstante o facto de o objecto que a penetra se assemelhar à carne que ela comeu, a utopia idílica reina dentro de si quando o vibrador alcança o auge do seu poder. As paredes vaginais da jovem sofrem uma estimulação perfeita, adequada às necessidades intimas de Lúcia. As suas mamas estão rijas, ardentes de volúpia. Ainda que seja uma edificação fantasiosa. Ela recorda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Havia uma luz ao fundo, visível a partir da janela traseira do carro. Um lampião que iluminava a estrada principal acendia e desligava. Os olhos de Lúcia focaram-se nessa intermitência, tentando justificar o que ocorria dentro de si. Mais do que um vibrador, mais do que qualquer objecto erótico, mais do que dedos ou línguas femininas. A carne do sexo de Luís provocava-lhe um tremor interno. Algo semelhante a um prazer extremo. Algo que se aproximava de um orgasmo concreto. Naquela posição, com o seu corpo apertado, com cada um dos seios entre a face do homem e o braço, Lúcia experimentava sensações inéditas. Não estava nos seus planos, mas era possível que o seu até há bem pouco tempo professor lhe estivesse a proporcionar uma explosão de sensações. Algo que dificilmente ela recordasse vindo de um homem. As suas mãos fincavam no encosto da cabeça do condutor. Saltava com mais imponência, mais garra, mais fervor. Sentia o sexo dele como que a rasgar o seu âmago. Deliciava-se com a boca do homem a saborear o vale do seu peito. Luís gemia. Libertava os impulsos da sua respiração e abraçava o corpo da sua amante. Ela queria acreditar que a luz que cintilava no seu lampião era o resplandecer do seu orgasmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O objecto ficou preso. As suas pernas fecham-se. Comprimem o vibrador que ainda trabalha dentro da sua rata. A mão mantém-se apertada entre as duas coxas. Lúcia levanta as pernas e respira fundo. Abre os olhos, cinge a atenção no tecto e pressente os seus fluídos que se misturam com o gel que esguicha da ponta do brinquedo. Há um toque de delírio nos segundos que sustêm todo o corpo, toda a alma de Lúcia numa sensação translúcida. Ela solta o indicador que pressiona o botão, no fundo do vibrador. O motor do aparelho continua a funcionar e a pele das coxas treme ligeiramente. Um suspiro liberta a carga de energia que se acumulou numa parte surreal de si. Mas fica suspenso o som ligeiro que brota da sua rata. O seu corpo congela perante o choque entre os músculos e os nervos. Um calor ardejante flui pela pele da sua barriga. Ainda que cheia do volume do vibrador, ela sente a rata vazia. O seu coração bate. Bate com força, ao mesmo tempo que quer manter-se fiel à ideia de que algo lhe escapou entre os dedos. Ela sabe que recorda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luís mantinha a face colada aos grandes seios dela. Agarrava as nádegas femininas, procurando segurar o corpo dela. Não aconteceu. O lampião continuava a piscar, mas era uma simples anomalia do serviço de iluminação. O largo som que percorreu os ouvidos dela acordaram-na para a realidade. Do sitio onde estava, da altura que acontecia, do que acabava de ocorrer. Na posição incómoda que ambos se encontravam, algo de constrangedor tatuou-se numa realidade crua. Luís tinha pegado nas nádegas da jovem. Puxou o corpo dela com veemência de forma a que ela saltasse ainda com mais destreza. Mas num movimento brusco, o pénis dele saiu da rata latejante da estudante. A prova inequivoca de que o homem se tinha vindo foi disparada para o corpo de Lúcia. Espalhou-se na barriga dela. Não aconteceu. O orgasmo ansiado da jovem voltou a dissipar-se. Não em dedos que desconhecem um genuíno prazer feminino. Perdeu-se algures entre a última penetração de Luís e o momento em que ele encosta o sexo teso e molhado junto ao umbigo dela. Frustração. Desgosto. Despespero. Ela apenas conseguiu sentir o calor do esperma do professor a escorrer por entre as suas virilhas e libertar um bizarro gemido. Não era um orgasmo. Não era nada. Não aconteceu. Apesar de Luís despejar parte do seu gozo para cima de si, chupar-lhe o mamilo numa sede interminável e fincar os dedos nas suas nádegas, ela procura disfarçar a surpreendente mudança de rumo. Ela não se veio. Ela não alcançou a luz que procrava. A luz que ofuscava os fantasmas da sua mente. A luz que por uns segundos a poderia enfeitiçar dos seus temores e ansiedades. E Lúcia fingiu. Saiu do colo dele e pegou na sua camisa. Tentou limpar o fluído que colava à sua pele e tomou consciência de tudo o que a rodeava. Luís procurou obter uma reacção dela. Lúcia respondeu com um sorriso desgostoso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela está deitada. O vibrador já cessou a sua função. Mantém-se dentro da rata da jovem mas silenciosamente. Lúcia procura sentir a pureza dos lençóis que cobrem o colchão. Coloca-se numa posição fetal, com as mãos pressionadas. Uma pelas coxas, outra pelo peito quente. Cedo ela adormecerá. Os dias continuam os mesmos, as ilusões continuam distantes, os medos continuam vivos. A confusão ainda se instala. Ela pediu ao professor que a levasse a casa. O acto já foi consumado. O homem perguntou se ela tinha gostado. A necessidade não alcançou o desejo. A jovem fingiu que sim. Esse desejo não acalmou o espirito. O seu ar apático não transmitia sinceridade. A tormenta não tomou conta dela. Luís ligou a ignição e fez o carro regressar à cidade. Ela foi derrotada pela transcendência do espirito. Ao chegar à rua do Edifício Magnolia, não houve um beijo. Ela subjugou-se à evidência da racionalidade. Uma despedida, um ocasional até breve, um estapafúrdio obrigado. Se o semáforo tivesse passado para verde. Ela abriu a porta de entrada sem olhar para trás... Tanta questão colocada pela mente de Lúcia, desde o momento que ela entrou em casa nesta noite. Tanta resposta que se diluíu na sua mente, por entre carícias erógenas e penetrações artificiais. Tanta clareza que se abriu na sua mente. Tão pouca objectividade que se consertou no vazio da sua consciência. Lúcia envolveu-se com um homem, na vaga esperança de alcnaçar um prazer distinto. Falhou. Equivocou-se. Luís é um amante ilusório. Seduz mas não prende. Excita mas não alcança. E a culpa até pode ser dela. Mas o prazer que o vibrador lhe proporcionou, o turbilhão de ideias que invadiu a sua mente num momento de prazer, os dilemas que atravessaram o seu espírito no instante que o seu sexo cedia a todos os delírios, convenceu-a inequivocamente de que a sua felicidade ainda mora ao lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-7289836266169491340?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/7289836266169491340/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=7289836266169491340&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7289836266169491340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7289836266169491340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/04/oito-e-meia.html' title='Oito e meia'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-7514734469719831297</id><published>2008-04-28T18:15:00.003+01:00</published><updated>2009-01-15T08:14:40.353Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2º dto.'/><title type='text'>Dez e dezanove</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 10-07-2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desculpem o atraso!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A terceira cópia da chave da porta de entrada do 2º direito pertence-lhe. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tania&lt;/span&gt; toma-a como emprestada, mas para todos os efeitos é sua. A porta de entrada do seu lar alternativo fecha-se e diante de si estão Laura e Afonso. Nas mãos deles estão pratos e travessas e copos e talheres e guardanapos amarrotados. O ar deles mistura satisfação e desapontamento. O casal entra na cozinha e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Tania&lt;/span&gt; procura uma justificação atempada e certeira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ainda tive que ir à baixa...Está tudo fechado e quando voltei da loja já não encontrei nada aberto... só na baixa... Laura... Desculpa...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A jovem entra na cozinha e procura fixar o olhar na sua colega de trabalho. Entende algum desprezo evidenciado pela amiga. Tenta encontrar o melhor perfil para chegar até ela. Laura coloca os copos no lava-louça e lava as mãos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu sei que cheguei atrasada à tua festa de anos... mas não consegui chegar mais cedo... Eu sei que me vais matar, mas a tua prenda de anos estava encomendada e só pude passar lá hoje e depois tinha que passar por uma...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Cala-te...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A voz suave de Laura é suspeita. Ela parece estar mesmo chateada com o facto da sua amiga e nova inquilina ter chegado cinquenta minutos atrasada ao pequeno jantar que pretendia celebrar mais um aniversário da mulher. Ainda assim, não é uma voz irritada que se liberta da boca de Laura. Ela abre o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;frigorífico&lt;/span&gt;, retira uma garrafa de vinho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;rosé&lt;/span&gt; e segura também um copo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Tania&lt;/span&gt; repete o esforço de se fazer perdoar à colega.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A sério, Laura...eu sei que vais ficar lixada comigo, mas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A minha filha saiu agora com o pai...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu sei...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O teu prato já está frio...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desculpa...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E já ia para a cama com o Afonso, a pensar que não vinhas esta noite...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu não era capaz de...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Mas ainda sobrou um bom bocado de bolo e eu sei que gostas do vinho. Deixei-o fresco para ti...Queres vir para a sala?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A jovem não consegue esconder um ar de surpresa. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Tania&lt;/span&gt; conhece Laura como poucas pessoas conhecem. Sabe perfeitamente quando a mulher está furiosa. Percepciona quando ela está desanimada com algo. Entende os momentos em que a sua colega liberta gestos que demonstram aborrecimento. Antes de entrar no Edifício, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Tania&lt;/span&gt; sabia que este seria um desses casos. Ainda assim, algo se alterou no semblante de Laura. O convite para ir para a sala, quando a casa já não respira o ambiente festivo, é de todo inusitado. A oferta de bolo e vinho fresco é tentadora. A procura de amenizar o seu atraso considerável perante os anfitriões surtiu efeito. Derivado de que motivo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Tania&lt;/span&gt; ainda não alcançou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não vais abrir a tua prenda? -&lt;/em&gt; pergunta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Tania&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Já abro... - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;re&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;sponde&lt;/span&gt; Laura com um sorriso misterioso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E deixas-me dar os parabéns?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Agora não é o melhor momento...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laura, acompanhada da sua amiga, regressa à sala, onde até há uns minutos atrás decorria a festa do seu aniversário. Celebra-se hoje uma nova Primavera ultrapassada pela mulher madura, confiante e ciente dos novos desafios que surgem perante si. Afonso dirige-se à casa de banho, deixando algum espaço de manobra a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Tania&lt;/span&gt;, que lhe seguia os passos. O sofá vermelho pertence agora às duas mulheres. O sofá supremo do 2º direito. A peça de mobiliário que movimenta paixões dentro do lar e vagueia na imaginação de quem já o experimentou. O sofá comprido, confortável, com uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;chaise&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;longue&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;irresistível&lt;/span&gt; e um tecido com um toque surreal. Laura entende o poder inerente ao sofá. Trazer a amiga a sentar-se enquanto saboreia o vinho e o bolo de aniversário feito com as suas próprias mãos é uma mistura excêntrica que pretende terminar num propósito sensual. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Tania&lt;/span&gt; senta-se e experimenta um conforto distinto de todas as vezes que usufruiu desta parte da sala de estar. Dá um gole no vinho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;rosé&lt;/span&gt;. Volta a repetir, provando agora um trago maior. O vinho está saboroso. O bolo é divinal. E &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Tania&lt;/span&gt; já sente a mistura. Em poucos segundos, a sua face vira-se para o lado da colega e lança um olhar intrigante. Laura sorri e aguarda pelas palavras da amiga. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tens ciúmes de mim?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Desculpa?!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não sei...Às vezes fico com a sensação que podes ter ciúmes de...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- De ti e o Afonso? Não. Acredita que se estás aqui... se partilho contigo aquilo que outros podem considerar que me pertence... Se te deixo a porta aberta em qualquer situação é porque....&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Tania&lt;/span&gt;, mais do que ter ciúmes de ti, tenho uma extrema confiança... Em ti e no Afonso...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Mesmo depois de...do que......da noite de Sábado?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Acima de tudo depois dessa noite...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não sei como consegues fazer isso... Eu sei que já me explicaste...Eu até já entendi.. Mas custa-me a acreditar que é isso mesmo que pensas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ao contrário do que os outros pensam, o Afonso não me pertence. Eu não lhe pertenço. Eu respeito-o. E se me dá tesão ver-te em cima dele, seria hipócrita dizer que isso me fez confusão...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Nem um pouquinho?!!!....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Bem... queres mesmo saber?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laura aproxima a sua face do ouvido de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Tania&lt;/span&gt;. A boca quase se cola à orelha da jovem. Ouve-se o ruído da porta da casa de banho a abrir-se e imediatamente Laura liberta um sussurro na mente de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Tania&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tive ciúmes de saber que a tua rata era só dele...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A jovem fica perplexa. Com o copo na mão, com os dedos ligeiramente sujos do creme do bolo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Tania&lt;/span&gt; procura um alvo para dirigir o seu olhar. Decide-se pela televisão diante de si. Ela percebeu exactamente o que a sua colega de trabalho lhe confessou ao ouvido. E nem sequer lhe custa a acreditar que ela disse aquilo. A maior dificuldade está em aceitar que aquilo a está a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;entesar&lt;/span&gt;. Afonso entra na sala e percepciona o silêncio que se estabeleceu, após algum burburinho que ele ouvia na casa de banho. Com um sorriso, ele senta-se ao lado da sua namorada. Laura tem uma das pernas colocada em cima do sofá, mesmo ao lado de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Tania&lt;/span&gt;. O jovem acaricia as costas da mulher, deslizando os dedos na pele que se descobre da peça de roupa azul que ela veste. O seu queixo está colocado por cima de Laura. As suas mãos continuam a vaguear toda a área das costas femininas. E os seus lábios deslizam agora na derme do ombro de Laura. Uma vibração percorre todo o corpo dela. Como uma ignição. Como um despoletar de algo intenso. Mas a suavidade dos gestos delineados por Afonso deixam-na estática. Laura fixa o olhar em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Tania&lt;/span&gt;, que guarda em si alguma ansiedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sobre o que é que estavam a falar? -&lt;/em&gt; pergunta Afonso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Nada... -&lt;/em&gt; responde &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Tania&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estávamos a referir o quão ciumenta eu fiquei da última vez... -&lt;/em&gt; responde Laura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ciumenta?!... -&lt;/em&gt; volta Afonso a perguntar com alguma ironia misturada&lt;em&gt; - Ciumenta porquê?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não é nada!...Laura! Pára calada!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Fiquei com ciúmes porque tu não entraste em mim.... Não me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;fodeste&lt;/span&gt; como fizeste com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Tania&lt;/span&gt;...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Laura!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não fui eu que fiz, amor... Foi ela...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre o sofá divaga um ar de sensualidade. De conversas atrevidas e presunçosas. De opiniões excitantes e provocadoras. Sobre o sofá, propaga-se um ar escaldante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não quero ouvir queixinhas... -&lt;/em&gt; continua Laura &lt;em&gt;- Hoje é o meu dia...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tens razão.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afonso responde à provocação da namorada antes mesmo de colocar a sua boca no pescoço de Laura. As mãos dele atravessam o corpo da mulher, alcançando o peito vistoso dela. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Tania&lt;/span&gt; assiste &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;impávida&lt;/span&gt; ao que acontece. Por um lado, ela não se quer mostrar como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;voyeur&lt;/span&gt; de um envolvimento íntimo entre dois namorados. Por outro lado, ela está completamente excitada. Os dedos dele puxam para baixo o decote da peça de roupa azul de Laura precipitando os seios dela para o exterior. Como duas ondas que rebentam diante do olhar da jovem, as mamas de Laura penetram na atenção de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Tania&lt;/span&gt;. Percebe-se um ligeiro movimento de ancas da colega da aniversariante. Percebe-se um ribombar latejante no peito da jovem. Os seus pulmões suportam toda a carga excitante que o seu corpo quer fazer explodir. Ainda assim, só no seu olhar é que é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;visível&lt;/span&gt; a tesão que ela procura esconder. As mãos de Afonso desenham movimentos circulatórios nos seios da namorada e, com as palmas das mãos, entregam caricias sublimes nos bicos dos mamilos. Laura pressente o seu corpo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;ebulir&lt;/span&gt;. As suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;virilhas&lt;/span&gt; a escaldarem. O seu clitóris a latejar. Na energia que roça a pele dela, Afonso realiza a tesão que a sua namorada incorpora. Ele entende o que pode estar a ocorrer por debaixo da longa saia que ela veste. E quando as mãos dele já levantam a ponta do véu que cobre as pernas de Laura, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Tania&lt;/span&gt; cerra brevemente os olhos. Sabe o que vai ocorrer, mas não sabe como agir. Enquanto as suas pálpebras a obrigam a olhar para dentro de si, a jovem ouve os ligeiros gemidos da amiga, sensível ao toque dos dedos da mão direita de Afonso por entre as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;virilhas&lt;/span&gt;. Mas ao mesmo tempo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Tania&lt;/span&gt; descobre o seu corpo. Desvenda os seus pontos sensíveis e alcança o poder daquilo que a estimula. A jovem perdida solta um longo suspiro enquanto agarra a mão esquerda de Afonso. Ao abrir as pálpebras, ela sente-se de novo preparada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afonso percepciona que as cuecas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Tania&lt;/span&gt; estão mais húmidas do que normalmente está. Ajoelhado no chão junto ao sofá vermelho, ele como que segura os corpos das duas mulheres. No braço direito ele sustém a postura de Laura. Ela está de pé, mas com um joelho colocado na almofada mais ao meio do sofá. De costas para o namorado, ela procura resistir e tenta saborear cada toque que o polegar do homem carrega no seu clitóris. Ouvem-se gemidos, entende-se a respiração acelerada, percepciona-se a vibração que flui do íntimo vaginal de Laura e irrompe nas nádegas ruborizadas. No braço esquerdo, ele como que faz flutuar o corpo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Tania&lt;/span&gt;. Sentada no canto direito do sofá, ela deixa o seu corpo enterrar-se por entre as almofadas de encosto e assento da peça de mobiliário. Por entre as suas coxas, os dedos de Afonso tocam levemente o tecido das suas cuecas brancas, ligeiramente transparentes. A excitação que as palavras trocadas com Laura provocaram, deixaram o algodão húmido. Agora, que o seu amigo masturba a namorada. Agora, que aquilo que a sua vista lhe entrega causa um estimulo intenso dentro de si. No momento que Afonso abre as suas calças e desvenda o seu ventre, é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;possível&lt;/span&gt; confirmar que as cuecas estão molhadas. E isso excita Laura. E isso empolga Afonso. E isso exalta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Tania&lt;/span&gt;. Porque ela sente-se descoberta. Desnudada. Infiltrada. Nada a consegue fazer impedir os dedos do homem de desviarem o tecido e colocar os lábios vaginais da jovem em contacto com ar quente que rodeia o sofá. Dois dedos penetram dentro de si. Erectos, firmes e longos. Ela sente o indicador e o dedo médio roçarem nas paredes vaginais. Tudo isto até os restantes dedos cerrados tocarem no papo dela. Quando a mão pressente o obstáculo, pára. A ponta dos dedos sente o calor que se consome dentro da vagina molhada, apertada e flamejante. E depois, os dedos retornam o seu caminho, provocando mais excitação na rata de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Tania&lt;/span&gt;. Daqui em diante, este movimento será progressivo, ritmado e repetir-se-à vezes sem conta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laura já está ajoelhada na almofada do sofá. As suas mãos seguram-se ao encosto do sofá e a sua cabeça inclina para o lado esquerdo, ligeiramente para trás. Ela olha para a acção que decorre por detrás de si. O seu namorado continua a masturbar a sua amiga veemente. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Tania&lt;/span&gt; já abriu as pernas, imediatamente depois de conseguir despir as calças. Tem a barriga da perna em cima do apoio lateral do sofá. Tem um joelho encostado à coxa de Laura. Tem as mãos a segurar o pulso frenético de Afonso que a masturba com imenso vigor. O clitóris da jovem é saliente e sente o leve roçar dos dedos dele. A excitação aumenta, a tesão progride. Abrem-se dois botões da blusa da nova inquilina do 2º direito e cedo o peito dela estará ao alcance da vista do casal. Mas Laura sente mais. Mais do que a vista alcança. Nas suas costas está o seu namorado, com o braço envolto na cintura dela e os dedos a masturbarem o clitóris. Ele também tem um joelho fincado na ponta da almofada do sofá. A sua cintura encosta-se ao rabo da namorada. As suas calças estão soltas e descaem até aos tornozelos. E numa posição que tanto ousada como complexa, ele já introduziu o pénis dentro da rata de Laura. Movimenta progressivamente as suas ancas e procura satisfazer o intimo da mulher que ama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás a gostar?!...Uhm?!...Gostas que te ponha louca assim?...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ohhh...amor...gostooo...siim...uhmmm....entra!...Entra em mim!...Dá-me tudo! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Ohhhh&lt;/span&gt;!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Queres tudo?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...hoje és meu!! Podes-lhe dar o prazer que quiseres...oohhh...Mas hoje a tua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;picha&lt;/span&gt; é minha...ohhh...mais!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É só tua!...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Uhmmm&lt;/span&gt;... É só tua, amor!...Sentes que te pertence! Sentes?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim!!! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Ahhh&lt;/span&gt;...não pares!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Tania&lt;/span&gt; geme. Mais um botão e descobre-se o soutien branco da jovem. É &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;impossível&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;disfarçar&lt;/span&gt; a sua excitação, dado a visão que se tem dos bicos a pressionar o tecido da peça de roupa interior. Os olhos dela ainda não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;cerraram&lt;/span&gt;. Ela não perde pitada do que ocorre para além da sua imaginação. Porque tudo isto ultrapassa as suas maiores fantasias nocturnas. Tudo isto é bem mais intenso do que aquilo que um dia Laura lhe prometeu em conversas excitantes, por entre duas vendas na loja. O seu campo de visão não se restringe só aos dedos que continuam a masturbá-la &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;divinalmente&lt;/span&gt;. O polegar de Afonso esfrega agora com firmeza o seu clitóris inchado. E ele sente que a excita, que a coloca num patamar de prazer distinto do que alguma vez o seu ex-namorado lhe pôde entregar. Mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Tania&lt;/span&gt; absorve mais sensações. A sua colega de trabalho e amiga esta a ter de facto o seu dia, a sua noite. Masturbada e comida por trás, a namorada de Afonso recebe as ofertas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;carnais&lt;/span&gt; que ele tão intensamente partilha. O sexo dele incha dentro da sua rata. O seu clitóris aperta-se por entre os lábios vaginais, a carne &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;erógena&lt;/span&gt; e os dedos que pressionam carinhosamente o sexo dela. Laura está &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;entesada&lt;/span&gt;. Procura controlar-se. Procura suportar a volúpia do desejo viril do namorado. As suas mãos seguram-se com firmeza ao sofá vermelho e o seu olhar já não quer fechar, tendo em conta que a sua amiga, enterrada entre as almofadas, com o corpo a escaldar e a rata cheia, está prestes a vir-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;22:19 &lt;/strong&gt;- Afonso não pára de movimentar o seu corpo e ao mesmo tempo é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;ágil&lt;/span&gt; com ambas as mãos. Penetra com vigor dentro da rata da namorada e sente as palpitações que fervilham dentro dela. O casal conhece-se. O casal entende-se. O casal prazenteia-se mutuamente com a experiência carnal que acumularam. E é no instante em que Afonso percebe que Laura vai explodir, que faz um último esforço e esfrega o clitóris de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Tania&lt;/span&gt; de uma forma estimulante. Até ao limite. O braço esquerdo de Laura move-se e a mão apoia-se em cima do peito volumoso da amiga. Os olhares femininos trocam-se. Com uma paixão frenética. Com um sentimento surreal jamais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;experienciado&lt;/span&gt; entre elas, em tantos anos de amizade. Tudo ocorre nos corpos delas. Tudo explode no intimo das mulheres. Laura sente o namorado rebentar a liberdade dentro de si. O clitóris de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Tania&lt;/span&gt; cede. E a vagina de Laura é um fogo de artifício intimo. Uma tempestade eléctrica assola o sofá vermelho, onde Afonso consegue criar e partilhar um momento único.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Oohhh....Tania...diz-me...oohh...por favor...diz-me agora!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Uhm...uhmmm..ooh...uhmmm... parabéns, Laura!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Ohhh&lt;/span&gt;....Eu quero a minha prenda!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afonso olha para as duas mulheres e assiste a um beijo apaixonante, forte e saboroso, que se prolonga na eternidade daquele momento. Laura arranca a outra prenda que só &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Tania&lt;/span&gt; lhe poderia dar nesta noite. Amigas, colegas de trabalho e numa aura inexplicável, elas são agora verdadeiras amantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laura está no quarto da filha. A sua menina adormece. O seu corpo ténue está cansado, depois de um dia que pertenceu à sua mãe. Após ter ido ao cinema com o pai, ela voltou a casa e quase de imediato procurou a cama. A aniversariante coloca o édredão em cima dos ombros da filha adormecida e entrega um beijo de boa noite, mesmo que ela já esteja no mundo dos sonhos. Laura já tomou um duche rápido, tem o corpo cansado, mas ainda tem tempo para espreitar o quarto reservado a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Tania&lt;/span&gt; e verificar que a jovem também já dorme. Laura especa a sua postura por quase dois minutos ali, a três passos da cama. Ouve-se a respiração ligeira da sua amiga e depois de vaguear pelos seus pensamentos, Laura não consegue deixar de libertar um sorriso. Sem hesitar, ela dá três passos e ajeita o édredão cama, colocando-o bem perto dos ombros da colega. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;Tania&lt;/span&gt; não acorda, mas provavelmente, na indefinição do sonho que percorre a sua mente, ela sentiu o beijo que a sua amante agora lhe entrega na testa. Laura sai do quarto. Laura acelera o passo até ao quarto. Laura retira a toalha que envolve o seu corpo e deita-se ao lado do namorado que a espera na cama que lhes pertence. Depois de uma noite de entrega, em que a aniversariante experimentou ofertas surreais, cair nos braços do amante é o concluir perfeito de um dia especial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-7514734469719831297?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/7514734469719831297/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=7514734469719831297&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7514734469719831297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7514734469719831297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/04/dez-e-dezanove.html' title='Dez e dezanove'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-4077868112351562877</id><published>2008-04-27T23:22:00.002+01:00</published><updated>2008-07-08T09:18:24.217+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Narrador'/><title type='text'>Existe um tempo certo para tudo</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 07-07-2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Ontem é história, amanhã é mistério, mas hoje é um dom. Por isso é que se chama presente"&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Retirado do filme &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Kung&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Fu&lt;/span&gt; Panda&lt;/em&gt;, de 2008, com vozes de Jack &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Black&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Dustin&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Hoffman&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Angelina&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Jolie&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0441773/"&gt;http://www.imdb.com/title/tt0441773/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo é possível. Todas as perspectivas. Todos os pontos de vistas. Todas as hipóteses. Vindas de quem vier. Na altura que parecer mais certa. As vidas dos inquilinos do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Edifício&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Magnólia&lt;/span&gt; tendem a confundir-se, a misturar-se, a envolverem-se. Aquilo que ontem era apenas o desconhecido, hoje é algo plausível de se cometer. Amanhã será mais do que uma fantasia. Nada do que acontece neste empreendimento é mera obra do acaso. Nem tão pouco se constata quebras fantasiosas, que se distanciem daquilo que é plenamente vivido por entre estas paredes. Por isso, mantenha-se atento ao que surge neste lugar. Uma porta entreaberta, uma corrente de ar suspeita, um ruído leve mas indiciador de novidades, um cruzamento entre inquilinos. O presente destes moradores oferece mais coisas para contar do que aquelas que já foram reveladas. O presente destas personagens oferece mais do que uma mera história. Oferece mistério, fantasias, excitação, ansiedade e revelação. E tudo isto é para si.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda há comentários com alma no Edifício Magnólia. Ainda existem palavras fortes, elogios que perduram, criticas que servem para reflectir. Ainda há margem para poder haver mais comentários, mais ideias, mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;novel&lt;/span&gt; leitores, mais vizinhos que possam reforçar a convicção de que revelar o que se passa neste lugar vale mesmo a pena. Ainda assim, há sempre lugar para entregar mais uma Menção &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Magnolium&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É uma atribuição adiada. Semana após semana, desde que existem os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Magnolium&lt;/span&gt;, ela apresentou-se sempre como uma forte candidata à menção, que para os moradores é fundamental, vital, intensamente necessária ao respeito que eles têm pelos seus vizinhos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;cuscos&lt;/span&gt;. A mencionada desta semana não perde uma revelação e comenta sempre com uma alma genuína. Não é um comentário banal, não são palavras soltas ao acaso. Concisa, terna e atenciosa aos moradores do Edifício, ela faz questão de demonstrar apreço constante por quem gosta de lhe trazer novidades. No primeiro andar estimam-na. No segundo andar, anseiam pelos comentários dela. No terceiro andar, rejubilam com as palavras apresentadas a respeito deles. Assim - e porque não poderia passar mais uma semana sem uma menção - a gestão do condomínio do Edifício Magnólia, juntamente com o Narrador do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;blogue&lt;/span&gt;, tem o maior prazer em entregar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Magnolium&lt;/span&gt; desta semana a alguém que apesar de ter mudado de nome recentemente, mantém-se fiel à alma deste espaço. Pelas palavras, pela manutenção nestas paredes, agradecemos-te &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Lize&lt;/span&gt;, pelos teus comentários.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E já que é nesta vizinha autêntica que falamos, aproveitamos para referir a qualidade dos espaços que ela detém. Mesmo &lt;a href="http://do%20outro%20lado%20do%20oceano/"&gt;do outro lado do oceano&lt;/a&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Lize&lt;/span&gt; mantém um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;espírito&lt;/span&gt; crítico ao que a rodeia e não se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;abstém&lt;/span&gt; de dizer aquilo que a sua alma pensa. De uma forma tranquila, divertida e próxima. Mesmo para quem nunca se dirigiu ao Novo Mundo. Ao mesmo tempo, a sua forma &lt;a href="http://objectiva%20do%20ser/"&gt;objectiva do ser&lt;/a&gt; parece induzir os inquilinos deste &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Edifício&lt;/span&gt; para imagens que transportam imediatamente para uma ideia surreal, uma fantasia, um pensamento que pertencerá apenas àqueles que colocaram os olhos nas sugestões gráficas que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Lize&lt;/span&gt; partilha. Deste lado do oceano, os imensos parabéns pelos espaços que colocaste ao dispor dos inquilinos e - esperemos - de um cada vez maior número de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;cibernautas&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas para concluir a conversa sobre a Menção &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Magnolium&lt;/span&gt;, queremos apenas deixar um pedido especial à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Lize&lt;/span&gt; e até mesmo à &lt;a href="http://lua%20feiticeira/"&gt;Lua Feiticeira&lt;/a&gt;. Os moradores vão constatando que os sucessivos mencionados do prémio do Edifício tendem a deixar de comentar após a atribuição do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Magnolium&lt;/span&gt;. Parece uma espécie de enguiço. Assemelha-se a um quase bruxedo. Mas tem sido constante. Assim que o prémio é entregue, o mencionado recebe e depois como que desaparece. Talvez seja coincidência, possivelmente é uma infeliz conjugação de factores, mas é impossível deixar de reparar. Ou o prémio tem algum feitiço ou talvez seja um sinal de aurora. A Lua Feiticeira mantém-se por cá e até temos uma explicação para isso. Esperemos que essa explicação se mantenha para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Lize&lt;/span&gt;. Isto é, claro, se ela estiver disposta a receber a Menção e colocá-la num lugar à sua escolha no seu espaço. Em todo o caso, o Edifício pertence pacificamente a todos os vizinhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Lua Feiticeira "obrigou" a um prolongamento da última reunião de condomínio do Edifício Magnólia. Isto porque ela entregou um desafio na caixa de correio para ser feito pelo narrador ou pelos moradores. Por uma maioria razoável, decidiu-se que quem responderia ao desafio seriam os inquilinos. Por minoria, o narrador não teve direito de resposta. De qualquer forma, o mesmo faz questão de revelar as respostas dadas na reunião magna, como é sua função primordial. Assim, e à pergunta sobre as coisas que nunca foram feitas pelos desafios, aqui fica a melhor resposta possível, com uma pequena alteração ao molde do desafio. &lt;em&gt;O(s) inquilino(s) do (...) ainda nunca&lt;/em&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Helena e Rodrigo ( 1º esquerdo )&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Trocaram de parceiros mutuamente;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Passaram um dia sem confessarem um &lt;em&gt;"amo-te"&lt;/em&gt; ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;cônjuge&lt;/span&gt;;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Fizeram&lt;/span&gt; um filme &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;porno&lt;/span&gt; caseiro;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Maria José ( 1º direito )&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Partilhou uma cama com uma mulher;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Se masturbou diante do parceiro;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Lúcia ( 2º esquerdo )&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Se apaixonou loucamente por um homem;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Recebeu um objecto erótico no seu aniversário;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Simulou um orgasmo com uma parceira;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Laura e Afonso ( 2º direito )&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tiveram relações sexuais num local sagrado;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Se cansaram de encontrar o lugar perfeito para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;foda&lt;/span&gt; perfeita; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Vender um filme &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;porno&lt;/span&gt; caseiro;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Rafael ( 3º esquerdo )&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Aceitou um convite sexual &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;gay&lt;/span&gt;;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Cantou uma música dedicada a uma pessoa que amasse num karaoke;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Comeu uma mulher exótica;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Recebeu dinheiro por sexo, mesmo com oferta irrecusável;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ana ( 3º direito )&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Teve relações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;sado&lt;/span&gt;-masoquistas;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Aceitou um pedido de casamento;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Chorou por uma traição;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Confessou ao parceiro ter fingido um orgasmo;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naturalmente, é necessário fazer uma nota. Motivado pelo atraso considerável com que chegou à reunião de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;condomínio&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Tania&lt;/span&gt; apenas forneceu uma vaga resposta ao desafio, indicando que ainda nunca se tinha sentido tão perdida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este desafio baseou-se então numa proposta feita aos moradores do Edifício Magnólia sobre algo ousado que já lhes tenha passado pelo menos uma vez pela cabeça e que nunca tenha sido concretizado. Algo que achem relevante confessar e que de uma forma ou de outra possa trazer um novo elemento ao perfil que os vizinhos que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;cusquem&lt;/span&gt; o Edifício possam ter deles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na semana que se avizinha, o tempo é preponderante para o desenrolar dos acontecimentos. Há um momento especifico em que acções, decisões e pensamentos influenciam aquilo que vivemos ou aquilo que ainda temos para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;experienciar&lt;/span&gt;. Não perca os segundos que contam, o minuto vital, o instante crucial, o momento relevante que mudará a forma como vê o Edifício.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-4077868112351562877?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/4077868112351562877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=4077868112351562877&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/4077868112351562877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/4077868112351562877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/04/existe-um-tempo-certo-para-tudo.html' title='Existe um tempo certo para tudo'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-1792003019914748062</id><published>2008-04-26T23:44:00.001+01:00</published><updated>2008-07-07T16:33:43.683+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2º dto.'/><title type='text'>Reflexos côncavos</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 05-07-08&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a noite cai, o silêncio pode dominar. Quando o silêncio domina, o obscuro pode revelar-se. E se o campo de visão é anulado, a imaginação toma conta da racionalidade. E tudo deixa de fazer sentido. E os maiores receios misturam-se com os desejos prementes. Os impulsos dominam o controlo. O impensável transforma-se numa mera realidade. E se amanhecer, aquilo que parece um sonho excitante torna-se um pesado fantasma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tania&lt;/span&gt; aceitou o convite. Morar numa casa onde a tensão se sobrepunha à harmonia passou a ser arrasador. Sem discussões, sem palavras, sem acções. Numa manhã, ela fez a mala e colocou-a à porta do apartamento. Havia muita coisa para levar, mas a melhor opção seria &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;apenas&lt;/span&gt; e só levar roupa e alguns objectos pessoais. Havia uma despedida para fazer, mas nem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Tania&lt;/span&gt;, nem a sua amiga e colega de casa tiveram coragem de o fazer. Porque para todos os efeitos, aquela porta estará sempre aberta. Por agora, é melhor guardar uma distância. Distância, não esquecimento. Nem muito longe, nem muito perto. Até porque há coisas que pertencem para sempre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Tania&lt;/span&gt; naquela casa, as quais já não podem de lá sair. Sem olhar para trás, porque tudo se infiltra na sua mente. Respirando fundo, porque há ainda muita coisa a pensar. Sem aviso oficial à outra inquilina, porque pode custar demasiado. Ela fecha a porta e bate à porta do apartamento em frente. E quando a porta do 2º direito se abre, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Tania&lt;/span&gt; é uma pessoa ainda mais perdida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já se contam dois dias que ela colocou a mala no quarto que Laura e Afonso reservaram para a sua amiga. Uma espécie de quarto de hóspedes, quarto dos brinquedos da filha da sua colega de trabalho, quarto que servia para imensas coisas menos para dormir. Ao seu dispor uma cama de solteiro, da qual &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Tania&lt;/span&gt; já não estava acostumada a dormir. Um pequeno armário onde cabe perfeitamente toda a roupa que trouxe. Tudo o resto, pode ficar no outro apartamento. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Tania&lt;/span&gt; prestou-se a pagar ao casal a mesma renda que paga no lar do lado esquerdo. Laura recusa de uma forma veemente. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Tania&lt;/span&gt; insiste. Laura nem quer ouvir falar de dinheiro. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Tania&lt;/span&gt; aceita uma rendição, mas apenas no acordo de pagar despesas extra. O pacto é aceite. Ao mesmo tempo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Tania&lt;/span&gt; confessa o compromisso já verbalizado de continuar a pagar a renda que está contratualizada com a sua amiga e ex-amante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao terceiro jantar com a família do 2º direito, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Tania&lt;/span&gt; sente-se um pouco mais confortável. Já não há nada a combinar e todos se adaptaram à presença de um quarto elemento. Até a filha de Laura que ganhou um carinho ainda mais especial pela jovem, lhe custa separar a sua mais recente parceira de brincadeiras de criança e segredos infantis, quando depois da refeição o seu pai a vier buscar. Há um conforto renovado que reside no coração de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Tania&lt;/span&gt;. Ainda assim, a noite traz sempre os seus piores tormentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que se passa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Tania&lt;/span&gt;? -&lt;/em&gt; pergunta Laura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Nada...é só estas noites...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- O que tem?...A cama não é confortável...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É...é...eu acho que é...não é grande mas até se dorme bem ali.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Se quiseres podemos trocar...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não tenho conseguido adormecer facilmente...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu sei que não deve ser fácil...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Também é um peso para mim saber que vos estou a incomodar e....&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não estás! Já te disse isso... Claro que não é tão fácil dar as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;fodas&lt;/span&gt; que queremos, mas até chega a ser um desafio. Vir-me sem gritar...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não brinques.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tens ouvido alguma coisa? - troça Laura.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Mesmo que ouça, não me incomoda. Eu abstraio-me...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Queres dormir connosco, é isso? -&lt;/em&gt; continua a namorada de Afonso a troçar&lt;em&gt; - A minha filha já não vem para a nossa cama, mas não nos importamos que sejas a nossa menina.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Laura! Pára!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estou na brincadeira... Sabes que te temos aqui como amiga e que podes ficar o tempo que quiseres... Ou tens medo que nós vamos invadir o teu quarto?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tenho medo de estar sozinha... é só isso.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Só isso?!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Tania&lt;/span&gt; respira fundo e desvia o olhar de Laura. Afonso ainda sorri da conversa trocista da sua namorada. Afinal, mesmo com uma boa dose de brincadeira, Laura faz questão de vincar o objectivo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Tania&lt;/span&gt; estar naquela casa. Existe um desejo por parte do casal de se envolver com a jovem. Mas existe também o respeito pela decisão já há muito afirmada por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Tania&lt;/span&gt;. Ela não pretende estar no meio de uma relação que por mais liberal que possa ser, não se encaixa na confiança que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Tania&lt;/span&gt; quer &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;depositar&lt;/span&gt; numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;envolvência&lt;/span&gt; sexual. A colega de trabalho de Laura nunca escondeu a excitação que quer ele, quer ela lhe provocam nos seus desejos mais íntimos. Mas uma fantasia não implica uma concretização. Sempre pareceu um passo demasiado grande para a jovem e o casal quis demonstrar que respeita isso. Desde o primeiro passo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Tania&lt;/span&gt; como moradora nesta casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a noite cai, os fantasmas tornam-se concretos. O silêncio acomoda-se em todas as divisões da casa. O quarto da menina está vazio. As luzes estão todas apagadas e apenas uma luz ténue, vinda do candeeiro da rua, entra pelas brechas do estore do quarto onde o casal repousa. Laura está deitada na sua posição habitual, que lhe permite penetrar no seu sono profundo. Afonso está inquieto. Movimenta o seu corpo sem conseguir encontrar uma posição adequada. A única forma de conseguir pacificar é estender o corpo de barriga para cima. Com os olhos abertos a incidirem para o tecto, ele mantém os sentidos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;despertos&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estás a ouvir?!... -&lt;/em&gt; sussurra ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Uhm&lt;/span&gt;?...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não ouves?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ouço o quê?!...Afonso, deixa-me dormir...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Shiuu&lt;/span&gt;!...Cala-te e escuta!....&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laura vê-se obrigada a adiar o seu sono e mudar de posição. Ergue ligeiramente a cabeça e procura encontrar um som no meio de tanto silêncio. Após três segundos de suspensão, Laura franze o olhar. Ela ouve algo. Gira a cabeça, olhando para o namorado em silêncio. Seguidamente procura continuar a perceber o que ouve e dilata os lábios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Tania&lt;/span&gt;. -&lt;/em&gt; sussurra ela calmamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Tania&lt;/span&gt; o quê?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Nunca o fizeste?!...Nunca estiveste sozinho num quarto e apeteceu-te...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Apeteceu o quê?... Ela está a....&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No quarto um pouco mais ao lado, a escuridão toma posse do espaço. Na cama que Laura e Afonso cederam à amiga, está uma jovem acordada. Absorvida na intensidade do seu pensamento e apoderada da tensão da sua mão. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Tania&lt;/span&gt; masturba-se no segredo do seu quarto. Sozinha, sem um abraço envolvente, sem uma caricia tranquilizante, sem a certeza de estar tranquila, sem pudor de libertar a sua imaginação. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Tania&lt;/span&gt; procura trazer luz ao seu campo de visão, de modo a que se possa embalar até adormecer. Mas tal não sucede. Os dedos manuseiam gestos excitantes nos seus lábios vaginais, ao mesmo tempo que a pressão que as pernas exercem reflecte-se na palpitação do seu clitóris. Talvez uma recordação da ansiedade que se gerava em si quando Lúcia chegava a casa. Possivelmente uma revisitação ao prazer que o sexo do seu ex-namorado lhe provoca, exactamente naquela posição. Quase de certeza uma fantasia, onde Afonso toma conta do seu desejo e Laura assiste de uma forma atrevida. Em todo o caso, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Tania&lt;/span&gt; perde-se no deleite da masturbação. E mesmo tentando ser discreta, não consegue evitar que o ruído se liberte da sua garganta, espalhando-se pelas paredes do quarto escuro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laura e Afonso mantém-se acordados. Nenhum deles consegue negar a excitação que a caricia manual da amiga provocou neles. Ainda assim, mantêm-se expectantes sobre o que ainda pode acontecer, até porque a porta do quarto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Tania&lt;/span&gt; abre-se. Ansiosos, eles procuram perceber o que ela faz. A jovem vai à casa de banho. Demora dois minutos. Volta a abrir a porta da casa de banho. Ouvem-se passos indicadores de aproximação. Por entre a escuridão, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Tania&lt;/span&gt; dirige-se à cozinha. Abre a porta do frigorífico e pega na água para refrescar a sua garganta. Respira fundo e com o corpo mais fresco, tenta ganhar coragem para voltar ao quarto. Ao passar de novo pelo quarto do casal, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Tania&lt;/span&gt; não resiste a lançar o olhar. Tem uma postura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;taciturna&lt;/span&gt; e confusa. Os pequenos pontos luminosos que entram ali deixam perceber que Laura está acordada. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Tania&lt;/span&gt; congela o passo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vem cá... - &lt;/em&gt;diz Laura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não consigo dormir... -&lt;/em&gt; confessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Tania&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu sei...Vem até aqui.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descalça, a jovem entra no quarto e cola-se à cama. A mão de Laura chama por ela e o toque suave da amiga tranquiliza o corpo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Tania&lt;/span&gt;. Elas trocam o olhar e por uns momentos há algo que paira. A indecisão, a confusão, a incerteza. Mulher madura, ponderada e meiga, Laura decide-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Deita-te aqui...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como um chamamento. Um hipnotismo racional. Uma acção provocada. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Tania&lt;/span&gt; coloca primeiro um joelho descoberto na cama e depois movimenta o seu corpo para se deitar junto à margem do colchão, próxima de Laura. A mulher envolve o braço no corpo da colega de trabalho, incorporando um papel maternal. Segura o tronco dela, apertando-a contra o seu peito. Laura está coberto por um vestido de noite com alças. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Tania&lt;/span&gt; tem uma camisola e uns calções de algodão apertados. Apesar da jovem conseguir acalmar ali, Laura realiza que a amiga treme ligeiramente. A mão que acaricia os cabelos da jovem é um conselho fraterno, pedindo-lhe carinhosamente que se deixe envolver no sono que teima em não chegar. Minutos depois, na incredulidade de Laura e Afonso perante a fraqueza da nova inquilina, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Tania&lt;/span&gt; adormece ao lado do casal. Como uma menina que viveu um pesadelo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a noite cai, a imaginação dramatiza as nossas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;surrealidades&lt;/span&gt;. A madrugada trouxe movimentações na cama. Afonso já mudou de posição uma dúzia de vezes. Laura já se levantou da cama para ir à casa de banho e quando voltou tinha o corpo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Tania&lt;/span&gt; no meio da cama. Sem coragem de a acordar, a mulher deitou-se na ponta do colchão. Cobriu o corpo do namorado e da amiga e procurou novamente o sono. Assim que sentiu o leve dormir da colega, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Tania&lt;/span&gt; muda de posição e coloca-se de barriga para cima. Abre os olhos e mantém-se tranquila com a breve luz que ilumina o quarto. Apesar de estanhar a situação, ao estar envolta pelo casal amigo na mesma cama, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Tania&lt;/span&gt; sente-se calma. Apesar de não entender o real motivo porque aceitou partilhar a cama, ela considera-se lúcida. Apesar de perceber que nas fantasias mais intimas Laura e Afonso a desejam, ela entende que o propósito de estar ali, entre os dois foi inocente. E assim, ela mantém-se serena. Novamente sem sono, mas absorvida numa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;introspecção&lt;/span&gt; pacífica. No obscuro daquele espaço, protegida pelas pequenas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;partículas&lt;/span&gt; laranjas que o candeeiro da rua lhe oferece, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Tania&lt;/span&gt; reflecte sobre o seu estado. Acerca do seu papel neste apartamento. Aquilo que, neste instante, o casal representa para si. Do seu lado esquerdo está a representação de um homem apaixonado, liberal sexualmente, amante dedicado, pessoa envolvente. Claro que isto é exactamente uma reprodução do que a amiga lhe conta. Ainda assim, ela crê nessa ideia. Do seu lado direito está o reflexo que ela gostaria de ter. Uma mulher aberta a novas experiências, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;sedenta&lt;/span&gt; de ser amada, com gula de partilhas racionais mas excitantes, ponderada, responsável e com um cariz sensual enigmático. Obviamente isto é uma imagem que a própria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Tania&lt;/span&gt; espelha na sua mente. Mais uma vez, não deve fugir da realidade. O olhar dela esbate-se no tecto. A noite é longa e nem ela tem a plena certeza dos seus sentimentos e da sua racionalidade. Mas no ocaso desta quase escuridão, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Tania&lt;/span&gt; vê um espelho no alto do quarto. Um espelho imaginário, é certo. Mas reflecte exactamente o que ela quer ver. Um espelho côncavo, onde a sua figura é predominante. Mas em que lateralmente a si, está o reflexo dos seus desejos, uma extensão dela mesmo. Como um espelho &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;cilíndrico&lt;/span&gt; côncavo. O seu reflexo é nítido e concreto, mas na extensão do espelho surgem as imagens ligeiramente distorcidas de Laura e Afonso. Nesta percepção surreal, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Tania&lt;/span&gt; volta a adormecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a noite cai, os desejos envolvem os receios mais profundos. Um sonho forte, extremo e demasiado próximo da realidade explode na mente de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Tania&lt;/span&gt; e obriga-a a acordar. O corpo dela está numa posição fetal, virada para o namorado de Laura. O rabo está a tocar nas ancas de Laura. As mãos estendem-se no lençol e chegam a tocar o ombro de Afonso. Quando ela abre os olhos, entende o quão próximo está dele. O quanto a sua respiração acelerada esbate no pescoço dele. O quanto toda a sua face está diante do seu olhar, diante da sua boca, diante da sua pele húmida. O sonho de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Tania&lt;/span&gt; foi intenso. Ela esta a suar ligeiramente e a alça do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;top&lt;/span&gt; escorregou, fazendo descobrir o seu seio. E no momento em que ela toma esta percepção, os olhos de Afonso abrem. Ele não se mexe, mas poe entre alguma escuridão, avalia a proximidade da jovem com naturalidade. Os seus lábios &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;sorriem&lt;/span&gt; ligeiramente. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Tania&lt;/span&gt; prende a respiração e procura reagir. Afastar-se pode ser demasiado brusco. Mover o corpo também. E dentro de todas as opções que ela pode tomar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Tania&lt;/span&gt; acaba por agir conforme o sonho lhe indicou. Instintivamente, a sua mão descola do lençol e toca na face de Afonso. A sua boca carnuda aproxima-se do olhar dele e os seus pés tocam levemente nos joelhos dele. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Suavemente&lt;/span&gt;, gera-se uma aproximação entre os dois. Laura dorme. É a boca de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Tania&lt;/span&gt; que invade a testa dele, entregando um gesto de carinho. É a mão direita dela que segura os cabelos de Afonso. É a mão esquerda da jovem que agarra a mão do amigo e a traz para junto do seu peito. Afonso percebe que o volumoso seio dela está descoberto e fixa o seu olhar no mamilo redondo, iluminado por um pequeno traço de luz e ligeiramente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;entesado&lt;/span&gt;. A palma da sua mão acaba por sentir que ele está rijo. Os lábios fofos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Tania&lt;/span&gt; envolvem a face dele com beijos. Em cada canto, menos na boca. Talvez o medo, talvez o receio, talvez a ansiedade. Mas os lábios dele não foram tocados quando a sua boca já prossegue caminho para o pescoço. Afonso veste apenas uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;boxers&lt;/span&gt;. Ela avança pelo peito dele, movimentando o seu corpo. Os seus tornozelos roçam agora nos joelhos de Laura. Curto e breve é o caminho que a leva até à cintura do jovem. Em silêncio, sem qualquer pedido, sem qualquer gesto brusco ou atitude que indiciasse algo, Afonso percebe que é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Tania&lt;/span&gt; que se rende aos desejos do casal. E no instante em que a mão da jovem segura o sexo estimulado do inquilino e a boca envolve a ponta do mesmo, Afonso estende os braços. Sente-se arrebatado pelos lábios carnudos a acariciarem o seu pénis. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Tania&lt;/span&gt; ousa chupar o amigo, mesmo nas barbas da namorada dele. Ele fecha os olhos e coloca a mão na nuca dela, acarinhando os cabelos da amiga. Ao mesmo tempo, o braço direito dele pousa em cima do corpo de Laura. A mulher desperta. A boca de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Tania&lt;/span&gt; a roçar no sexo masculino emite um som lascivo. Juntamente com a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;língua&lt;/span&gt; que procura conhecer o sabor do órgão, a mão encarrega-se de estimular progressivamente o objecto de desejo do jovem. Laura sente a mão do namorado percorrer o seu tronco. É apalpada nos seios e pressente a ponta dos dedos roçar a sua barriga, até alcançar o ventre. Aí, nessa sua zona sensível, ela sente dois dedos a irromperem por entre os seus lábios vaginais. A noite é escura, misturada entre desejos e receios. Mas a cama do 2º direito é iluminada com a energia de Afonso, que para além de ser chupado pela amiga, masturba a sua namorada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O broche de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;Tania&lt;/span&gt; é suave, calmo, mas progressivo. Ele está verdadeiramente excitado e entusiasmado. Laura está finalmente acordada. Quando julgava que o seu namorado se excedia em tocá-la diante da amiga &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;taciturna&lt;/span&gt;, ela levanta a cabeça e realiza o que ocorre à sua volta. A sua colega de trabalho, com insistência renitente em envolver-se a três, está agora a dar prazer oral ao homem que lhe pertence. Após alguns segundos de estupefacção, Laura pressente a realidade e sorri. Finalmente, a aproximação à jovem deu fruto. E o seu clitóris, até aqui adormecido e acariciado por Afonso, acaba por brotar e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;entesar&lt;/span&gt;-se. O olhar da mulher quer assistir, deixar as coisas correrem. Ainda assim, ela não resiste e coloca uma mão na cabeça de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;Tania&lt;/span&gt;. Acaricia os cabelos e incita-a a prosseguir. Sem uma explicação interior lógica, a jovem sente-se estimulada a continuar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a noite cai, os impulsos corporais dominam o controlo mental. Laura está &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;entesada&lt;/span&gt;. O trabalho manual do namorado na sua rata surte efeitos assim que ela sente uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;célere&lt;/span&gt; excitação na sua rata. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;Tania&lt;/span&gt; lambeu por uma derradeira vez o pénis do amigo, deixando-o húmido, tenso e firme. A mão da colega de Laura segura a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;picha&lt;/span&gt; pela base, apertando os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;testículos&lt;/span&gt; dele e depois movimenta-se. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;Tania&lt;/span&gt; está agora de joelhos fincados no colchão, com o tronco erguido. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;Tania&lt;/span&gt; está preparada para deixar o impulso controlá-la. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;Tania&lt;/span&gt; sente-se capaz de receber o pénis de Afonso dentro de si. Assim que a ponta do sexo expande ligeiramente os seus lábios vaginais algo molhados, ela liberta a mão e coloca-a na barriga dele. A sua cintura, que até aqui aguardava impacientemente pelo alinhamento de todos os gestos necessários, deixa-se cair sobre o corpo do homem. Vagarosamente, o pénis de Afonso penetra cuidadosamente por entre as pernas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;Tania&lt;/span&gt;. Laura assiste. Excita-se com a sequência de acontecimentos e aguarda ansiosamente pelo que ainda está para surgir. A sua respiração está ofegante, as suas pernas estão abertas e o seu peito está tenso. Com o olhar preso no semblante de Afonso, a nova inquilina deste apartamento sente cada pedaço carnal a entrar dentro de si. Inspira e expira com uma boa dose de nervosismo. Ela nem quer acreditar que existe um homem para além do seu ex-namorado a entrar dentro de si. Ela nem quer acreditar que isso sabe tão bem. Ela nem quer acreditar que a presença de Laura a excita &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;descontroladamente&lt;/span&gt;. Ela nem quer acreditar que o seu clitóris possa estar tão rijo. Ela não pode acreditar que a sua colega de trabalho está a vir-se diante de si e que os dedos de Afonso ainda a penetram vigorosamente. Ela recusa-se a crer que o sexo dele incha a um ritmo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;alucinante&lt;/span&gt; de cada vez que ela cavalga sobre ele. Ela tem dificuldade em entender que é possível as mãos dele &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;repartirem&lt;/span&gt;-se entre a rata da namorada e as mamas dela que pulam para fora do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;top&lt;/span&gt;. Após alguns minutos intensos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;inesgotáveis&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;Tania&lt;/span&gt; quer acreditar que o seu orgasmo vai surgir e que aquilo não será deveras um sonho. Ela olha para Afonso. Sabe que ele também chegou ao seu auge. Ela olha para a amiga. Entende que ela está a tirar satisfação de tudo isto. Ela retorna o olhar para ele. Pressente a tensão na face dele, ansioso para lhe proporcionar prazer. Ela retorna os olhos para Laura. A amiga entende a tesão dela e aguarda também pelo orgasmo da jovem. O olhar acaba por fixar-se no novo amante. Quando perde o controlo sobre si mesma, Tania cerra levemente os olhos e sente um calor húmido a explodir dentro de si. Ao mesmo tempo, a sua rata lateja, o seu ventre fervilha, os seus mamilos incham e os seus lábios palpitam. A jovem morena vem-se e sente Afonso a vir-se dentro de si.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a noite cai, aquilo que se teve medo de imaginar torna-se uma realidade natural. Tania libertou as mãos e deixou pender o seu corpo para diante. Mas ao contrário do que o amante poderia julgar, ela não se deitou sobre o seu peito. Sem libertar o pénis dentro da sua rata, Tania alterou o rumo do seu corpo e deitou-se sobre o colo de Laura. Procurou o seu conforto meigo, as mãos que entendem, o carinho que a conforta, os gestos que a devolvem à sua racionalidade. Agora já não há retorno. Tania entregou-se à virilidade apaixonante de Afonso, tão propalada pela namorada. Tania aceitou a presença excitante e voyeurista de Laura, em conformidade com as práticas ousadas que o casal experimenta. Numa noite longa, em que os pensamentos desenrolaram, as fantasias proprocionaram prazer pessoal e os receios reformularam-se em desejos concretos, o casal e a sua amiga espelham uma imagem partilhada. Os três fazem parte da mesma acção. E dentro do 2º direito há um novo conceito de intimidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a noite cai, o sonho excitante amanhece. A escuridão dá lugar à luz matinal e algo pesa na mente de Tania. Ela não se sente arrependida. Ela sabe o que fez, porque fez e de que forma aconteceu. Ela não ousa pensar que foi um erro. Mas assim que a manhã lhe traz uma nova lucidez, parece ser dificil acreditar que o sonho que o seu espelho reflecte no ocaso da escuridão se tornou uma realidade consequente. Ainda assim, perdida numa apartamento que não é seu, perdida de outro lar que já deixou de ser seu, Tania procura encaixar-se no concreto que ela vai aceitar. Aninhada no colo de Laura, a jovem fecha os olhos, dando tempo a si própria para aceitar o presente. Afonso e a sua namorada sentem-se concretizados. No momento em que deram espaço à jovem para não se sentir pressionada a aceitar o convite deles, uma noite obscura traz mais do que um pesado fantasma. Quando os olhares deles se trocam, sabem que o parceiro experimenta satisfação, prazer, animosidade, paixão e um reflexo mútuo do que sentem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-1792003019914748062?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/1792003019914748062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=1792003019914748062&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/1792003019914748062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/1792003019914748062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/04/reflexos-cncavos.html' title='Reflexos côncavos'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-7699151267913753902</id><published>2008-04-25T12:11:00.001+01:00</published><updated>2008-07-04T12:13:23.984+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1º esq.'/><title type='text'>Sobreposição inversa</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 04-07-08&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite pertence à intimidade. Entrega-se ao desejo. Chama a paixão. Esconde a traição. A cama do casal do 1º esquerdo pinta-se de um ambiente intenso, desenhado ao pormenor para carregar uma aura apaixonante. As cortinas estão corridas, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;abat&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;jour&lt;/span&gt; espalha uma luz creme sóbria, os filhos não estão em casa e não existem amantes que possam ligar a qualquer um dos inquilinos a esta hora. A mão de Helena segura o sexo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;entesado&lt;/span&gt; do seu marido. Deitada na cama nua, com os pés virados para o topo da cama, ela mantém o olhar fixo no objecto de desejo que lhe pertence, percebendo a ansiedade do homem. Rodrigo coloca um ar de entusiasmo pelos gestos que a mulher lhe oferece. Já passou por beijos meigos na sala, pela mão carinhosa a envolver-lhe o corpo, pelo convite ousado que ela lhe propôs. Depois de olhar para o corpo despido da esposa, com curvas sedutoras, com a pele hidratada, com os seios firmes, Rodrigo atinge o auge da sua tesão, ao sentir o seu pénis crescer entre os dedos de Helena. Deitado com a parte superior das costas sobre a sua almofada, ele tem os pés virados para o fundo da cama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Estou preparado.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu também...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;páras&lt;/span&gt; até eu parar...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Veremos se aguentas...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a mão fixa no sexo do marido, Helena arrasta o corpo para cima dele. Sempre a agarrar o pénis, ela abre as pernas e coloca os joelhos colaterais ao tronco do homem. Os dedos esfregam suavemente a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;picha&lt;/span&gt; de Rodrigo e o rabo da mulher está defronte da face dele. A palma da mão absorve o calor do pau &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;entesado&lt;/span&gt; do inquilino e as mamas de Helena roçam junto ao umbigo dele. O homem aprecia o que surge diante do seu olhar. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Faz&lt;/span&gt; algum tempo que a rata da sua mulher não fica tão próxima da sua boca. Parece uma redescoberta. Parece um assombramento que se evidencia no entusiasmo que a sua face agora revela. Um sexo bonito, com os lábios vaginais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;rosados&lt;/span&gt;, ligeiramente carnudos e salientes. O clitóris está escondido, mas o sorriso dele demonstra que ainda sabe como o descobrir. As mãos dele apertam as nádegas de Helena, redondas, suaves, maduras. Os polegares tocam nas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;virilhas&lt;/span&gt;, os dedo médios fincam-se com mais força na carne do rabo feminino, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;mindinhos&lt;/span&gt; quase rasgam a pele dela e a força dos dez dedos puxam o traseiro da mulher um pouco mais para cima. Mesmo colado à boca dele. Rodrigo está numa posição entre estar deitado e estar sentado. O corpo de Helena fica assim mais levantado. Ao sentir a ponta do nariz dela roçar nos lábios vaginais, ela inspira fundo e entende que a excitação só começou realmente agora. A posição é sublime. Os dois corpos envolvem-se mutuamente, numa posição inversa. Helena gesticula a sua mão para cima e para baixo, com uma ligeira pressão, no ponto que ela entende ser o certo. O polegar toca no dedo médio e a palma dão mão roça em grande parte do membro teso e palpitante. Ela esfrega o sexo do seu marido e toca agora com a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;língua&lt;/span&gt; na ponta do órgão. As unhas das mãos dele cerram um pouco mais na carne das nádegas da mulher. Tanto o buraco anal, como a vagina de Helena dilatam um pouco mais. Tornam-se vulneráveis à sede dele. A boca de Rodrigo absorve parte da rata da mulher e enterra-se por entre os lábios vaginais. Ele sabe onde encontrar o clitóris, mas prefere enterrar a sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;língua&lt;/span&gt; um pouco mais profundamente. Os lábios de Helena latejam. Incorporam o desejo de querer roçar a sua pele ligeiramente seca na volúpia do pénis do seu marido. Os seus dedos assumem agora um papel diferente. Tanto o polegar como o indicador e o médio em conjunto procuram empurrar o sexo para dentro da sua boca. Ligeiramente, carinhosamente, suavemente. A sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;lingua&lt;/span&gt; encarrega-se de receber a tesão carnuda no seu interior e agraciá-la com caricias molhadas. Rodrigo saboreia o denso conforto vaginal, assim que a sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;lingua&lt;/span&gt; efectua movimentos dinâmicos. Ele sente no imediato o aroma exalado pelos lábios vaginais que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;esfregam em&lt;/span&gt; toda a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;envolvência&lt;/span&gt; da sua boca. Porque o sexo da sua esposa começa a estar frenético, processando acções instintivas que demonstram excitação. Até os músculos das nádegas acusam o toque preciso da boca do amante. Helena chupa suavemente, ainda que aumentando progressivamente o ritmo dos movimentos. A boca que se torna um êmbolo, umas vezes cheia, outras vezes vazia. Os lábios carnudos que sugam vertiginosamente a energia do sexo. O polegar que faz um pouco mais força nos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;testículos&lt;/span&gt; dele. Os outros dedos que progridem a velocidade gesticular. E tudo isto é uma actividade onde os vários elementos em funcionamento transformam actos isolados como um broche e um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;minete&lt;/span&gt; numa singular e poderosa sobreposição de desejo oral em posições inversas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Fellatio&lt;/span&gt;. Na forma como ela devora o pénis. Como morde com os lábios toda a excitação da carne do amante. No jeito com que a sua língua brinca dentro da boca com o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;orifício&lt;/span&gt; de onde se libertará o prazer que ela também anseia. Na atitude progressiva que determina a paixão com que ela chupa. A sua cabeça movimenta-se em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;círculos&lt;/span&gt;, procurando obter mais deleite para o parceiro. Os cabelos roça junto às coxas masculinas. E a mão que apoia todo o peso corporal dela tem ciúmes da mão que aperta e esfrega com vigor as bolas do homem. É um broche, sim senhora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Cunnilingus&lt;/span&gt;. Quando ele perverte a sua língua por toda a extensão da racha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;erógena&lt;/span&gt;. De cada vez que os lábios chupam os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;papos&lt;/span&gt; latejantes por entre as pernas. Assim que os dedos indicadores roçam nas margens anais, adicionando uma dose extravagante de excitação à mulher. É nesse instante que ele começa a alcançar o seu objectivo. O pequeno apêndice nervoso, molhado e ruborizado, palpitante e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;sensível&lt;/span&gt;, irrompe agora dos lábios vaginais e apresenta-se ao exterior na ânsia de também ele conhecer o poder do toque dos lábios, da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;língua&lt;/span&gt; e no final, se possível dos dentes que farão explodir o prazer que ele irá transmitir. É um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;minete&lt;/span&gt;, sim senhor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dar e receber. Porque tudo isto não é mais do que uma partilha. Tem pequenos detalhes que acrescentam algo mais ao que se concebe aqui. Tem desejo a percorrer as veias que por sua vez alimentam o calor exalado pelos corpos. Tem paixão tatuada nas mãos que ditam o ritmo imposto. Tem sede e fome na gula com que as bocas comem. Tem fervor, quando se vê o corpo dela movimentar, o ventre a mexer-se para a frente e para trás, incitando ele a lamber mais e ela a chupar com mais força. Tem tesão sublime, quando as mamas dela roçam na barriga dele provocando um curto circuito no controle de ambos. Mas partindo do principio que todos estes detalhes são inerentes a uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;envolvência&lt;/span&gt; desta magnitude, Helena e Rodrigo limitam-se a partilhar-se mutuamente. Como se necessitassem de entregar ao parceiro o desejo que constantemente transborda para parceiros adúlteros. Como um pacto que a noite trouxe para que eles se redimissem em silêncio. Helena e Rodrigo têm uma vida sexual activa, algumas vezes irreverente. Mas há a tendência de faltar sempre algo excêntrico que alimente o vulcão que vive dentro de cada um deles. Há uma visível falta de espontaneidade e prioridade em certos momentos na entrega de prazer &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;magnânimo&lt;/span&gt; à pessoa que um dia juraram amar para sempre. E este pacto é uma atitude instintiva de ambos em não afastar o desejo sexual que é necessário haver num casamento. Esta partilha é a imagem que eles querem espelhar numa única sobreposição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O prazer que se reflecte. Aquilo que Rodrigo entrega à rata de Helena, é aquilo que a sua esposa recebe e lhe retribui de forma mais intensa. O clitóris incha e a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;língua&lt;/span&gt; de Rodrigo encharca-se com a fonte que brota dela. Se ele saboreia os fluídos dela, a sua boca quer mais, pede mais. Se ela delira com o prazer que se incendeia, a sua boca dá mais, exige mais. Ao chupar com vigor a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;picha&lt;/span&gt; do marido, apertando os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;testículos&lt;/span&gt; com intensidade, Helena pressente o sexo dele a jorrar. Agora, que ambos alcançaram em uníssono o reflexo do desejo, a dupla imagem que eles espelham torna-se mais incisiva. Atinge um foco que só é possível porque ambas as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;imagens&lt;/span&gt; se sobrepuseram. Numa forma invertida, numa prática de sexo oral soberba, Helena e Rodrigo conseguem focar o prazer. E nenhum deles desperdiça uma gota do néctar que deleita &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;derradeiramente&lt;/span&gt; a sua sede. Porque eles querem entregar-se, demonstrá-lo e recebê-lo. Assim que a energia de um esgota as forças do outro, há uma rendição. Podem chamar a isso um orgasmo simultâneo. No caso de Helena e Rodrigo é uma conquista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;vingativa&lt;/span&gt;. O prazer que podem oferecer a qualquer outro amante jamais poderá ser tão genuíno como o que eles entregam ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;cônjuge&lt;/span&gt;. E este é o sentimento de pertença que ambos escondem dentro de si. Abraça-se. Os membros superiores de Helena envolvem as coxas do seu marido e os braços de Rodrigo rodeiam a cintura da mulher. O pénis vai perdendo vigor, encostado ao ombro suave dela. A rata exala um odor ainda excitante e deixa cair dois pingos sobre o pescoço dele. Ao respirar fundo, eles fazem uma introspecção sobre o que os une.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ainda consegues aguentar... - &lt;/em&gt;solta Helena&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É só porque o consegues fazer tão bem.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ainda gostas que eu te chupe?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Tanto como gosto de comer a tua flor.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu notei... Foi tão bom... É sempre bom, Rodrigo. Como a primeira vez que o fizeste.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A tua ratinha também ainda tem o mesmo sabor...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- A sério?....Amor, já não tenho o corpo de uma menina...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ainda bem...senão irias pedir que também tivesse o mesmo sexo imponente do que quando me conheceste.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E ainda tens...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Somos uns velhos à procura do que já não temos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Talvez...mas eu gosto que ainda gostes de mim.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu amo-te, Helena.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vou fingir que acredito...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- E adormeces comigo?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Para sempre...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hipocrisia. Na mente sobreposta de cada um dos dois, há uma enorme sensação de hipocrisia e falsas confissões à solta. Ainda assim, há uma enorme vontade de manter uma relação, quer física, quer sentimental, na base de um desejo que de facto ainda existe. Não é exclusivo, mas ainda existe. Reflecte-se em pequenos gestos de paixão que nunca são descurados nem pelo marido nem pela esposa. Incide sobre o amor que procuram sentir pelos filhos, não obstante os erros cruéis que se misturam. Transparece na sensação de uma relação sólida, frutífera e rentável. Talvez os vizinhos até saibam que cada um deles é infiel. Mas nenhum inquilino do Edifício pode negar o sorriso que os quatro membros da família solta quando sai do 1º esquerdo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há um ruído que vem de fora do quarto. O filho mais novo acaba de chegar a casa e sabendo que os pais estão no quarto, aproveita para ligar a televisão e pegar no comando da consola de jogos. Perante as circunstâncias, Helena e Rodrigo concluem a sua noite. Irão adormecer num abraço fraterno e entrar conjuntamente num sonho tranquilizante. Mas no final de tudo isto, a pergunta irónica que se coloca é: Se é tudo tão intenso e perfeito, que razão existe para trair um casamento?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-7699151267913753902?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/7699151267913753902/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=7699151267913753902&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7699151267913753902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/7699151267913753902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/04/sobreposio-inversa.html' title='Sobreposição inversa'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-4586747345901875298</id><published>2008-04-24T12:04:00.002+01:00</published><updated>2008-07-03T11:22:20.894+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1º dto.'/><title type='text'>Retratos de água</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 02-07-08&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A luz que entra no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt; é brilhante. Cintilante e transcendente. Surreal e definida. Define as acções que dentro dele decorrem. Testemunha o que aqui dentro acontece. Deixa acontecer aquilo que não aconteceria noutro local. O espaço do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Edifício&lt;/span&gt; Magnólia tem vida e a sua energia é a luz natural que entra pela enorme janela em cima da piscina. São as dezenas de reflexos que percorrem cada canto, cada parede, cada pedaço de vidro que incide a luz para tantos pontos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Que olhar é esse? -&lt;/em&gt; pergunta Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Uhm&lt;/span&gt;?!...Porque perguntas? -&lt;/em&gt; responde Maria José.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Parece que não estás aqui...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Mas eu estou aqui..contigo...tenho a tarde toda para ti.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Parece que tens um véu a cobrir esses olhos...Fantásticos...Os teus olhos são poderosos...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- É esta luz que te está a ofuscar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Achas?...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- ...Tenho a certeza.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A professora está sentada na piscina com a água calma. Ela não ligou o sistema de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;hidro&lt;/span&gt; massagens, que tanto tem deliciado os moradores do Edifício. A inquilina do 1º direito chamou o seu namorado e pela primeira vez, fez questão de se dedicar ao equipamento mais recente do empreendimento. As mãos dela navegam na linha de água, criando pequenas ondas que estremecem o reflexo da sua face. Paulo, o carteiro, assiste aos gestos misteriosos da sua amada. Na verdade, Maria José tem um ar apático. Não esconde o sorriso ligeiro que se mantém na sua face, mas as maçãs do rosto escondem a tensão dos seus músculos. Os seus lábios estão secos, mesmo com tanta humidade. E os seus olhos absorvem toda a luz que brinca no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt;. De tal forma que o jovem sente-se assombrado pelo ar estranho da sua namorada. Após alguns minutos de resistência, ele consegue libertar a frase de desbloqueio, a senha inevitável, a expressão que quebra o gelo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Quero fazer amor contigo...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maria José ergue o queixo. Dilata os lábios e franze o olhar, protegendo momentaneamente a luz que teima em espelhar-se em si. E Paulo sabe que o coração dela palpita. E Paulo sente o caminho livre para avançar. Ele afasta-se da parede do tanque, de onde estava encostado e aproxima-se da mulher madura que arrebatou a sua paixão. Neste curto espaço físico e temporal, ela teve tempo de abrir as pernas e estender os braços. Paulo procura os lábios dela, mas Maria José apenas entrega o seu pescoço. As mãos dele acariciam as costas, procurando arrepiar-lhe a pele, mas ela expande o peito, comunicando o desejo de sentir as mãos dele nas suas mamas. Paulo acede. Ela move as ancas e roça o seu ventre nos calções do namorado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Consegues fazer-me vir? -&lt;/em&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;sussurra&lt;/span&gt; ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Quero levar-te ao céu...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Só preciso que me ponhas louca e que me faças explodir...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paulo inspira fundo. As palavras da sua amante são cruas mas excitantes. A água &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;mantém&lt;/span&gt;-se calma e nas pequenas ondas existem pequenas estrelas que a luz esbate. A mão dele puxa uma alça do fato de banho preto da mulher, que apesar de cobrir uma parte considerável do seu corpo, carrega Maria José de uma sensualidade genuína. O seio esquerdo descobre-se, apesar de não ser novidade os bicos espetados no tecido. A mão do carteiro prossegue o seu trabalho. Enche-se por uns segundos com as mamas amadurecidas dela, para depois agarrar entre o polegar e o indicador, o mamilo rosado. Maria José suspira. Vagueando pelo corpo, por cima do tecido negro, Paulo maneja a anca da mulher, para de seguida acariciar as nádegas femininas. Quando ela decide abrir as pálpebras para olhar directamente para Paulo, ela faz um movimento precipitado nos olhos. Dois dedos dele avançam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;excitantemente&lt;/span&gt; por entre as duas nádegas para pressionar o buraco anal e imediatamente o papo vaginal, um pouco mais à frente. Maria José sente-se arrebatada. Cerra os olhos com força e abre a boca, de onde um leve gemido identifica a sua tesão perante os gestos. O peito dela aperta-se contra o tronco do jovem amante. E a boca dele a chupar o pescoço junto à orelha é apenas o remate decisivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Já imagino os teus dedos dentro de mim...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Queres?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vê como tenho o clitóris quente...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E depois de desviar o tecido que lhe cobria o sexo, depois de acariciar as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;virilhas&lt;/span&gt; e depois de penetrar vigorosamente os dois dedos, Paulo confirmou que a mulher estava de facto entesada. Há uma excitação sinistra a envolver Maria José. Ela magnetiza-se aos gestos cadentes do seu namorado, mas algo na sua mente a coloca algo distante da paixão habitual com que ela costuma entregar-se. Porque apesar dos gemidos que solta, apesar de sentir cada movimento dos dedos de Paulo, ela não está a fazer amor. Maria José está apenas a entregar-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;carnalmente&lt;/span&gt;. Apesar de Paulo não o percepcionar, ele sente que a mulher liberta uns gemidos muito próprios. A mulher volta a levantar o queixo, procura respirar fundo. O rabo dela está empinado e o corpo balançado para a frente. A água está morna. Não borbulha. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Faz&lt;/span&gt; apenas pequenas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ondinhas&lt;/span&gt; que batem no ventre dela como se as suas coxas fossem rochas. E apesar de sentir os dedos bem fundos e de cada pedaço intimo de si vibrar com o toque da pele dele, Maria José não encontra o caminho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Uhm...Paulo..oohhh...Deixa-me provar-te.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Maria..ohohh..Maria José...só mais um pouco..uhmmm..gostas?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim!...Mas...deixa-me chupar-te...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com alguma evidência, Paulo apercebe-se que algo está a falhar na passagem ao patamar derradeiro do prazer da namorada. Ainda assim, o pedido ansioso de Maria José parece demonstrar que ela está envolvida no momento. As mãos da mulher descolam do tronco despido do carteiro e dirigem-se para as ancas dele. Com a ponta dos dedos, ela procura baixar os calções de banho do namorado. Com a peça de roupa algo apertada, ela introduz a mão com algum custo dentro dos calções e segura com firmeza o sexo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;entesado&lt;/span&gt; do seu parceiro. Ergue o olhar para ele, com um tom sério. No olhar verde de Maria José está o brilho de todo este espaço. Um brilho ofuscante, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;imperceptível&lt;/span&gt; de entender. Paulo ainda tenta descodificar, mas a mão terna e madura da professora deixa-o atordoado. Sabe-lhe bem. Ela começa a esfregar a carne vigorosa, enquanto desaperta o cordel da peça de roupa do jovem. Um pouco mais solta, a mão direita de Maria José tem agora possibilidade de masturbar veemente o pénis que ela decidiu domar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Quero saborear-te todo...Ouviste?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ohhh...sim...uhmm.. Sim, amor!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Quero comer o teu pau teso....Até não aguentares mais...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paulo estranha as reacções da sua namorada. O ar sério. Os gestos incisivos e algo bruscos. A apatia na sua face misturada com as palavras fortes, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;imbuída&lt;/span&gt; na tesão que os seus mamilos rijos demonstram. O seu sexo é uma haste. O leve toque da água a ondular junto aos seus &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;testículos&lt;/span&gt; não impede que o seu órgão de prazer esteja viçoso. Maria José ajoelha-se, puxa os calções para baixo e sem qualquer preliminar, coloca o pénis do carteiro na sua boca. A mão da mulher continua a esfregar o sexo, mas desta vez um pouco mais próximo dos testículos. Os gestos dela demonstram que Maria José chupa com entusiasmo, mas não com paixão. Puxa a carne genital do jovem para dentro da sua boca e prova cada pedaço. Estica a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;língua&lt;/span&gt; de forma a deleitar o namorado da melhor forma possível. A ponta da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;picha&lt;/span&gt; de Paula entra profundamente na boca da mulher e ele sente. Apesar de gemer de satisfação, ele baixa o olhar para a mulher e procura perceber o que a leva a estar tão furiosa na forma como o come. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Maria...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;uhmmm&lt;/span&gt;... Maria José...oohhh...sim...uhmm...estás bem?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vais-te vir, não vais?...Quero que te venhas... Onde quiseres..&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;uhm&lt;/span&gt;???&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele acena um sim resignado, estupefacto. Maria José prende o olhar luminoso na face do amante, sem nunca parar de chupar. Envolvida pela água agradável, com as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;ondinhas&lt;/span&gt; a encher os seus ombros, Maria José tem a cabeça de fora e desenvolve um broche que não se recorda de praticar desta forma tão intensa há já algum tempo. Na sua cabeça, nos dilemas interiores que dominam o seu pensamento, a professora não tem o direito de saborear e degustar o seu namorado no jeito que sempre lhe quis dar. Não consegue. Não acontece. Não se proporciona. A mente da loira barra-lhe o alcance de um prazer sublime, apaixonante e intimo. Ao invés, Maria José age como uma mulher que acede ao pedido de um homem sedento de uma boca debochada. E o papel intensifica-se quando a mão esquerda da inquilina puxa a mão do parceiro até à sua face. Paulo acaricia os cabelos e pressente a intenção da amante. A excitação do jovem está ao rubro e Maria José ainda quer que ele a force a chupar mais. Ele não nega. Ele segura um grande pedaço de cabelo loiro na nuca dela e movimenta ligeiramente a cabeça. Talvez ele ainda não tenha percebido, mas algo se dissipou na relação amorosa entre Maria José e Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Amor..oohohoohhh...é tão bom..&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;ohohhhh&lt;/span&gt;! Sente-me...vou-me vir...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;oohhh&lt;/span&gt;! Não! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Ahhhh&lt;/span&gt;!!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor. A paixão entre dois elementos de gerações distintas, de mundos diferentes mas unidos pela procura em entender o espaço em que se vive de forma diferente. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;envolvência&lt;/span&gt; de um corpo masculino e outro feminino, um viçoso, o outro maduro. A troca de experiências, a troca de sentimentos, a troca de pequenos pedaços de resistência. A troca de fluídos ocorre num momento de transição. Maria José está agora ajoelhada no chão do tanque. O seu peito molhado cobre-se de gotas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;fervilhantes&lt;/span&gt;. O seu pescoço salpica-se do fruto masculino de desejo. E os seus lábios ficam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;cremosos&lt;/span&gt;. A professora quer sorrir. Mas algo a impede de dilatar os rasgos finos da sua boca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Ohh&lt;/span&gt;...Maria José...eu amo-te!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela ainda segura o sexo continuamente teso. Ao ouvir aquelas palavras, o seu semblante modifica-se. Com o apoio do pé direito, ela ergue-se, trazendo consigo um enorme arrastão de água. Não borbulha, mas mantém uma calma surreal. Não massaja, mas reflecte uma estranha e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;novel&lt;/span&gt; sensação. Maria José sai da piscina, agarrando a toalha que está pendurada na borda do tanque. Com os pés descalços, a mulher enxagua o corpo e encosta-se à parede da piscina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não estás a gostar...Amor?... O que se passa? Sou eu?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu estou a gostar...Adoro ter o teu sabor na minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;língua&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O jovem carteiro fica sem resposta. É difícil encontrar algo para compensar as palavras fogosas da mulher madura, que parece afastar-se da sua faceta apaixonada. Ela gostou. Efectivamente, o broche parece ter-lhe sabido bem. O simples facto de proporcionar prazer ao seu amante deixou a sua rata a latejar um pouco mais. A masturbação original, pelas suas costas, iniciou aquilo que ela pretendia ser um momento de liberdade e paixão. Mas falta algo. Ou está a haver algo que limita o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;usufruito&lt;/span&gt; total do tempo no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt;. Curiosamente, ela tem conseguido adiar a indignação de Paulo perante a sua apatia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Não me queres vir comer?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Maria José.....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ainda estou a arder... Nem consigo fechar as..... Vem.... Quero que me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;fodas&lt;/span&gt; aqui...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há uma espécie de resignação por parte do homem, no facto de não conseguir desvendar o estado de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;espírito&lt;/span&gt; assertivo de Maria José. Todavia, ele sai também da piscina e sem sequer enxaguar o corpo, aproxima-se da namorada. A professora olha para ele, desta vez com um ar pensativo. Mais do que o prazer já partilhado, mais do que a ansiedade pelo que ainda pode acontecer entre os dois corpos, mais do que tudo. Maria José tem uma corrente de pensamentos por detrás do seu olhar cintilante. A sua graciosidade apenas se explica na forma como as duas pérolas verdes absorvem toda a luz solar que atravessa agora a janela superior e se espelha por toda a sala do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt;. Paulo abraça-se a ela, mais uma vez procurando um beijo. Os lábios da loira fazem um movimento concludente. Afinal, ela ainda anseia por beijar o seu namorado. Paulo pousa as mãos nos ombros húmidos da mulher quarentona e encosta a sua cintura à barriga dela. No tecido do fato de banho dela, roça o pénis molhado. E a troca de fluidos salivares ganha uma conotação excitante. As &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;línguas&lt;/span&gt; procuram-se mutuamente e a carne labial consome-se a si própria. Com a palma das mãos, ele puxa a outra alça da peça de roupa negra da mulher e descobre-lhe todo o peito. As ideias continuam a vaguear na mente de Maria José. Ao procurar concentrar-se no carinho que o namorado se esforça por entregar, a professora envolve os braços no corpo do jovem e abraça-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;devotamente&lt;/span&gt; a ele. Confuso, ele entende o gesto como a ansiedade fulminante da loira em querer que a possua. Desconfiado, Paulo acaba por pegar no corpo da namorada e vira-o. Maria José está agora encostada à parede do tanque, de costas para o amante, virada para a água da piscina, novamente calma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Paulo...uhmmm...tu sabes que me fazes bem, não sabes?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sim...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;mmm&lt;/span&gt;, preciso de ti...nós precisamos disto...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a palma das mãos nas ancas femininas, ele volta a querer afastar o tecido que se cola teimosamente ao corpo de Maria José. Entre as suas pernas, a sua rata volta a ser &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;descoberta&lt;/span&gt;. Paulo chega a cintura dela mais para si e as mãos da mulher apoiam-se na borda do tanque. A ponta do seu pénis roça pelas nádegas macias da amante e coloca-a no rego do rabo. Afincadamente, sem qualquer outro apoio, ele move a cintura para aprofundar a sua carne &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;erógena&lt;/span&gt; por entre as pernas da mulher divorciada. Assim que pressente a volúpia da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;picha&lt;/span&gt; de Paulo a abrir os seus lábios vaginais, Maria José liberta um gemido e fixa o olhar no seu reflexo. A luz brilha com cada vez mais intensidade. É um jogo de raios quase &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;invisíveis&lt;/span&gt;, que se cruzam entre si, paralelos ou perpendiculares. Tudo dentro daquele espaço tem que espelhar e acaba por reflectir-se na água do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt; e em última instância no olhar da moradora do 1º direito. Com tanta luz, tanto vislumbre, tanta definição, a Maria José acaba por sentir-se vigiada por si mesma. O seu reflexo é demasiado preciso. Mas ao mesmo tempo, o reflexo atormenta-a. O seu namorado investe os seus movimentos contra o seu corpo, contra o seu rabo. O sexo masculino invade a rata cada vez mais estimulada. A professora geme, sente o seu corpo a vibrar com todas as entradas e saídas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;voluptuosas&lt;/span&gt;, mas algo a prende de novo. As suas mãos fincam na borda da piscina e os seus seios balançam freneticamente. Mas o seu olhar evade-se. Mesmo que as águas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt; estejam calmas, ela distorce o que vê no espelho de água. A sua imagem modifica-se. É a sua mente que a altera. Maria José sente que não é assim. Ela quer amar. Ela quer sentir-se amada. Ela quer sentir prazer numa relação e dar o melhor de si constantemente. Quando Paulo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;fode&lt;/span&gt; de uma forma apaixonada, com a mão nas mamas dela, com a devoção a penetrar nela, Maria José sabe que isto não é o melhor que se pode reflectir. Ela é infiel. Ao prolongar um segredo. Ao adiar a revelação inevitável. Ao manter duas paixões distintas. Ao fingir que é possível conciliar dois sentimentos. Maria José reflecte para si mesma um retrato infiel. E tudo parece ténue. Paulo esforça-se por proporcionar o prazer absoluto à mulher, mas a explosão ainda está longe de acontecer. Os gemidos da professora são excitantes, o corpo dela continua a entregar-se à tesão do homem. Mas ainda assim, Maria José congelou no seu reflexo. Os seus olhos cerram por breves instantes. Por uns momentos, ela não quer ver nada, ela não quer sentir nada mais com o seu olhar. Apenas pressentir as mãos do amante, o peito dele a encostar-se nas suas costas, a boca dele a absorver a pele do seu pescoço, o sexo do amante que continua na procura incansável de partilhar o que flui dentro de si. Uma penetração mais forte obriga Maria José a gritar e a abrir os olhos. O reflexo volta a surgir. É forte. Algo cruel. Ao seu lado, é espelhada a imagem de quem a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;fode&lt;/span&gt;, de quem lhe quer dar prazer. Mas não é Paulo que transparece. A indefinição do que a imaginação lhe quer transmitir, confronta-a com a realidade que ela queria evitar com algum custo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Oh...Paulo...pára...ooh...sim...por favor...uhmmm..ooohh...Só um bocadinho...pára....&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No instante em que o corpo de Maria José vibra com uma sensação assombrosa, o carteiro volta a vir-se. O entusiasmo do jovem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;extravasou&lt;/span&gt; e a percepção interior da realidade da mulher é ainda mais sinistra. O prazer de Paulo é expelido na tensão de Maria José. Ouve-se os gritos ligeiros dele. Ouve-se a respiração descontrolada da professora. Ela pende o corpo ligeiramente para a frente. Ele não retira o sexo dentro da vagina da amante. Eles estão seguros a um momento &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;incaracterístico&lt;/span&gt;. Maria José respira fundo, reflecte durante uns segundos, com o olhar preso na água e depois molha os lábios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Paulo...eu preciso...nós....nós precisamos de falar...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E daqui em diante, dentro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;jacuzzi&lt;/span&gt;, só a verdade consolará a mente dos presentes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-4586747345901875298?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/4586747345901875298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=4586747345901875298&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/4586747345901875298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/4586747345901875298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/04/retratos-de-gua.html' title='Retratos de água'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-3795233207641517445</id><published>2008-04-23T23:59:00.000+01:00</published><updated>2008-07-01T01:24:09.121+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2º esq.'/><title type='text'>Espelho mágico</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 30-06-08&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Respira-se um vazio. Sente-se um vazio. Ela sente sempre um vazio, assim que entra em casa e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tania&lt;/span&gt; não está. Está demasiado vazio. Lúcia abre a porta da casa e faz questão de confirmar em todas as divisões que a sua colega de casa não está de facto presente. No seu coração, reside a incerteza de quere-la ali ou realmente achar que é melhor não ter. Na confusão da sua mente, Lúcia perde-se. Evade-se daquilo que sempre achou coerente. Afasta-se daquilo que dentro de si a chama. Numa estranha atitude, Lúcia chama com um gesto a sua convidada. Beatriz entra. Menina. Jovem. Ingénua quanto baste. Atrevida o suficiente. Ela entra no 2º esquerdo com uma boa dose de ansiedade. Bonita. Meiga. Com um olhar profundo mas misterioso. Com umas maçãs do rosto rechonchudas e fofinhas. Ela procura sentir-se à vontade no espaço que pertence à sua amiga. Lúcia fixa a sua postura junto à entrada da sala e solta um sorriso, como que a pedir uma confirmação da satisfação de Beatriz. A rapariga de 18 anos dá dois passos em frente, cola-se ao corpo da anfitriã, coloca uma mão no pescoço da morena e entrega-lhe um beijo terno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conheceram-se em Outubro, nas praxes da faculdade. Lúcia assistia às festividades do absurdo, à folia da irreverência, à parada da prepotência. Pelo menos era assim que ela via - com alguma distância - desde a esplanada do bar da universidade, as tão chamadas tradições académicas, que pretendem com alguma suposição integrar os caloiros no ambiente universitário. Beatriz é uma dessas caloiras do curso da inquilina do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Edifício&lt;/span&gt;. Tinha a cara cheia de pinturas e a cabeça enrolada de papel higiénico. Um balde na mão e os pés descalços completavam a figura apalhaçada. Quando um grupo de estudantes do primeiro ano entrava na esplanada e procuravam um lugar para se sentar, Beatriz estendeu-se numa cadeira. Suada e exausta, a jovem lança imediatamente o olhar em Lúcia. Se a aluna morena não tivesse colocado a vista na rapariga, talvez nada tivesse existido. Mas Lúcia virou a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lúcia aceita o beijo. Retribui o beijo. Segura a face suave da amiga e envolve-se no gesto apaixonante. Os olhos de Beatriz cerram como um toque de fantasia. Ela vem vestida de uma forma adolescente. Uma camisola verde, com um ligeiro decote inocente e uns calções curtos. As sapatilhas de pano e as pulseiras de tecido coladas ao pulso entregam-lhe um ar de menina que quase coloca em causa a maioridade dela. Ainda assim, Beatriz é uma jovem lúcida. Com uma atitude sensata, uma postura tranquila mas brincalhona e um ar constante de sonhadora devolvem naturalmente o seu amadurecimento como mulher. A tarde ainda não caiu. Reflecte uma luz tépida que entra pela janela da sala. O ambiente morno que invade aquela divisão convida a sentar no sofá. Lúcia não resiste a colocar a mão em cima da coxa descoberta da amiga. Suave, intensamente meiga, ansiosamente excitante. Beatriz gosta. Coloca as suas pernas junto à anfitriã e procura descontrair. Um sorriso na face, um toque nas calças de ganga da outra jovem e uma atitude que demonstra desejo. Mas Lúcia está dividida. Definitivamente, ela quer a rapariga. É esse o motivo pelo qual a convidou para ir a sua casa. É algo que sempre lhe pareceu inevitável. Mesmo que este não seja o momento certo. A sua mente está confusa. Sente-se desnorteada. Sem convicção. Sem um rumo a dar no que toca à decisão da sua paixão. Mas Beatriz sempre foi algo que desde o primeiro instante seria inevitável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A face da caloira obrigava-a a sorrir. Misteriosa, divertida, penetrante. Os olhos grandes e redondos de Beatriz fixaram-na. E numa altura em que Lúcia pressentia um ano académico longo e complexo a chegar, uma jovem caloira, ingénua e inesperada, seria sempre uma paixão engraçada para se ter. Por isso, ela abriu o sorriso e permitia que a rapariga se aproximasse. Trocar sorrisos foi simples. Partilhar palavras parecia natural. Revelar o endereço do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;messenger&lt;/span&gt; era apenas um pormenor de tudo o que tinha que acontecer. Beatriz voltou à procissão das praxes. Lúcia guardou o endereço do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;messenger&lt;/span&gt;, saiu do bar e foi para casa com a convicção de que uma doce caloira lésbica se tinha enfeitiçado por si.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Beatriz está quase deitada sobre o peito de Lúcia. É a mão da anfitriã que a guia. Num jeito instintivo, Lúcia pede com um gesto incisivo para sentir os lábios fofinhos da amiga na pele do seu peito. Com um pouco de receio, Beatriz coloca os dedos no tecido do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;top&lt;/span&gt; da jovem e lentamente puxa-o para baixo. Lúcia respira fundo e procura ter a certeza que tal entrega vale a pena. Acaricia os cabelos castanhos e longos da rapariga e deixa que o entusiasmo dela se apodere de si. No momento em que o enorme seio esquerdo de Lúcia é descoberto, Beatriz liberta o seu sorriso fofinho e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;límpido&lt;/span&gt;, ao mesmo tempo que coloca a boca no mamilo redondo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessa mesma noite de Outubro, ela nem ligou o computador. Mas na manhã seguinte, bem cedo, o canto superior do monitor do seu computador informou-a de que a Doce &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Bia&lt;/span&gt; a pretendia adicionar no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;messenger&lt;/span&gt;. Talvez infantil. Talvez distante da sua maturidade. Ainda assim, às oito da manhã, a suposição de algo sexual excitou-a. Após adicionar o contacto, uma janela de conversação abriu-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lúcia está deliciada com os beijos, as carícias e com a forma como a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;língua&lt;/span&gt; da amiga se envolve com as suas mamas. Beatriz encanta-se com o vale dos seios apertado, húmido e escaldante. As mãos macias e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ternurentas&lt;/span&gt; da rapariga enchem-se com a carne do peito da amante. É uma entrega peculiar a de Lúcia, assim que se pressente que a sua respiração está descontrolada. Ela não sabe se procura receber algo ou se tenta dar uma experiência inolvidável à caloira. Mas é certo que algo a descontrola, quando ela segura a cabeça de Beatriz e exige um beijo intenso na boca dela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A manhã tinha sido longa. Milhares de teclas tinham sido batidas, páginas e páginas de diálogos já se tinham desenrolado e de cada vez que uma das jovens pressionava o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Enter&lt;/span&gt;, uma ansiedade prendia-se ao coração. A conversa era deveras interessante. Lúcia quis muito cedo desviar-se da conversa de circunstância sobre a faculdade, o curso e os colegas. Atalhou por pequenos mas importantes pormenores da sua vida, procurando chegar mais facilmente ao que Beatriz na verdade poderia ser. Rapariga de conversa madura, eloquente, ainda que irreverente. Jovem activa, enérgica, confessava não conseguir viver sem noitadas e alguns copos, mas ao mesmo tempo jogava na equipa de andebol feminino da escola secundária que frequentava. Menina da cidade, foi para a universidade porque queria manter os mesmos amigos e essencialmente estar próxima da sua paixão platónica. As horas, os minutos e os segundos que Lúcia perdia à frente do monitor estavam a ser recompensadas pela criação de um perfil fantástico sobre a nova amiga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece não haver tempo a perder. Ou é a ansiedade de algum hipotético acontecimento inesperado, ou é pura e simplesmente o desejo frenético a falar mais alto. Beatriz já não tem a camisola vestida. Despida num impulso pela sua amante, que também tem o peito ligeiramente descoberto, a rapariga sente as mãos rechonchudas de Lúcia a segurarem o seu tronco. Sentada no sofá, de costas para a amiga, ela é envolvida pelo corpo de Lúcia. As pernas da anfitriã estão abertas, já sem as calças, colaterais às pernas frágeis de Beatriz. E o abraço desenhado é apenas um gesto carinhoso para assumir a paixão sexual. O corpo de Beatriz parece vulnerável. Pouco amadurecido. Doce mas ténue. Meigo mas ainda assim escaldante. A pele dela parece seda acabada de fabricar. Os seus membros parecem volúveis, tal é a suavidade com que se movem. O seu tronco demonstra essa fragilidade que parece querer colar-se a ela. Mas Beatriz, apesar dos pequenos seios, sabe que o seu corpo pode dar mais do que aparenta. E Lúcia apercebe-se disso. Na palma das suas mãos sente os bicos dos seios rijos e escaldantes. De tal modo que quando o desejo da anfitriã pretende mais, não são as duas mãos que viajam. A mão esquerda mantém-se num dos seios e a outro arrasta-se até ao ventre de Beatriz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes mesmo de serem horas de almoço, Lúcia confirmou numa veloz conversação de que Beatriz era lésbica. Paixões fugazes com rapazes nunca trouxeram mais do que curtes em cantos de discotecas. Beatriz confessou serem as raparigas que fazem o seu coração pular, a sua pele vibrar e o seu sexo humedecer. Procurou colegas mais velhas, desconfiou de aproximações mais ousadas de miúdas mais novas, até chegou a fantasiar com professoras atraentes. Mas ninguém mexeu mais na alma de Beatriz do que a parceira de jogo, na equipa de andebol. Sensual, apetecível, amiga, confidente, mas irremediavelmente heterossexual.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São calções macios, com um elástico leve, pouco tenso. Entregam-lhe um ar inocente, mas ao mesmo tempo muito atrevido. A olho &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;nu&lt;/span&gt;, é uma peça de roupa apertada. Na imaginação de quem se prende à cintura da rapariga, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;antevê&lt;/span&gt;-se um âmago escondido mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;fervilhante&lt;/span&gt;. Mas na mão de quem entra lá dentro, há a descoberta de um sexo desprotegido, ansioso, sem roupa interior. A mão de Lúcia mergulha por entre as pernas de Beatriz. Agora são os dedos dela que dão ordens à mente da caloira. São os dedos maduros da inquilina que transmitem sentimentos ao desejo trépido da jovem. É a ponta dos dedos que regula as reacções de Beatriz e que a deixam distante de um auto controlo. E a masturbação no seu sexo confronta-a com uma realidade da qual não tem reflexo. E o gozo que Lúcia pretende oferecer lança-a numa fantasia opaca à crueldade dos seus dias. Beatriz fecha suavemente os olhos e encosta ligeiramente a cabeça no tronco da nova amante. No seu rabo, a rapariga sente o calor húmido da rata de Lúcia. Nas suas mamas, sente o carinho de alguém que inexplicavelmente, entende os contornos do seu peito. No seu sexo, Beatriz renasce. Descobre uma sensação imaginária. Os seus lábios vaginais são barro e os dedos de Lúcia são instrumentos que desvendam novas formas e originais texturas no intimo que ela sempre conheceu. E ela inspira fundo. Lúcia amacia os seus seios. E ela expira. Lúcia penetra com dois dedos na sua profundeza húmida e progressivamente encharcada. A respiração marca o ritmo e Lúcia baila na excitação da amiga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de sair da escola secundária, antes mesmo de seguir para a faculdade, Beatriz prometeu a si mesma jamais deixar cair no esquecimento, ou fingir diante de tudo, de todos, até de si mesma, que gostava teimosamente de uma pessoa do mesmo sexo. Admitir para si que é uma mulher que a faz desejar sexualmente parece tarefa simples. Mas transmitir isso a alguém que exibe . Beatriz confessou a Lúcia - nas conversas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;messenger&lt;/span&gt; - que a jogadora de andebol lhe prendia o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;raciocínio&lt;/span&gt;, transformava os seus sonhos e fazia acreditar que tudo é possível. E ao longo do ano lectivo, não foi Lúcia que tentou trazer a caloira à realidade. Ao contrário disso, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;incentivou&lt;/span&gt;-a a acreditar naquilo que mais ninguém acredita. Desbravou novos caminhos para alcançar o objectivo. Demonstrou-lhe que ser homossexual não é uma bolha, impeditiva de envolver heterossexuais. E Beatriz acreditou nela. E Beatriz fixou-se nela. Quanto mais partilhavam ideias sobre paixões platónicas, mais as duas jovens estudantes se reflectiam mutuamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A boca de Lúcia absorve o ombro meigo da amiga. Os cabelos da rapariga misturam-se nos lábios da amante, tapando-lhe parte da face. Os dedos da anfitriã continuam a brindar os bicos das mamas de Beatriz com caricias tensas. Dentro dos calções, a caloira vem-se. Explode estilhaços que fragmentam em todo o seu corpo. Há uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;fervilhação&lt;/span&gt; que assola a pele da rapariga e que Lúcia entende. A anfitriã sente os seios a escaldar e o pescoço a suar. Mas ainda assim, não pára. Os dedos vagueiam veemente por toda a vagina de Beatriz. Os gemidos dão lugar aos gritos. Os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;gritos&lt;/span&gt; dão lugar a pequenos espasmos, onde cada pedaço do corpo converge energicamente as energias para o âmago de todo o prazer da caloira. A testa longa da jovem deixa escorrer pingos de suor libertados no couro cabeludo. E as maçãs do rosto ruborizam. Beatriz vem-se e Lúcia consegue entender melhor do que ninguém o que ocorre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma coisa é assumir uma paixão quase &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;impossível&lt;/span&gt; de se concretizar. Lutar por ela, encarar todas as perspectivas que tal concretização poderia assumir. Outra coisa é atingir o objectivo. Uma coisa é viver uma opção, encarar a escolha sexual que se tomou, sentir-se até preparada para dar um passo. Outra coisa é dar dois passos. Beatriz escusou-se a confessar atempadamente à sua grande amiga virtual e no entanto mera conhecida na faculdade, que era virgem. Na verdadeira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;assumpção&lt;/span&gt; da definição. Virgem. Sem qualquer envolvimento com homens, sem qualquer espécie de partilha carnal com mulheres. Se em todas as conversas via &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;internet&lt;/span&gt; houve espaço para tanta confissão, tanta partilha de segredos e imensas revelações fantasiosas, houve apenas uma única oportunidade para Lúcia saber que a sua amiga jamais tinha sido arrebatada por uma emoção carnal. Seis da manhã de uma madrugada de Domingo. Com o sol a querer revelar-se, Beatriz é confrontada com a pergunta que sabia que iria surgir inevitavelmente. A resposta nem foi sim, nem foi não. Foi evasiva. Quase de certeza sim, com alguma possibilidade não. Lúcia terminou a conversa abruptamente, salientando que necessitava de descansar. Mas ao adormecer, a jovem estudante encaixava a ideia de que a sua caloira era virgem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começa por um abraço. É uma forma imediata de segurar a intensidade desse orgasmo especial. Continua em beijos carinhosos no pescoço, que apesar de húmido, transpira uma forte sensação de paixão. Estende-se por uma caricia aos cabelos encharcados, confirmando o conforto de quem sabe o que ocorreu. Beatriz fecha as pernas, ainda com a rata a latejar. Sabe que está molhada. Não sendo uma sensação nova, gera alguma estranheza por ter vindo de umas mãos alheias. O corpo dela ainda vibra. E Lúcia entende tudo o que está a acontecer à sua amante, que ainda há pouco mais de sete minutos era virgem. Beatriz sorri, quando percebe que a sua colega de faculdade sabe que de uma forma mágica a tornou um pouco mais mulher. Também Lúcia já se reflectiu nesta sensação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para Lúcia, durante boa parte do 1º &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;período&lt;/span&gt; do ano lectivo, a caloira tornou-se mais do que uma paixão. Tornou-se mais do que uma mera troca de caricias e fluidos. Na sua mente, a visão e fantasia que ela transformava sobre Beatriz exigia mais do que um mero envolvimento sexual. Para Lúcia, a sua caloira era agora uma exploração da qual ela sonhava em ser pioneira. No momento em que os primeiros encontros, as primeiras saídas, os leves beijos na casa de banho da faculdade começavam a ocorrer, um turbilhão de acontecimentos eclodiu na sua vida. Primeiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Tania&lt;/span&gt;, depois Joana, também Filipe e depois os três juntos. Beatriz passava a ser apenas e só uma fantasia solitária para adormecer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deslumbrada com a recepção de tamanha onda apaixonante, Beatriz sente o seu corpo sucumbir. ela já experimentou sensações semelhantes, mas afirmar-se descontrolada perante a primeira amante, deixa a rapariga ainda mais frágil. O seu rabo não consegue manter-se sentado na ponta da almofada do sofá e o seu corpo escorrega. As suas pernas dobram, as suas costas deslizam pelo tecido e as suas nádegas batem no tapete. As mãos de Lúcia mantém-se nos cabelos suados da rapariga. Beatriz deixa cair a nuca na almofada, ao mesmo tempo que fecha os olhos. Neste instante, a anfitrião realiza os contornos da face da amante. A pele suave, os lábios fofinhos, os olhos redondos, a testa molhada. A sua caloira é simplesmente um sonho. Um reflexo de si há poucos anos. E só um sorriso pode ser libertado da face de Lúcia, assim que se levanta do sofá, com os pés assentes, ao lado das ancas da amiga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A rapariga que ainda procurava o seu espaço na faculdade e num mundo diferente do secundário, procurou entender o distanciamento que Lúcia vinha a provocar. As conversas no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;messenger&lt;/span&gt; até continuavam. Os lanches na faculdade aconteciam ocasionalmente. Mas os beijos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;diminuíam&lt;/span&gt; e as propostas imaginárias de um momento diferente dissipavam-se. Beatriz percebeu que a mente da amiga já não tinha mais espaço para as suas fantasias. Inscreveu-se na equipa de andebol da faculdade e até procurou novas amigas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As cuecas escorregam pelas pernas de Lúcia até aos joelhos. As mãos de Beatriz trilhavam a pele das coxas da amiga, como trepadeiras. E Lúcia nem sequer recusou qualquer gesto até sentir a respiração forte de Beatriz colada às suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;virilhas&lt;/span&gt;. Porque a estudante está de pé, sobre a cabeça da convidada. A caloira abre os olhos grandes e deslumbra-se com a visão que tem do sexo húmido da sua amante lésbica. Os seus lábios abrem-se, deixando um breve sopro soltar-se da boca. Ela está estupefacta com os lábios vaginais que se lhe apresentam a dez &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;centímetros&lt;/span&gt; do seu nariz. Lúcia pensava em levantar-se, sair do sofá, sair da sala, ir buscar algo para beberem. Mas precipitadamente, é Beatriz quem acaba por querer beber de si. A boca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;cremosa&lt;/span&gt; da rapariga ataca gentilmente a vagina da anfitriã e quando Lúcia consegue respirar fundo, já os lábios chupam o que podem da sua rata. Um gemido ecoa. Uma vibração percorre a espinha de Lúcia. E uma mão regressa ao interior dos calções de Beatriz. A sua própria mão direita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando entrava nos balneários do pavilhão da sua faculdade, a sua mente não sabia o que pensar. era &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;difícil&lt;/span&gt; saber o que procurar ali. Era escusado entender se aquilo fazia sentido. A sua vida tenta fazer sentido mas acaba por se reflectir num enorme vazio. Por isso, no momento em que ela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;própria&lt;/span&gt; se deixou conceder autorizada a entrar no balneário feminino, apenas o instinto a movia. Os olhos grandes de Beatriz brilhavam, assim que a entrada inusitada da sua colega de curso se fez notar em todas as jovens presentes. Todos os desencontros, todas as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;saídas&lt;/span&gt; ocultas no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;messenger&lt;/span&gt;, todos os beijos evitados, pareciam agora ser esquecidos. Os lábios de Beatriz abriram-se, assim que Lúcia soltou um sorriso apaziguador. No meio de tantas raparigas suadas, em equipamentos amarelos e colados ao corpo, Beatriz sabia que tinha sido escolhida. E desta vez, não haveria rodeios. Não haveria conversas virtuais, nem cafés escusados. Lúcia faria o convite e a sua caloira nem hesitaria em recusar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a sua sala. Sem mais ninguém. Sem pedidos para manter a intimidade. Sem ansiedades asfixiantes, na incerteza de se abrir a porta de entrada. Lúcia está de pé na sua sala e é lambida por uma caloira, até há bem pouco tempo virgem. Beatriz descobre o clitóris da amante. Percebe que é diferente do seu. Bem mais inchado, bem mais palpitante. Deveras mais excitante. Intensamente mais saboroso. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Divinamente&lt;/span&gt; cremoso. Entusiasticamente sublime. Ela chupa e pressente os sucos vaginais de Lúcia a escorrerem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;progressivamente&lt;/span&gt;. A sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;língua&lt;/span&gt; já penetrou vezes sem conta por entre os lábios vaginais. E para Beatriz, é como um brinquedo que não se esgota. É como um jogo que só acaba quando deixar de dar prazer. Mas Beatriz tem uma tesão infindável e uma vontade acumulada de exprimir desejos. E nem nas suas maiores perspectivas, Lúcia julgava que o seu intimo pudesse palpitar assim, neste final de tarde. A mão esquerda da caloira apalpa o rabo teso da amante. A mão direita faz questão de proprcionar uma sensação semelhante na sua rata. Mas nada se pode comprar àquilo que Lúcia pode receber e consegue dar. Estava longe das suas melhores perspectivas, mas os lábios, a lingua, a pele e os soporos leves das narinas de Beatriz fazem a inquilina vir-se por completo de pé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A porta do Edificio Magnólia abriu-se como um condão que despertava na vida de Beatriz. Lúcia sabia como agir, como trazer a sua caloira, como deixá-la entrar no seu apartamento. Afinal, ela já passou pelo mesmo. Já foi a Beatriz ansiosa. Já temeu não aceitar o primeiro beijo. Dentro das quatro paredes do elevador, Lúcia reflectia mais do que a sua imagem e a da sua amiga. Reflectia as suas certezas no que toca a paixões e momentos sexuais. isso era uma garantia instintiva que ela detinha. Mas enquanto subia pelo elevador do empreendimento, Lúcia não tinha uma certeza. O 2º direito pertencia-lhe. E isso jamais a poderá deixar tranquila.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os joelhos de Lúcia movimentam-se. Transportam a sua cintura para a frente e para trás, num movimento harmonioso de todo o corpo. Tudo isto, para o que resta do seu prazer roçar no queixo de Beatriz e pingar pelo pescoço. A caloira está extasiada. A sua rata ainda lateja e a sua boca tem um sabor que dificilmente irá desaparecer dos seus lábios. Na sensibilidade das peles a tocarem-se mutuamente. Na infinidade da sensação dos membros a envolverem-se em caricias e abraços. Na plenitude dos sorrisos que transmitem mais do que beijos. Na incerteza do que um momento genuino e espontâneo pode ser fugaz. As duas jovens saboreiam aquele instante. O instante em que Beatriz se volta a sentar no sofá e em que Lúcia se mantém de pé. O instante em que Beatriz sabe que aquela casa não lhe pertence. No instante em que Lúcia deseja que a sua caloira percebe que não vale a pena prolongar o que aconteceu. Foi encantador. Talvez perfeito. Mas esta casa parece vazia demais para deixar derramar mais tinta num lar fragmentado. Tania pode surgir. Beatriz tem conhecimento disso. Lúcia só quer manter a dor a alguma distância. Afastá-la para sempre seria fatal. A caloira veste-se, entrega um beijo na boca de Lúcia, recebendo a confirmação de que nem tudo tem que acabar aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1951641479513623409-3795233207641517445?l=edificiomagnolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/feeds/3795233207641517445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1951641479513623409&amp;postID=3795233207641517445&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/3795233207641517445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1951641479513623409/posts/default/3795233207641517445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://edificiomagnolia.blogspot.com/2008/04/espelho-mgico.html' title='Espelho mágico'/><author><name>Magnolia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10457731753868701431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_v15JKMnDWkQ/SB2HZlP7bMI/AAAAAAAAAFE/VWyh9_-3zhg/S220/26-03-07_1630.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1951641479513623409.post-1264254560906526583</id><published>2008-04-22T12:55:00.004+01:00</published><updated>2008-06-24T14:07:12.259+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3º dto.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3º esq.'/><title type='text'>Espelhos d'alma</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado a 24-06-08&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É noite. Mas ela usa a sua máscara diurna. Ela está em casa. Mas não recebe nenhum cliente
